Gojira: O desafio da banda no Rock in Rio 2015

Resenha - Gojira (Rock in Rio, 19/09/2015)

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Por Anderson A. de Sousa
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Merecidamente no Brasil. Merecidamente no Rock in Rio. Merecidamente no Palco Mundo. Merecidamente Gojira! Para quem não conhecia, foi uma oportunidade e tanto de conhecer. Para quem já conhecia, uma oportunidade excelente de presenciar um show único.

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A banda formada em 1996 veio com o desafio de tocar no Rio de Janeiro pela 1ª vez e com equipamento alugado. Desafio aceito, missão dada, missão cumprida!

Após abrir os shows do headliner da noite, Metallica, dias antes, em Quebec, o Gojira foi a 1ª atração do Palco Mundo do dia 19/09/2015. O set list escolhido foi parecido ao que já vinha sendo executado nos últimos shows, apenas com algumas alterações de ordem, o que não interferiu em nada na apresentação da banda francesa.

O Gojira iniciou seu show com "Ocean Planet", primeira faixa do álbum "From Mars to Sirius", de 2005. Já na primeira música a banda conseguiu atrair a atenção do público presente, que a cada música tocada posteriormente, ficava mais surpresa pela qualidade técnica do grupo.

Em seguida, vieram "The Axe" do álbum "L'Enfant Sauvage" e "The Heaviest Matter Of The Universe", também do álbum "From Mars to Sirius". Duas pedradas pra ninguém botar defeito e com Mario Duplantier dando uma aula de bumbo duplo. O vocalista Joe Duplantier arriscava algumas palavras em português, como um simples "Tudo bem?" o que contribuiu para que ao final de "Heaviest" ainda no metade do show, o público gritasse o nome da banda repetidas vezes. Mesmo público este que acompanhou no gogó a rápida jam que antecedeu "Back -fucking- bone". Que porrada, meus amigos!

Em seguida, uma das músicas mais conhecidas da banda "Love" do álbum "Terra Incognita" de 2001 devidamente encerrada com o final de "Remembrance". Uma aula!

Vale destacar o baixista Jean-Michel Labadiem, que sem dúvida era o mais empolgado no palco e demonstrava isso em todas as músicas executadas.

Uma pausa rápida para um respiro, um pouco mais de fôlego e agradecer ao público e por estarem tocando no Rio pela 1ª vez.

E pra quem pensou que estivessem cansados, retomaram o show com o petardo "L'Enfant Sauvage", faixa-título do álbum lançado em 2012.
Sim, eles não cansam!

Em seguida, "Flying Whales" fez todos os cabelos esvoaçarem na Cidade do Rock, incluindo o guitarrista Christian Andreu. E a galera? Correspondia fidedignamente.

E quem queria ter a prova de que Mario Duplantier é um monstro, ele assim o fez. Momento para o solo de um dos maiores bateristas da atualidade, perfeitamente seguida de "Oroborus" primeira faixa do álbum "The Way of All Flesh" de 2008.

Infelizmente chegando ao fim, "Vacuity" e "The Gift Of Guilt" encerraram dignamente o show, acompanhadas pelas palmas e já deixando ali um ligeiro resquício de saudosismo.

Para uma duração limitada de uma hora, foi um ótimo show. Pedrada do começo ao fim. Um show sim, inesquecível!

Fica a torcida e espera para um novo show solo no Brasil. Joe Duplantier prometeu voltarem, então assim aguardaremos.

Assim foi o Gojira no Brasil. Assim foi o Gojira no Rock in Rio 2015!

Thank you so much, Joe, Mario, Christian and Jean.




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Sobre Anderson A. de Sousa

Anderson A. de Sousa, 25 anos, nascido em Esperança-PB e criado no Rio de Janeiro, é administrador de empresas, baterista da banda Simulacro e ritmista de escolas de samba. Respira música em boa parte do seu dia. Conheceu o Rock N' Roll no final dos anos 90 e início dos anos 2000, é fã de quase todas as vertentes do estilo e está sempre antenado às novidades e ao mundo do Rock N' Roll.

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