Cavalera Conspiracy: Destruição sonora no Recife

Resenha - Cavalera Conspiracy (Club Internacional, Recife, 06/09/2014)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por AD Luna, Fonte: Diario de Pernambuco
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Depois de 26 anos, o Recife abrigou pela primeira vez um show com os irmãos fundadores do SEPULTURA. Max (vocal e guitarra) e Iggor Cavalera (bateria), amparados pelo guitarrista Marc Rizzo e pelo baixista Tony Campos, provocaram uma destruição sonora no palco do Clube Internacional do Recife no sábado (6). Durante cerca de uma hora e meia, o quarteto fez o público balançar as cabeças e soltar os demônios com repertório que reuniu músicas dos dois discos do CAVALERA CONSPIRACY e clássicos da banda que colocou o Brasil no panorama internacional do metal. A abertura da noite foi feita pelos paulistas da CAPADOCIA, criada em 2011.

Sepultura: Andreas Kisser usará guitarra com cores do movimento LGBT no Rock in RioLindo Demais: conheça o London, o primeiro smartphone da Marshall

Max Cavalera se comunicava bastante com a plateia, formada por muita gente que não tinha nem nascido quando ele e Iggor tocaram no Clube dos Sub-Tenentes e Sargentos da Polícia Militar, no bairro da Torre, em 1988, com o SEPULTURA. Ao comando dele, diversas rodas de pogo se formaram durante quase todo o show.

A apresentação começou com a poderosa Inflikted, seguida por Warlord, ambas do CAVALERA CONSPIRACY. Na sequência, tocaram Beneath the remains, do disco homônimo, lançado em 1989, pelo SEPULTURA, emendada com Desperate cry, que faz parte do álbum seguinte: Arise, de 1991. Claro que a temperatura subiu nessa hora e cresceu ainda mais quando o Cavalera recuou ainda mais no tempo e executaram Troops of doom, do Morbid visions (1986), quando a banda mineira soava mais death do que thrash.

Em Black ark, Ritchie Cavalera, filho de Max, subiu ao palco para cooperar com os vocais cavernosos do pai - que puxou até um reggae, convidando o público a fazer coros baseado no ritmo jamaicano. Chico Science foi lembrado pelo vocalista, o que gerou aplausos e gritos da massa de camisas pretas.

Do Sepultura ainda apareceram Arise, Dead Embryonic Cells, Refuse/resist, Innerself, Atitude e, claro, Roots bloody roots, que encerrou a noite. Por conta do ótimo entrosamento entre os quatro integrantes do CAVALERA CONSPIRACY, a parede de som produzida soava coesa, apesar da acústica um tanto deficiente do Internacional. Mas isso em nada desanimou a plateia que não chegou a encher o clube, mas que certamente ficou satisfeita com o que viu/ouviu. Houve até quem perdesse os óculos durante os agitos metálico e, ainda assim, saísse da apresentação com sorrisos de satisfação.

Crédito da foto: Pei Fon/ Rock Meeting




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Cavalera Conspiracy"Todas as matérias sobre "Sepultura"Todas as matérias sobre "Capadocia"


Sepultura: Andreas Kisser usará guitarra com cores do movimento LGBT no Rock in RioEm 02/09/1993: Sepultura lançava o clássico "Chaos A.D."

Sepultura: novo álbum já tem nome, diz Andreas KisserSepultura
Novo álbum já tem nome, diz Andreas Kisser

Petbrick: ouça novo single de projeto experimental de Iggor Cavalera

Max Cavalera: ele não entende como o Slayer consegue pensar em se aposentarMax Cavalera
Ele não entende como o Slayer consegue pensar em se aposentar

Sepultura: veja entrevista de Andreas Kisser no programa CMCHRodz Online: Sepultura vs Max Cavalera (vídeo)

Sepultura: banda já está gravando sucessor de Machine MessiahSepultura
Banda já está gravando sucessor de "Machine Messiah"

Collectors Room: os 50 anos de Max Cavalera (vídeo)

Phil Anselmo: Max Cavalera sobe ao palco para uma canjaPhil Anselmo
Max Cavalera sobe ao palco para uma canja

Petbrick: projeto experimental de Iggor Cavalera anuncia novo álbum

Sepultura: novos vídeos da série o Eloy não é humanoSepultura
Novos vídeos da série "o Eloy não é humano"

Max Cavalera: o álbum pelo qual ele gostaria de ser lembradoMax Cavalera
O álbum pelo qual ele gostaria de ser lembrado

Fotos de Infância: os primórdios da banda SepulturaFotos de Infância
Os primórdios da banda Sepultura


Lindo Demais: conheça o London, o primeiro smartphone da MarshallLindo Demais
Conheça o London, o primeiro smartphone da Marshall

Krisiun: Edu Falaschi não viveu o undergroundKrisiun
"Edu Falaschi não viveu o underground"

Black Sabbath: o dia em que Tony Iommi quase matou Bill WardBlack Sabbath
O dia em que Tony Iommi quase matou Bill Ward

Listed: TV americana elege os maiores bad boys da músicaAs regras do Death MetalSepultura: Uma entrevista sincera e reveladora para Gastão MoreiraKeith Richards: Stone fala de relacionamento com os Beatles

Sobre AD Luna

AD Luna nasceu em 1971, em Porto Alegre, mas foi criado no Recife. Mora desde 2002, em São Paulo. É baterista das bandas Monjolo (SP) e TheSurfMotherfuckers (MG), que não tem praticamente nada a ver com heavy metal! Luna é formado em Jornalismo pela UFPE e é repórter, apresentador e gerente de conteúdo do Showlivre.com - portal de TV Web especializado em música. Apesar de curtir praticamente todo tipo de música, AD mantém a admiração e uma dívida de gratidão com o metal, estilo com o qual aprendeu a gostar de música com mais profundidade e paixão.

Mais matérias de AD Luna no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336