Cavalera Conspiracy: Destruição sonora no Recife
Resenha - Cavalera Conspiracy (Club Internacional, Recife, 06/09/2014)
Por AD Luna
Fonte: Diario de Pernambuco
Postado em 12 de setembro de 2014
Depois de 26 anos, o Recife abrigou pela primeira vez um show com os irmãos fundadores do SEPULTURA. Max (vocal e guitarra) e Iggor Cavalera (bateria), amparados pelo guitarrista Marc Rizzo e pelo baixista Tony Campos, provocaram uma destruição sonora no palco do Clube Internacional do Recife no sábado (6). Durante cerca de uma hora e meia, o quarteto fez o público balançar as cabeças e soltar os demônios com repertório que reuniu músicas dos dois discos do CAVALERA CONSPIRACY e clássicos da banda que colocou o Brasil no panorama internacional do metal. A abertura da noite foi feita pelos paulistas da CAPADOCIA, criada em 2011.
Cavalera Conspiracy - Mais Novidades
Max Cavalera se comunicava bastante com a plateia, formada por muita gente que não tinha nem nascido quando ele e Iggor tocaram no Clube dos Sub-Tenentes e Sargentos da Polícia Militar, no bairro da Torre, em 1988, com o SEPULTURA. Ao comando dele, diversas rodas de pogo se formaram durante quase todo o show.
A apresentação começou com a poderosa Inflikted, seguida por Warlord, ambas do CAVALERA CONSPIRACY. Na sequência, tocaram Beneath the remains, do disco homônimo, lançado em 1989, pelo SEPULTURA, emendada com Desperate cry, que faz parte do álbum seguinte: Arise, de 1991. Claro que a temperatura subiu nessa hora e cresceu ainda mais quando o Cavalera recuou ainda mais no tempo e executaram Troops of doom, do Morbid visions (1986), quando a banda mineira soava mais death do que thrash.
Em Black ark, Ritchie Cavalera, filho de Max, subiu ao palco para cooperar com os vocais cavernosos do pai - que puxou até um reggae, convidando o público a fazer coros baseado no ritmo jamaicano. Chico Science foi lembrado pelo vocalista, o que gerou aplausos e gritos da massa de camisas pretas.
Do Sepultura ainda apareceram Arise, Dead Embryonic Cells, Refuse/resist, Innerself, Atitude e, claro, Roots bloody roots, que encerrou a noite. Por conta do ótimo entrosamento entre os quatro integrantes do CAVALERA CONSPIRACY, a parede de som produzida soava coesa, apesar da acústica um tanto deficiente do Internacional. Mas isso em nada desanimou a plateia que não chegou a encher o clube, mas que certamente ficou satisfeita com o que viu/ouviu. Houve até quem perdesse os óculos durante os agitos metálico e, ainda assim, saísse da apresentação com sorrisos de satisfação.
Crédito da foto: Pei Fon/ Rock Meeting
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
O disco punk clássico que Billie Joe Armstrong chamou de "um monte de merda"
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Pink Floyd lança a coletânea "8-Tracks", que reúne faixas gravadas nos anos 70
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
Pete Townshend ficou "incrivelmente decepcionado" com seu herói Bob Dylan
Led Zeppelin: a origem do anjo símbolo da banda
Sílvio Santos: "The Number Of The Beast" em ritmo de festa


Por que Max Cavalera trabalha em tantos projetos, segundo ele mesmo
Cavalera Conspiracy participará de evento que celebra 40 anos de "Reign in Blood", do Slayer
Max Cavalera passou a se interessar mais ainda por metal depois que ficou sóbrio
Max Cavalera queria tocar bateria, mas Iggor era melhor que ele
O disco ao vivo que define o heavy metal, segundo Max Cavalera
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!



