Jeff Scott Soto e Eric Martin: Enchendo de alegria os fãs de Hard

Resenha - Jeff Scott Soto e Eric Martin (Bar Opinião, Porto Alegre, 09/03/2014)

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Por Guilherme Dias
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Uma noite de domingo para encher de alegria os fãs de Hard Rock. Porto Alegre foi uma das cidades pela qual os amigos Eric Martin (MR. BIG) e JEFF SCOTT SOTO passaram na atual turnê. Propostas diferentes para dois shows espetaculares.

Fotos por Liny Rocks®
facebook.com/photoslinyrocks

O primeiro show da noite foi o de Eric Martin. No set-list da apresentação, dominaram clássicos e músicas pouco tocadas ao vivo pelo MR. BIG. Quem esperava por um repertório semelhante ao do show do Rio de Janeiro acabou se surpreendendo, pois Eric realizou algumas alterações interessantes para o público curtir.

O show começou com a arrasa quarteirão “Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)” que abre o disco “Lean Into It” do MR. BIG. Sempre muito carismático Eric subiu no palco e logo encantou aos presentes com a sua agitada presença de palco e voz única no Hard Rock mundial.

Duas surpresas para o público foram “Wonderland”, do seu projeto paralelo TMG, apresentada ao vivo poucas vezes por Eric e pelo TMG e “Wind Me Up”, MR. BIG, que foi muito pouco apresentada em shows tanto do MR. BIG, quanto em outras turnês solo do Eric.

O cantor conversou um pouco com seus fãs e perguntou sobre o horário, pois estava perdido, não sabia se eram 18h, 19h ou 19h30. Naquele momento eram 19h14, pelo horário de Brasília. O show marcado para começar às 19h foi impecavelmente pontual, o que fez com que o publico agradecesse, pois não é fácil estar presente em um show ao domingo de noite tendo em vista o retorno da rotina de cada um em uma segunda-feira que estaria por acontecer.

Na sequência, mais de MR. BIG no palco: Superfantastic” (Get Over It), “Shine” (Actual Size) e “Take Cover” (Hey Man). Notava-se que não havia uma sintonia entre Eric e a banda que o acompanhava. Erros podem acontecer em qualquer momento e com qualquer um, seja com um músico iniciante ou com um músico veterano.

Porém, o que se via, é que os músicos não “sabiam errar” e, em diversos momentos do show, Eric Martin dava “broncas” em alguns deles, seja por backing vocals equivocados, por falta de fidelidade às músicas originais nos solos e nas linhas de bateria.

A banda escolhida por Eric Martin para a turnê é composta por Rogério Delayon (guitarra), Flávio “Jagger” Simões(baixo) e Teofilo Laborne (bateria).

Quando o show estava encaminhando-se para a reta final, “Undertow” (What If...) e “Where Are They Now” (Single) animaram bastante o público que estava esperando por novidades.

Sabemos que, entre uma música e outra, os fãs pedem tudo quanto é música, assim como aquele famoso “toca Raul”. Em uma dessas, Eric Martin ouviu de um fã o pedido “What’s Left Of Me” do projeto de Metal Opera “AVANTASIA”, de Tobias Sammet, no qual Eric participou no último disco e, inclusive, da última turnê.

Incrédulo, Eric perguntou o que ele tinha dito, onde ele estava e o fã pediu a canção novamente. Eric deu uma risada e disse para o fã que se tivesse toda a banda que acompanha o AVANTASIA poderia tocar sem problemas e seguiu seu set com “Take A Walk”.

Com um pouco mais de uma hora, o show chegou ao seu fim com “To Be With You” (o maior clássico do MR. BIG, também do disco Lean into It), “Addicted To The Rush” e “Dancin’ With My Devils” (Get Over It). Um show pra ser lembrado pela presença e pela voz de Eric Martin que não decepcionou em momento algum.

O tributo de QUEEN realizado por JEFF SCOTT SOTO foi impecável. Um show que não tem muito a ser dito. A presença de palco de JSS foi perfeita. Estava claro que o que ele estava fazendo no palco o deixava muito feliz.

A apresentação começou com “Let Me Entertain You”, a matadora “Tie Your Mother Down”, seguida de “Another One Bites The Dust”. A caipirinha e a caipiroska são bebidas muito comuns no nosso país e é fácil os gringos virem para cá e se apaixonarem por elas.

Com o JSS não foi diferente, logo depois da segunda música ele empinou o primeiro copo e ainda disse no microfone termos comuns por aqui como “do car@#*!” e “bah, tri” (termo usado no RS para algo como “muito legal”).

O álcool da caipiroska não comprometeu em nada, pelo contrário, empolgou ainda mais a banda. JSS pede para todo mundo cantar junto com a banda e é dado início a “I Want To Break Free”, animando até o mais desanimado dos presentes no Bar Opinião.

O ritmo de “Best of...” continuou com “Keep Yourself Alive” e “Crazy Little Thing Called Love” até que mais copos de caipiroska fossem buscados por JSS. O público se divertiu com a situação e cantou para ele “Vira, vira, vira, virou” em coral, gerando muitas risadas em todo o bar.

Entre uma caipirinha e outra, “Fat Bottomed Girls”, “Hammer To Fall”, “I Want It All” e “Stone Cold Crazy” são apresentadas para o público que não tirava os olhos do palco e recebia a ilustre presença de Eric Martin na pista. Sem frescura, ele tirava fotos com quem pedia e lá pelas tantas era visto discretamente entre o público cantando as músicas do QUEEN como qualquer outro fã presente.

As baladas não podem faltar mesmo em um show onde as versões são mais pesadas do que as originais do QUEEN. “Love Of My Life” e “Somebody To Love” tiveram o seu espaço, mas não por muito tempo, pois logo em seguida estava no palco mais caipiroska e na plateia mais gritos de “vira... vira...”.

A seriedade aparecia somente nas músicas mesmo, pois até no momento de apresentar a banda algo divertido acontecia. A banda que acompanha JSS na turnê possui uma vasta bagagem e experiência, tanto na música de um modo geral quanto em participações em outros tributos de Queen pelo mundo.

JSS apresentou Marcio Sanches (guitarra), Henrique Baboom (baixo), BJ (guitarra/teclado), Edu Cominato (bateria) e se autoapresentou como Paul Rogers (vocalista que já cantou oficialmente com o QUEEN), gerando mais risadas ainda.

Depois da apresentação da banda não teve muito papo, mas teve muita música e o show foi chegando ao seu fim com “These Are The Days Of Our Lifes”, “Under Pressure”, “Radio Gaga”, e “We Will Rock You” em uma versão mais acelerada, tocada diversas vezes pelo próprio QUEEN.

A despedida teve a vitoriosa “We Are The Champions”, a épica “Bohemian Rhapsody” (com ótima participação do vocalista gaúcho Victor Wichmann) e a emocionante “The Show Must Go On”, que acabou com o público que mesmo querendo um pouco mais, se deu por satisfeito. Com certeza nenhum dos presentes teve um final de domingo ou uma segunda-feira desanimada graças ao que viu nos dois shows da noite do dia 9 de março.

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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