Master: Varando a madrugada com um show brutal

Resenha - Master (Fofinho Rock Bar, São Paulo, 31/01/2014)

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Por Diego Camara
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Quem foi ao Fofinho Rock Bar sem dúvidas não se arrependeu. Tiveram uma aula do bom e velho metal extremo. Comandados pelos americanos do MASTER, que desde a década de 80 empunham a bandeira do underground pelo mundo. Não bastasse estas estrelas no palco, o evento ainda contou com as bandas nacionais NECROMESIS, ANARKHON e VOMEPOTRO, que completaram o evento com maestria divulgando seu trabalho.

Todos sabem como o Fofinho Rock Bar é reconhecidamente um bar underground. Como bar undeground, também é reconhecido pelos seus problemas de espaço e condição em geral das instalações. Vale a pena destacar, porém, que o bar passou por uma pequena repaginada. O local passou por uma nova pintura e a iluminação estava bem melhor que os shows anteriores. O mais importante, o som do local, esteve bom durante a maior parte da noite, o que fez valer os problemas do local.

NECROMESIS

Os brasileiros do Necromesis, os “novatos” do dia, entraram no palco as 22h45m para sua apresentação. O horário já era bem tarde, mas ainda um público pequeno (em torno de 1/3 do esperado para o evento) estava no local esperando pela banda. Não demorou muito, porém, que a extremamente talentosa vocalista Mayara Puertas e companhia dominassem o público. Divulgando o seu novo EP ¨Echoes of a Memory¨, além das músicas do seu disco demo “Dark Works of Art” e do primeiro EP da banda “Evolving to an Underworld”. Espantaram a ótima qualidade das novas composições, que estão muito bem encaixadas a performance de sua frontwoman e a velocidade imprimida pela base.

A banda, que está na ponta dos cascos e pronta para deslanchar na nossa cena underground, mandou super bem e foi à grata surpresa do evento. Destaque para as ótimas músicas “Demonic Source”, que fechou o show com chave de ouro e valeu uma grande salva de palmas, e “Dark Works of Art”. Com uma pancada sonora, definitivamente não vai ter problemas em agradar aos fãs do death metal que comprarem o novo EP, mais um passo da banda rumo o lançamento de seu primeiro disco.

ANARKHON

O segundo artista da noite trouxe mais brutalidade ainda ao palco do Fofinho Rock Bar. O ANARKHON, que para o público do underground não é mais nenhuma novidade, seja pelo áudio, seja pelas suas artes mais que controversas, não brincou no palco. Realmente, desde a primeira música levantaram o público, que gritou pelo nome da banda e os encheu de aplausos, apesar do atraso de mais de 40 minutos na preparação da banda para o show.

Se não há no ANARKHON a dinâmica do artista anterior, eles mostraram uma potência gigante nas guitarras – fizeram valer a espera, pois o som da banda esteve ótimo durante todo o tempo. Para quem ainda não conhece a banda, vale visitar o último álbum deles “Welcome to the Gore Show”, de 2013, que mereceu destaque na mídia especializada.

VOMEPOTRO

Mantendo o atraso do evento, noite adentro o VOMEPOTRO subiu ao palco para o seu show. Queridinhos da plateia, a banda tocou um setlist compacto para evitar mais atrasos no evento. Com gritos, a banda abriu com “Assassin Psychopath”, sendo ovacionada por todos os presentes. A bateria da banda, comandada pelas baquetas de André Martuchi, realmente fez valer o show.

Grande destaque, a banda realmente levantou um público que já começava a sentir o peso da noite em suas costas. Outros grandes destaques do show foram as músicas “I Despise Your Pain”, uma das novas músicas da banda que serão lançadas em seu próximo disco e “Bastards of Christ”, com uma excelente execução da banda.

MASTER

Para finalizar a noite, a plateia precisava aguentar o fôlego que foi perdido durante a noitada. Quando Paul Speckmann, acompanhado por Zdenal e o guitarrista Índio, que substitui Ales Nejezchleba, subiu ao palco, palmas eufóricas de todos os presentes foram as boas-vindas para uma banda extremamente humilde que passou a noite inteira – ou boa parte dela – tentando agradar os fãs com fotos, autógrafos e uma boa conversa do lado de fora.

Já com “Master”, música título de abertura, a banda já mostrou que vinha pra esquentar ainda mais o Fofinho Rock Bar. Levando o público a loucura, a voz sombria de Paul se confluía muito bem com as guitarras. A plateia respondeu prontamente, e cheia de energia – que parece ter guardado dos shows anteriores – rapidamente abriu uma roda no meio da pista.

A sinergia que houve entre a banda e o público é algo raro de ver, o show parecia mais uma grande reunião de família do que propriamente um show. Maior ainda quando tocaram outros sucessos como “Shoot to Kill” e “Slaves to Society”. A calma de Paul, que apenas agradeceu com um singelo “obrigado”, valeu uma salva de palmas da plateia.

“Unknown Soldier”, outra em destaque na apresentação, fez o público suar tudo o que tinha para suar. Os ventiladores no Fofinho não eram o bastante para conter o calor das 200 pessoas presentes.

O show não teve muita ação entre as músicas. De poucas palavras, Paul apenas falava poucas frases e anunciava os nomes das músicas no show. Apenas em um momento, bastante exaltado, o vocalista agradeceu ao público e especialmente ao apoio da produtora, cantando feliz aniversário ao produtor Tiago Claro, que estava fazendo aniversário no dia.

Outro destaque do show foi uma pequena “Jazz jam”, que a banda fez no meio do show. Mostrando muita técnica nos instrumentos, e uma erudição impressionante, o público apenas pode ficar de boca aberta observando a banda, que encaixou em seguida “Cut Through the Filth”, uma das melhores da noite que ainda teve um ótimo solo de bateria de Zdenal, que arrancou aplausos do público.

O resultado do show foi extremo cansaço de todo o público. Uma noite realmente atribulada para um Fofinho que nem sempre tem eventos tão bem preparados. A produção ficou de parabéns por investir numa banda com um público reduzido, porém uma sensibilidade e atenção tremenda ao público, como raramente vemos aportar por estas terras.

Setlist:
1. Master
2. Shoot to Kill
3. Slaves to Society
4. Judgement of Will
5. Submerged in Sin
6. Smile As You're Told
7. Unknown Soldier
8. Funeral Bitch
9. The Parable
10. Cut Through the Filth
11. Remorseless Poison
12. Pay to Die
Bis:
13. Children of the Grave (Black Sabbath cover)

Fotos: Kennedy Silva

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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