DRI: Apresentação cativa o público de Limeira
Resenha - DRI (Bar da Montanha, Limeira, 14/12/2013)
Por Bruno Martim
Postado em 20 de dezembro de 2013
Show do DRI, em Limeira, no último sábado (14), levou bom número de fãs ao Bar da Montanha, para assistir apresentação marcante da banda norte-americana. Abertura ficou por conta da local Circle of Infinity. Na apresentação principal, DRI destilou clássicos dos seus primeiros álbuns e cativou público, que cantou em uníssono com o grupo. Espetáculo fez parte da Tour que a banda realiza pelo Brasil em 2013.
A apresentação da banda norte-americana DRI (Dirty Rotten Imbeciles), no Bar da Montanha, em Limeira, no último sábado (14), trouxe o que ainda existe de melhor na cena crossover: moshpits, público alucinado e a 'famosa' pegada hardcore/thrash/heavy metal. Tudo isso vindo de uma banda que há décadas representa o termo: "crossover", diretamente de Houston, no Texas.
A vinda do DRI à cidade de Limeira surpreendeu os fãs mais ávidos pela banda, que não esperavam ver o grupo tocando no interior do Estado de São Paulo tão logo – para não dizermos jamais. Fato importante e que credencia ao Bar da Montanha na realização de shows de bandas gringas e com grande representatividade no cenário mundial. Essa semana, na quinta (19), o ex-vocalista do Iron Maiden, BLAZE BAYLEY, também se apresenta na casa, a partir das 22h.
Dessa forma, aqui fica registrado o cumprimento a organização do evento, que apostou em uma banda da velha guarda do cenário da música pesada para finalizar com chave de ouro o ano. Parabéns aos organizadores, também, por oportunizar a abertura do show com uma banda local, que aproveitou a chance para mostrar seu trabalho autoral.
Voltando ao espetáculo, o show em Limeira, mais um da tour do DRI pelo Brasil em 2013, teve como banda de abertura a Circle Of Infinity, que apresentou músicas autorais e alguns covers, como a versão para o clássico "Painkiller", do Judas Priest.
No show de abertura para o DRI, os limeirenses aproveitaram para deixar a música mais pesada e rápida, aproximando-a da versão executada pelo DEATH, em uma versão da banda liderada por Chuck Schuldiner gravada em 1998. A banda segurou bem os fãs do DRI e aproveitou para angariar alguns novos seguidores com uma apresentação coesa e repleta de técnica, fazendo um bom show.
Mais à frente, foi a hora do DRI se apresentar, engatilhando clássicos e clássicos, com músicas dos seus primeiros álbuns e também do último, Full Speed Ahead, de 1995. Do início da apresentação ao seu término, a energia ecoou no Bar da Montanha. Canções mais antigas eram cantadas em uníssono pelo público. Ao final do show, os integrantes da banda atenderam aos fãs e cederam autógrafos e tiraram fotos, dando uma aula de gratidão e humildade que toda banda deveria dar.
Levando em conta a oportunidade em ver uma banda como o DRI, que é tida como uma das precursoras no seu estilo, no interior do Estado, e com um preço acessível para o ingresso (à venda por R$ 40, de forma antecipada), a resposta do público foi totalmente positiva, com boa presença e entusiasmo nos dias que antecederam o show. Em suma, um grande show, com uma boa banda de abertura e com um grupo Old School que soube captar a energia do crossover em seu melhor, como era de se esperar.
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