Almah: lançando Unfold em show com Fabio Lione e Bill Hudson

Resenha - Almah e Perc3ption (Manifesto Rock Bar, São Paulo, 07/12/2013)

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Por Durr Campos
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Há exatos dois anos o ALMAH esteve no Manifesto Rock Bar, em São Paulo capital, recebendo seus fãs e amigos por conta do lançamento de seu então mais recente álbum “Motion”. Daquela feita realizaram um de seus concertos mais redondos e não sou só eu afirmo, pois como estive naquela ocasião pude conversar com diversas pessoas e suas opiniões eram praticamente unânimes: Edu Falaschi, mente criativa da banda, está mesmo em casa quando compõe e toca com seus companheiros ali naquele contexto (Nota do redator: Relembre o momento no link ao final deste texto). Sua participação na banda Angra, onde cantou por uma década, sempre foi marcada por altos e baixos, assim como alguma polêmica aqui e acolá, característica que o acompanha sempre que expressa sua opinião sobre assuntos diversos. Gostem dele ou não, o fato é que o rapaz merece respeito pelo seu legado e por colocar na praça um disco tão bom quanto “Unfold”, motivo da festa na qual estivemos no último sábado, 7 de dezembro. Acompanhe o resumo dos acontecimentos e os espantosos cliques de Fernando “The Magician’s Birthday” Yokota.

Quando cheguei ao local, a banda de abertura começava sua segunda canção. O PERC3PTION era um nome que pairava em minha lembrança mais por Edu Falaschi ter sido o produtor de seu debut “Reason and Faith” do que por sua música, mesmo eu já os tendo visto em ação quando abriram para o Amorphis em fevereiro de 2012 (Nota do redator: Leia a resenha feita à época no link mais ao final desta). Foi até melhor assim por conta do impacto que me causaram em sua apresentação irretocável, desta vez com toda a minha atenção. O vocalista Luiz Fernando Poleto é um dos melhores que já pude assistir ao vivo, dono de um timbre agradabilíssimo e muito potente! Tive a chance de falar ao próprio após seu concerto e registro aqui: o rapaz pode cantar qualquer coisa dentro da vertente do rock and roll, quiçá em outros gêneros. Particularmente gostaria de vê-lo arriscar-se ali pelo hard rock e AOR. Os demais membros do time são igualmente talentosos e faço questão de citá-los: Wellington Consoli (baixo), Peferson Mendes (bateria), o guitarrista Rick Leite e a simpatia em pessoa, Glauco Barros, também na guitarra.

Apenas para situar, o Perc3ption pratica algo ali entre o prog e power metal, talvez nos remetendo ao Queensryche da fase “Rage For Order” (1986)/ “Operation: Mindcrime” (1988), também ao Fates Warning no “Parallels” (1991) e Helloween da fase Kiske, mas esta referência em menor proporção. Formada em 2007, a própria afirma mesclar melodia com agressividade, feeling e técnica, sempre com letras bem elaboradas, abordando temas obscuros e polêmicos. O fato é que ao lançarem seu supracitado primeiro álbum e apostarem de cara em um item conceitual, versaram sobre algo já bastante abordado, no caso Ciência versus Religião, mas foram felizes e acresceram à discussão. Logicamente que apresentações ao lado de nomes como MindFlow, Shadowside, Evergrey e Amorphis amadureceram sua pegada e o resultado está aí para quem tiver a manha de apreciar texturas musicais mais rebuscadas. Destaques no show para a longa “Master of Illusion”, a já famosa no meio, “Surrender”, e a excelente “Feeding On Living Blood”, que encerrou a participação por ali.

Set-list do Perc3ption:
Trust Yourself
Nonexistence
Master of Illusions
Surrender
Illuminati
Feeding on Living Blood

Links Relacionados:
https://www.facebook.com/Perc3ption
http://www.perc3ption.com/
http://twitter.com/#!/perc3ption/
http://www.myspace.com/perc3ption/
http://www.youtube.com/perc3ption

Os donos do evento entraram sem muita delonga, inclusive parabenizo à organização pelo horário escolhido, possibilitando assim que público e banda pudessem aproveitar bem mais o momento e facilitar aos que precisavam seguir para casa em seguida. Para acabar com a conversa, duas de “Motion” para a tertúlia ter início. "Hypnotized" e “Living and Drifting" são belos exemplos de como uma banda pode seguir em frente sem distanciar-se do seu som original. Ambas sempre foram bem ao vivo e, portanto, a escolha ganhou pontos. Seguir com “Beyond Tomorrow” garantiu a energia necessária, especialmente por seu compasso rápido, linhas de teclado e solos de guitarras sincronizados, elementos os quais sintetizam o álbum que a abriga, o festejado “Fragile Equality”, de 2008. Uma das mais pedidas, “Children of Lies”, seguiu de forma bem interessante por conta da sintonia entre músicos e público, assim como “Breathe”, outra das mais inspiradas. Era hora para uma das novas e “Believer” não poderia ter vindo em melhor posição no repertório. Esta é certamente uma das coisas mais bem criadas da carreira de Edu e só o seu comecinho com os blast beats já valeriam a aquisição do CD, que encontrava-se à venda nas edições nacional e europeia, inclusive.

Antes de prosseguir, o guitarrista Marcelo Barbosa e o próprio Falaschi elogiaram o retorno de Ian Bemolator e sua técnica apurada nas seis, sete ou quantas mais cordas seus dedos resolverem passear. Quem acompanha o Almah sabe da recente evasão de Gustavo di Padua (ex-Aquaria/ Glory Opera), guitarrista que registrou “Unfold”, o qual inclusive substituiu o próprio Ian quando este precisou dedicar-se aos grupos candangos Harllequin e Dark Avenger. Sem querer me aprofundar no assunto, se ambos conseguiram a vaga de Paulo Schroeber, membro da formação original, e baseando-se no que aquele moço é capaz de fazer empunhando seu instrumento, já é certeza do quilate de seus currículos. “Beware the Stroke”, mostrou como se pode compor algo acessível sem abrir mão do peso e melodias cativantes. A trinca de “Motion” com “Zombies Dictator”, desta vez sem Victor Cutrale (Fúria Inc.) nos vocais como ocorre em estúdio, e “Bullets On The Altar” enfureceu o set, levemente apaziguada em “Late Night in 85”, um dos sucessos comerciais daquele registro.

“Raise the Sun”, primeiro single divulgado do mais recente trabalho em estúdio, deu sequência e mostrou ser uma das melhores para os palcos.
Sua pegada mais moderna e descomplicada já se tornou uma das marcas registradas do Almah e o refrão é um show a parte com aquele piano de fundo. Bela letra, leia um trecho: “All I feel is true/ A thousand miles of freedom running through/ All I see is the way/ To keep me astray and far away from you (…)Now I'm free/ So I will let you go/ End of winter/ Raise the sun/ Close the windows/ Lock the door/ Take the freeway/ To the stars”. Os verbetes musicados são ainda melhores. “Days of the New” trouxe ao palco um fã com o título dela tatuado nas costas (há uma foto ilustrando o momento exato) e o guitarrista Bill Hudson, atualmente integrante dos grupos estadunidenses CIRCLE II CIRCLE (de Zak Stevens, ex- SAVATAGE) e EMPHATIC. Vale lembrar que o primeiro professor de música de Bill foi Kiko Loureiro, ex-companheiro de Edu no Angra.

Já que o clima era de participações especiais, eis que o vocalista chamou ao palco seu irmão Tito Falaschi, sobre o qual se referiu como aquele que sempre acreditou em sua capacidade e lhe deu total apoio, e Fabio Lione, músico italiano bastante conhecido no meio por seus trabalhos no Rhapsody of Fire, Labyrinth, Athena e mais recentemente no Angra, onde ocupa a vaga deixada por Falaschi. Eu já sabia desta cooperação por ter visto uma foto dos dois cantores no facebook de um amigo no camarim da casa, mas mesmo assim me surpreendi pelo formato acústico voz/violão com que entoaram, nesta ordem, “Rebirth” e “Nova Era”, esta última sem Tito. Já que os “brothers” estavam ali, bem que poderiam ter mandado uma do Symbols”, tipo “Eyes In Flames” ou “The Traveller”, o que espero ainda ver acontecer. “Warm Wind”, inspirada na filha de Edu, é uma de suas melhores baladas, algo que o menino sabe fazer muito bem. Daí só coisa fina: o hit maior deles “Trace of Trait”, como sempre, ferveu a pista; a inclusão de “Heroes of Sand”, outra das canções lembradas do Angra, foi também bem aceita e cantada em uníssono, bem como “Torn”, uma de minhas favoritas.

Edu brincou com seus fãs dizendo que prometeram um show longo, mas não eterno, em alusão aos inúmeros pedidos de músicas a cada intervalo. Pensaram um pouco e resolveram reprisar “Believer”, uma das mais tocadas na Kiss FM em São Paulo como afirmou o seu compositor. Ficou tão boa quanto da primeira que a tocaram, cerca de uma hora antes. “Birds of Prey” encerrou o sarau mantendo a mesma alegria impressa nos primeiros acordes ouvidos no Manifesto naquela noite. Não muito após, lá estavam eles distribuindo autógrafos e muita simpatia.

Line-up Almah
Edu Falaschi – vocal
Marcelo Barbosa – guitarra
Marcelo Moreira – bateria
Ian Bemolator - guitarra
Raphael Dafras – baixo

Set-list Almah
Hypnotized
Living and Drifting
The Hostage
Beyong Tomorrow
Children of Lies
Breathe
Believer
Beware the Stroke
Zombies Dictator
Bullets on the Altar
Late Night in 85
Raise the Sun
Days of the New
Rebirth (com Fabio Lione e Tito Falaschi)
Nova Era (com Fabio Lione)
Warm Wind
Trace of Trait
Heroes of Sand
Torn
Believer (reprise)
Birds of Prey

Links Relacionados:
http://www.almah.com.br/
http://www.myspace.com/almahedufalaschi
http://www.edufalaschi.com.br/
http://www.pt-br.facebook.com/official.almah
http://www.twitter.com/OfficialAlmah

Eis o link sobre o qual menciono no primeiro parágrafo desta resenha:
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Já este link refere-se ao mencionado sobre o Perc3ption quando abriram para o Amorphis:
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Galeria de fotos completa:
http://www.flickr.com/photos/fernandoyokota/sets/72157638472...
















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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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