A reação de Charles Gavin, dos Titãs, ao encontrar seu grande ídolo do rock inglês
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de agosto de 2023
Charles Gavin, baterista clássico dos Titãs, publicou foto em seu Instagram ao lado de Steve Hackett, ex-Genesis. Segundo seu relato, o músico inglês é um de seus grandes ídolos, tanto que faltaram palavras na hora de conversar com ele.
"Steve Hackett (ex-Genesis) na foto, comigo e Ricardo Garcia, grande amigo (mastering engineer dos discos dos Titãs e de quase todos os projetos de remasters que realizei). Estamos ali, felizes da vida no backstage, após a apresentação Hackett com a banda Genetics, da Argentina, no Vivo Rio, ontem (18/08). Tocaram o repertório do álbum "Seconds Out" praticamente na íntegra, respeitando os arranjos originais, na medida do possível. Uma viagem, claro. E das boas.
Enquete: o que se deve ou não dizer na presença de alguém, cara a cara, que fez uma música que é da maior importância, como diria Caetano Veloso? O máximo que consegui foi: "muitíssimo obrigado por ter composto e tocado aqui, a música extraordinária que fez e faz minha cabeça até hoje".
De quebra, finalizei: "dos seus discos solos, que conheço bem, um dos que mais ouvi é "Bay Of King" (nome inspirado em Angra do Reis, por onde ele passou de ônibus com o Genesis, na Rio-Santos). "Só com você ao violão – é um dos que mais me tocou". Mr Hackett agradece e se espanta com a citação de "Bay Of Kings", de 1983: "Really? Interesting… I think it’s a good album, full of melodies. Thank you", completou.
Não é fácil dizer em poucas palavras e em outro idioma, o que Steve Hackett significa para o rock. Sua técnica, sonoridade e inovações como usar o pedal de volume no desenho de seus solos, marcou época, qdo a tecnologia era absolutamente básica.
Fato que toda vez que ouço o seu solo de "Firth of Fifth", faixa do clássico "Selling England By The Pound", de 1973, me emociono, arrepio, quase choro. O mesmo acontece com "Dance on a Volcano", do disco "A Trick of the Tail" (1976), por conta do arranjo de guitarra que Steve gravou. Bem, quando música que você conhece há décadas continua lhe comovendo, desequilibrando, alterando a respiração, é bom sinal, não é?", disse.

Já em outro post de Gavin, o músico falou sobre a importância de outra banda estrangeira: O Kiss. A transcrição foi de Bruce William.
For Those About To Rock: a Galeria do Rock, no centro de São Paulo, é o Éden para todos que acreditam que o rock-'n'roll (e suas vertentes) é algo muito além do que um gênero da música pop. Nesta quinta-feira de folga, resolvi dar um pulo até lá e acabei dando de cara com Gene Simmons, o grandmaster do KISS, em sua própria loja...
Lembrei-me dos meus primeiros passos como baterista, absolutamente principiante, aos 15 anos, "tocando" na mobília da sala com os frisos velhos do Opala de meu pai, ao som de "Detroit Rock City". E por que KISS? Porque para um autodidata como eu, sem a menor chance de entrar para uma escola de música na época, o KISS era a solução – fazia um rock fácil de entender, básico e sua batida, possível de reproduzir.
Os amigos do colégio faziam piadas com quem gostava do KISS, uma banda desprezada na minha tribo... Mas graças aos seus discos, consegui entender o que teria que fazer na bateria, como e o que praticar. Foram anos de treino solitário, sem instrumento, mandando ver nos móveis da sala até conseguir tocar alguma coisa que poderia ser considerada como ritmo até muito depois, pegar uma bateria de verdade.
É por isso que sou muito grato ao quarteto de Nova York, cidade onde os Titãs irão se apresentar em outubro. Galeria do Rock: se estiver em SP, não deixe de ir - lá tem pra todo mundo, seja KISS, Iron Maiden (outra banda importantíssima na minha trajetória) ou ainda bossa nova, MPB, jazz, punk, metal etc".
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