B. B. King e o álbum de Rock que o saudoso bluesman considerava ter "mudado o mundo"
Por Bruce William
Postado em 03 de junho de 2024
B.B.King é um dos músicos mais influentes da história da música. Sob a merecida alcunha de "Rei do Blues", o lendário bluesman ajudou a moldar o som do Blues elétrico, com um estilo de tocar guitarra que ajudou a moldar gerações de músicos do naipe de Eric Clapton, Jimi Hendrix, Keith Richards e Slash, que se encantaram com a profundidade emocional e técnica do Blues e aplicaram aos seus trabalhos e performances, o que fez com o que o estilo se tornasse mais popular e conhecido perante grande parte da população, principalmente os jovens que cresceram ouvindo Rock a partir dos anos sessenta.

E dentre as bandas que forjaram este Rock que marcou a história e que até hoje é a base de tudo que veio depois estão os Rolling Stones, que apesar de britânicos foram beber diretamente na fonte dos grandes bluesman norte-americanos, se inspirando fortemente nas obras de artistas como Muddy Waters - autor de uma música de onde a banda tirou o nome - John Lee Hooker, Howlin' Wolf e, claro, do próprio B.B.King.
"Ele tem todos os discos que Chuck Berry gravou, e todos os seus amigos também", relatou um empolgado Keith Richards ao descrever como foi conhecer Mick Jagger, com quem ele formaria uma das duplas de compositores mais importantes de todos os tempos. "Todos eles são fãs de rhythm and blues, eu quero dizer R&B de verdade (não esse lixo de Dinah Shore, Brook Benton), Jimmy Reed, Muddy Waters, Chuck, Howlin' Wolf, John Lee Hooker, todos os bluesman de Chicago, coisas bem profundas, maravilhosas".
Mas apesar de terem surgido nas chamas do blues, eles foram muito adiante, e o próprio B.B.King afirmou isto durante conversa com The Guardian, resgatada pela Far Out, onde ele destaca o "Beggar's Banquet" de 1968 como um álbum que ajudou a quebrar o preconceito das pessoas.
Com seu som clássico de rock e blues, profundamente influenciado pelo trabalho de artistas negros americanos, o disco foi lançado no auge do sucesso dos Rolling Stones, e ao ajudar a elevar a notoriedade do grupo, King também vê o disco como um reforço para toda a linhagem de artistas que os inspiraram, o que inclusive acabou abrindo novos públicos para os músicos de blues.
"Eles viraram superstars. Eu saí em turnê com eles em 1969, o que foi uma bênção para mim. Adorei trabalhar com eles e trabalharia com eles amanhã se me fosse permitido. Os Stones abriram muitos olhos – brancos e negros – porque muitas pessoas não conheciam o blues", disse King, revelando que, para ele, a contribuição da banda britânica foi além da esfera musical, pois o trabalho deles promoveu uma integração entre raça e música e mudou o mundo.
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