Mars Red Sky, Anjo Gabriel: Catarse sonora em noite stoner em SP

Resenha - Mars Red Sky (Inferno Club, São Paulo, 27/09/2013)

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Por Durr Campos
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Impressionante a qualidade da cena stoner no Brasil. Na última sexta-feira, 27, estive com o fotógrafo Fernando Yokota no Inferno Club, na Rua Augusta, quando pudemos conferir o trabalho extremamente profissional da produtora Abraxas, especializada em eventos psicodélicos, como a própria define-se. Em sua estreia na capital paulista, nada melhor do que trazer o trio francês MARS RED SKY, o qual vem colecionando elogios por onde passa. Para somar ainda chamaram os pernambucanos do ANJO GABRIEL e outro trio, os paulistanos do SATURNDUST. Belíssima iniciativa de um cenário claramente em fomento. Que assim seja!

Texto: Durr Campos
Fotos: Fernando Yokota

Pontualmente às 20h, Phil Dalam (guitarra/vocal), Marlon Marinho (bateria) e Renan Angelo (baixo) subiram ao palco sem grandes alardes e iniciaram um show baseado em seu EP “Sons of Water”. Empunhando uma Gibson Les Paul e encarnando um Bill Steer (Carcass) dos primeiros dias, Dalam não só pode ser considerado um prodígio no instrumento como também uma fonte de riffs sinestésicos incrível. Literalmente, fiquei de queixo caído com a qualidade de tudo o que apresentaram em cena. Cheguei a me sentir envergonhado por ter ouvido falar deles poucos dias antes. Olha, se stoner/doom na linha dos primeiros trabalhos do Cathedral é a sua ‘vibe’ só posso clamar que prestem atenção no Saturndust e corram para ouvir tudo o que encontrarem da banda após o término da leitura deste textol. O único defeito foi o set curtíssimo contendo “All Transmissions Have Been Lost”, a linda “Mardi Gras”, “Une Saison En Enfer”, “Sons of Water” e o final lisérgico com “Kowalski”. Sensacional!

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Não demorou e o quarteto que compõe o ANJO GABRIEL já estava iniciando sua performance após um breve ‘soundcheck’. Na verdade até pensei que se tratava do primeiro tema da noite, inclusive pela sagacidade na pegada dos músicos durante sua execução. “Só estávamos passando o som rapidinho aqui, pessoal”, entregou Cris Ras (guitarra e vocal) que, ao lado de Marco da Lata (baixo e vocal), André Sette (teclados, theremin e vocal) e o baterista CH Malves, formam esta verdadeira instituição do kraut rock feito no Brasil. Promovendo seu mais recente trabalho de estúdio, Lucifer Rising, o grupo esbanjou feeling e qualidade cênica, apresentando um pequeno apanhado de canções instrumentais para ‘doido’ nenhum botar defeito. Na prática foram apenas três músicas, sendo que a primeira nem nome possui ainda. A que dá nome ao disco veio na sequência em uma versão encurtada (nota do redator: no LP são quase 30 minutos de catarse sonora) e a ótima “Peace Karma”. Eu que já era fã do debut “O Culto Secreto do Anjo Gabriel” (2011), é um dos melhores discos gravados por uma banda brasileira na visão deste que vos escreve, não contive minha empolgação ao vê-los ali ao vivo pela primeira vez. Curte os belgas do Universe Zero ou a fase inicial do Uriah Heep? Então mova-se e vá explorar o que o Recife tem de melhor.

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Foi apenas o tempo de tomar alguma coisa e bater um papinho com os amigos e os franceses do MARS RED SKY já estavam ali prontos para musicar o Inferno. “Clean White Hands” foi a escolha perfeita para abrir o show, até porque suas camadas permitem que o som seja equalizado de forma a rapidamente termos tudo ajustado e equilibrado saindo dos PAs. “Be My Guide”, que dá nome ao EP lançado em abril deste ano, seguiu a dinâmica e ali era perceptível a satisfação da pequena, mas extasiada plateia. Tanto Julien Pras (guitarra/vocal), Jimmy Kinast (baixo) quanto Mathieu Gazeau (bateria) comunicam-se pouco, atendo-se mais em agradecer e anunciar a canção seguinte, mas nem era preciso muito papo tendo na manga delícias como “Beyond”, a viajante “Satelite” e “Falls”, uma das mais festejadas.

Vale lembrar que esse passeio pelo Brasil faz parte da "For the Record Tour", uma série de shows que a banda vem fazendo como aquecimento para a gravação do disco novo em outubro desse ano na Califórnia. Nosso país foi a última escala dessa turnê, que passou ainda em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Os anos na estrada e participações nos principais festivais europeus do gênero, como Roadburn (Tilburg), Desert Fest (Londres e Berlin), Duna Jam (Sardenha), Sonic Blast (Moledo) e South by Southwest (EUA) ajudaram os músicos do Mars Red Sky a sintetizar no palco toda a gama de influências musicais que possuem, o que não parece muito simples haja vista o leque de possibilidades que o estilo praticado por eles congrega. A apresentação ainda reservou algumas preciosidades quando anunciaram “Marble Sky”, “Strong Reflection” e o hino “Way To Rome”, dedicada ao Felipe – organizador ao lado de seu irmão e proprietário do Abraxas. Em minha opinião após o que presenciei naquela noite, evento desta produtora já se tornou sinônimo de qualidade em alta. Guardem este nome!

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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