Semana da Juventude no Amapá: bangers com pescoços em frangalhos

Resenha - Encerramento da Semana da Juventude (Praça da Bandeira, Macapá, 17/08/2013)

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Por Bruno Blackened Monteiro
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

A Semana da Juventude é um programa do Governo do Estado do Amapá que visa preparar adolescentes para o mercado de trabalho, com workshops, bolsas salariais e créditos para que o jovem comece seu próprio negócio. A iniciativa é importante, pois dá oportunidades de uma vida decente e correta ao invés de uma passagem só de ida ao perigoso submundo do crime, da violência e das drogas.

Como parte desta programação, o Governo, em parceria com o Coletivo Frente Norte e o Movimento Liberdade ao Rock, realizaram neste último final de semana shows voltados ao Heavy Metal/Rock. A atração principal foi a banda NERVOSA, power trio feminino de Thrash Metal que vem ganhado muito destaque e notoriedade no underground.

Com um EP (2012) e vários shows no currículo, Fernanda Lira (baixo e vocal), Prika Amaral (guitarra e backing vocal) e Pitchu Ferraz (bateria) conversaram com o Blog Olhar Alternativo, no qual falaram sobre a banda, Time of Death (nome da versão estrangeira de 2012) e as apresentações pelo Brasil. Simpáticas e brincalhonas, demonstram carisma, humildade e amor pelo que fazem, que é tocar rápida e agressivamente.
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No cast do evento, bandas como PROFETIKA, MORRIGAM, KEONA SPIRIT, SLOTH e CARNNYVALE abrilhantaram a sensacional noite de sábado com muito Metal, para alegria da massa headbanguer que compareceu em peso para prestigiar.

Às 20:15h, a primeira atração da festa, PROFETIKA, subiu ao palco e começou detonando tudo com o cover Raining Blood (SLAYER), fazendo os metalheads formarem um mosh brutal, um caos diante do palco. Aliás, assim como na passagem de som da AE-ONS no Dia Mundial do Rock (13/07/2013), a platéia já fazia rodas quando a banda usou Ele vem para Roubar, Matar e Destruir para tal.

O grupo continuou com Assassinato à Sangue Frio e uma inédita: Circo dos Horrores, composição com a típica sonoridade do quinteto. “Para botar abaixo a Praça da Bandeira”, a PROFETIKA executou o clássico Serial Killer, com refrão grudento, cantado a plenos pulmões pelos extasiados metalheads (“Killer/Serial Killer/Assassino de almas”). Carismático, o vocalista Michel Silva agradeceu a platéia. Mais uma performance matadora deste expoente do Thrash Metal amapaense!

Depois da apresentação da banda NOVA ORDEM, hora do Folk Metal festivo da MORRIGAM. Em ascensão no underground amapaense e ganhando constante notoriedade e atenção por onde toca, o grupo executou We are Einherjar, The Marowit Laughter, Corpo-Seco e Massacre, dando aos metalheads motivos para banguing e moshes.

Os tradicionais gritos de “Gostosa!!!” para Fernanda Brasil (vocal) ao final de cada música foram entoados, deixando-a desconcertada (e isso não ocorreu só com a MORRIGAM). Nada contra chamar uma mulher de gostosa, mas, em cima do palco, para mim, o que conta é performance, interpretação e potência vocal, não imagem. Mais atenção nisso, banguers! Antes do sex appeal, vem o talento!

Às 22:46h, depois dos grupos DAMA DE PRETO e BAD DESILUSION, mais Metal com a banda KEONA SPIRIT. Considerado um dos melhores conjuntos locais, o destaque deste show foi a estreia da música autoral Memories in Flames. Esta começa calma e singela, com teclado e voz, para depois descambar para o peso, intercalada por riffs e linhas melódicas. Agradou de cara os que a ouviram.

As demais peças do set list foram Paranoid (BLACK SABBATH cover, para aquecer os metalheads), Iron Soul (mais uma autoral, com uma linha de teclado “grudenta”), Wasted Years (IRON MAIDEN cover, com grande receptividade) e, para quebrar tudo, Breaking the Law (JUDAS PRIEST cover). Apresentação arrasadora, completada por banguings, moshes, gritos e a aprovação do eufórico público.

Sem trégua para os pescoços, vieram Michel (guitarra e vocal), Alan Nogueira (baixo), Túlio (bateria) e Max (vocal), da SLOTH. Com o set composto apenas por covers, começaram com a porrada Creeping Death (METALLICA) (impossível não gritar “Die! Die! Die!” enquanto rola a estrofe “Die/by my hand…”), seguiram com Cowboys from Hell (PANTERA), Panic Attack (DREAM THEATER, única divergente do set), e as clássicas Flesh and the Power it Holds, Spirit Crusher e Mentally Blind (DEATH), para alegria dos fãs do imortal “Evil” Chuck Schuldiner (R.I.P.).

Já passava da meia noite quando a CARNNYVALE subiu ao palco do evento e mandou mais Thrash Metal para a galera, com o vocalista Breno Sardhom disparando mísseis verbais nos tr00s, criticando os detratores da banda e da cena Metal amapaense e reafirmando seu compromisso com sua música. “Essa banda aqui é a minha bandeira!”, declarou Sardhom durante o show. Este culminou com o cover Mad Butcher (DESTRUCTION).

Depois de uma pausa para ajuste nos equipamentos, chegara a hora da headliner do evento: NERVOSA. Mostrando que mulheres também sabem fazer Thrash Metal, Fernanda, Prika e Pitchu logo foram bombardeadas pelos gritos de “Gostosa!!!” da platéia. O power trio começou o massacre com Time of Death (do EP homônimo e que, no Brasil, saiu com o nome 2012).

No quesito performance, ganham Fernanda e Pitchu. A primeira por seu vocal potente e rasgado e sua maneira de tocar baixo, dedilhada e, apesar disso, rapidíssima. A segunda por espancar sem dó cada peça de seu kit, tanto que o instrumento não estava agüentando a força que Pitchu usava para tocar. Por causa disso, várias foram as pausas para ajustar a bateria, que parecia prestes a desmontar.

Afora isso, o som exalado pela NERVOSA não é brincadeira! Composições como Invisible Oppression (também de 2012), Into the Mosh Pit (uma homenagem ao Thrash Metal), Morbid Courage, Wake Up and Fight, Envious e Masked Betrayer (cujo videoclipe rendeu vinte mil visualizações em uma semana no YouTube) “destruíram” o local e drenaram cada gota que energia que o público ainda tinha.

Termina assim o evento que encerra a Semana da Juventude, com os headbanguers esgotados, roucos e com pescoços em frangalhos, porém satisfeitos e felizes. As bandas estão de parabéns pelo ótimo trabalho desempenhado e o público por fazer sua parte e prestigiar suas bandas favoritas! É assim que a cena vai adiante, com todos colaborando para o que o Heavy Metal fique cada vez mais forte e evidente. E isso serve para qualquer lugar do mundo.

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Sobre Bruno Blackened Monteiro

Metalhead, Gamer, Otaku e Jornalista. Essas são as palavras que me descrevem melhor. Um jovem que faz de tudo para apoiar o Heavy Metal, seja através de resenhas, artigos, fotos, reportagens, entrevistas ou mesmo estando assiduamente nos shows apoiando e bangueando ao som das bandas. Amo o Metal desde os 16 anos e minhas vertentes favoritas são Thrash, Death e Power Metal. Também gosto de Gothic, Doom e Black Metal, mas o Thrash é o que me move! THRASH!

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