Anthrax e Testament: resenha do show em SP pelo Minuto HM

Resenha - Anthrax e Testament (HSBC Brasil, São Paulo, 15/05/2013)

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Por Suellen Carvalho e Eduardo Bianchi Rolim
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Marcar uma única apresentação no Brasil no meio da semana (quarta-feira), em local relativamente afastado da cidade, noite de Corinthians x Boca Juniors pela Copa Libertadores em partida decisiva, seria exigir demais da lealdade e dedicação do público headbanger? Apesar de todos estes obstáculos os fãs não deixaram de prestigiar Testament e Anthrax, embora não tenham lotado o HSBC Brasil como na passagem do Anthrax por aqui em 2012. Mas aqueles que foram, mesmo que alguns com um olho no palco e outro no celular para acompanhar o andamento da partida que acontecia no Pacaembu, foram presenteados com uma noite do mais puro thrash metal, daquelas de lavar a alma e deixar surdo e com torcicolo.

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Já falamos por aqui do clima pré-show, com fotos do merchandising, da casa, as músicas que rolaram no PA. Porém restou comentar sobre algo que sempre acontece aqui no Brasil quando temos um show com mais de uma banda principal: a falta de informação sobre que horas a primeira atração entrará no palco. Embora entendemos que neste caso o Testament não seja simplesmente uma banda de abertura, o ingresso não deixa claro se o horário lá impresso corresponde ao início de sua apresentação ou ao show do Anthrax. Este é um problema que persiste há anos por aqui. E não adianta ligar para a casa de shows a procura de alguma informação porque eles respondem o horário que está no ingresso. Em um ano que teremos várias apresentações com este formato (Ghost / Slayer/ Iron Maiden, Nickelback / Bon Jovi, Megadeth / Black Sabbath) seria bom as produtoras dispensarem um pouco de atenção com este tipo de coisa. Aqui no Minuto HM, sempre que podemos, colocamos a informação, inclusive de abertura dos portões, na nossa agenda de shows. Como no ano passado, seguindo o horário do ingresso, perdemos grande parte do show do Misfits, nesta ocasião decidimos nos precaver e chegamos com pouco mais de uma hora de antecedência para não correr nenhum risco de perder algo do Testament. Mas desta vez o horário do ingresso era o da primeira banda.

Com o fundo do palco trazendo a belíssima ilustração da capa de seu último disco, Dark Roots Of Earth, o Testament subiu ao palco 15 minutos após as 21h00 ao som do hino dos Estados Unidos, Star-Spangled Banner, emendando direto com Rise Up. Logo nos primeiros minutos já deu para notar que não teríamos problemas de som naquela noite que, como já é costume no HSBC Brasil em shows de metal, estava bem alto e equalizado. Apostando na força do excelente último trabalho, das 5 primeiras músicas executadas, 4 eram do disco de 2012 (Rise Up, Native Blood, Dark Roots Of Earth e True American Hate), todas muito bem recebidas pelos fãs.

Após esta sequência Chuck Billy convoca todos os fãs para uma grande roda. É a deixa para Into The Pit, do clássico disco de 1988 e um dos mais aclamados do gênero, The New Order. O que veio em seguida foi uma viagem aos anos 80 com os maiores clássicos do thrash mundial sendo executados sem pausa para descanso: Practice Watch You Preach, The New Order, Over The Wall e The Haunting.

A banda sai do palco por alguns minutos e retorna para D.N.R. e 3 Days In Darkness, do álbum The Gathering de 1999, que em sua versão de estúdio conta com Dave Lombardo, (ex?) baterista do Slayer nas baquetas. O set de pouco mais de 1 hora de duração é encerrado com The Formation of Damnation, faixa-título do disco de 2008, com Chuck Billy prometendo voltar ao Brasil em 2014 para a Copa do Mundo. Conferir uma apresentação do Testament, mesmo que com um set curto, é uma aula de thrash metal. Com sua formação quase original, junto com o preciso e avassalador baterista Gene Hoglan, a banda é perfeita ao-vivo, mostrando um entrosamento ímpar na execução de suas músicas, com destaque para o guitarrista Alex Skolnick, que esbanja habilidade e virtuosismo em seus solos.

Após um rápido intervalo de 20 minutos, graças ao eficiente trabalho feito pelos roadies e demais membros da equipe técnica, o palco rapidamente fica pronto para receber o Anthrax. O quinteto nova-iorquino entra ao som de Worship, do álbum de 2012, mas a faixa que abre o show é Among The Living, do disco de mesmo nome, mostrando que este set seria um pouco diferente daquele que vimos no ano passado. Continuando no álbum de 1987, a banda parte para o clássico Caught In A Mosh que, como esperado, abre uma grande roda na pista, seguida da divertida N.F.L., com Joey Belladonna exibindo seus dotes vocais logo no início.

A banda mantem duas músicas de Worship Music no set: Fight ‘Em ‘Til You Can’t e In The End intercaladas rapidamente por March Of The S.O.D., cover do Stormtroopers Of Death presente no S.O.D., projeto paralelo do guitarrista Scott Ian e do baterista Charlie Benante. Mas é In The End que reserva um momento especial para a noite. A música, que presta homenagem a Dimebag Darrel e Ronnie James Dio, é executada com duas bandeiras com o rosto dos músicos cobrindo os amplificadores, com Belladonna pedido aos fãs para erguerem os famosos “devil horns”. O público respondeu à altura dos saudosos músicos e interagiu gritando pelo nome deles.

Ainda na linha tributo, e aproveitando para promover o EP de covers Anthems, Scott pede para que todos ajudem a cantar T.N.T., hino daquela que ele considera a maior banda do mundo, o AC/DC, claro. Pedido prontamente atendido, com todo a plateia gritando “oi, oi, oi, oi” num dos momentos mais celebrados do show. O final dela trouxe uma surpresa: uma pequena amostra de Back In Black, deixando todos os presentes somente na vontade, mas sem tempo nem de pensar em um possível medley…

Mais uma leva de “medalhões”, iniciando com Indians, que teve Belladonna filmando com a câmera que exibia as imagens do telão o “wardance” que acontecia na pista, passando por Medusa, Got The Time (cover conhecida até em Marte), encerrando a primeira parte do show com I Am The Law.

A banda retorna ao palco com um rápido solo de bateria do preciso Charlie Benante, seguido por I’m The Man, com o baixista Frank Bello, em mais uma noite de performance insana, dividindo os vocais com Scott Ian. O show segue com a banda tocando a introdução de Raining Blood em homenagem ao guitarrista do Slayer Jeff Hanneman, morto no início deste mês e tem Belladonna se esforçando para cantar os primeiros versos de The Ripper, clássico do Judas Priest e Madhouse, do segundo álbum do Anthrax, Spreading The Disease.

A plateia, já sabendo que o fim do show se aproxima, pede por Antisocial, cover do Trust. Pedido atendido e a noite se encerra com chuva de baquetas e palhetas e Belladonna cantando o hino Long Live Rock N´Roll.

O Anthrax, que desde o retorno da banda com Joey Belladonna no vocal vem numa crescente impulsionados pela força dos shows com o Big 4, o lançamento do excelente Worship Music, o EP de covers Anthems, tocando em vários locais ao redor do mundo com noite de gravação de DVD em Santiago, no Chile, nesta perna da tour na América Latina, começa a aparentar seus primeiros sinais de cansaço. Não que seu show não tenha sido de qualidade. Pelo contrário, a banda entregou aquilo que sempre esperamos num show de metal: peso e vários clássicos tão queridos pelos fãs, mas por vezes, talvez por conta do cansaço sentido pelos músicos por conta da incessante maratona de shows, viagens demoradas e problemáticas, gravações, etc, a banda parecia, por vezes, soar no automático, não agindo de forma muito espontânea. O vocal de Belladonna também demonstrou alguns destes sinais de cansaço, ainda que sua performance de uma maneira geral tenha sido de ótimo nível.

No meio de toda essa avalanche de acontecimentos que afetou a vida do Anthrax nos últimos anos, não devemos deixar de dar os merecidos créditos ao guitarrista Jon Donais que tem desempenhado seu papel muito bem ao substituir o guitarrista Rob Caggiano, hoje no Volbeat.

Outro ponto que deve ser destacado é o público da noite. Diferente do que se observa normalmente em shows, a maioria absoluta estava extremamente focada no que interessava: o palco. Assim, toda a galera usava o celular ou câmera muito pontualmente, para registrar algum momento mais específico, ou ainda no intervalo de músicas, aproveitando o aumento da luminosidade. “Kudos” para o público do thrash…

Para ver vídeos, setlists completos, twittadas dos músicos e bandas e fotos dos shows, acesse a matéria original no Minuto HM. Aproveite e deixe seu comentário por lá!

http://minutohm.com/2013/05/24/cobertura-minuto-hm-anthrax-e...

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