Paul McCartney: um show para verdadeiros fãs em Belo Horizonte

Resenha - Paul McCartney (Mineirão, Belo Horizonte, 04/05/2013)

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Por Doctor Robert
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Pelo quarto ano consecutivo, sir James Paul McCartney desembarcou no Brasil para mais uma série de shows. Parece que depois do longo hiato entre 1993 e 2010, o homem tomou gosto de vez pela nossa terra tupiniquim. Tanto que desta vez veio inaugurar sua turnê mundial chamada "Out There" por aqui, desta vez passando por Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza.

Fotos: Marcos Hermes

A já tradicional super produção de seus shows aparece desta vez ainda melhorada, com novas projeções nos telões e ainda com direito a uma parte do palco que se eleva, apresentando mais um telão surpresa. Sem falar que a fantástica banda, formada por Abe Laboriel Jr., Rusty Anderson, Brian Ray e Paul "Wix" Wickens continua cada vez mais afiada e entrosada.

E com tantas visitas consecutivas, nada melhor que um repertório variado, ok? E desta vez Paul inovou e muito, resgatando diversas pérolas que haviam ficado há muito escondidas no fundo de um baú de obras geniais que com certeza deve ser dos maiores da história da música. Se as milhares de pessoas ali presentes estivessem esperando apenas por um desfile de "greatest hits" dos Beatles e de sua carreira solo, com certeza a surpresa foi muito grata.

A começar pela abertura, pegando todos de supetão: "Eight Days a Week", do álbum "Beatles For Sale" de 1964, uma canção que não era executada por um Beatles desde que os Fab Four pararam de se apresentar ao vivo... Em clima de catarse, Paul nos brinda a seguir com uma ótima mescla de boas músicas de sua carreira solo, com os Beatles e com os Wings: "Junior's Farm", a eterna "All My Loving", mais uma surpresa com "Listen To What The Man Said" (quem esperava por essa?), além das obrigatórias "Let Me Roll It" (com a tradicional homenagem a Jimi Hendrix no final com "Foxy Lady") e "Paperback Writer". Mas não era só isso...

Esbanjando simpatia e carisma como sempre, entre as músicas Macca conversava com a plateia em português, dizendo que finalmente veio dizer "uai" (levando nós mineiros ao delírio!), além de um engraçado "ê trem bão, sô!"... nem precisava falar mais nada depois disso... mas ele continuava, e dedicou "My Valentine" para sua atual esposa Nancy, além da maravilhosa "Maybe I'm Amazed" para seu eterno amor Linda Eastman McCartney.

No set acústico, mais surpresas: além de "Hope Of Deliverance" ter sido mantida do ano passado pra cá, Paul resgatou "We Can Work It Out" e "Another Day" (quem diria?). No mini palco que se elevava diante do público, as tradicionais "Blackbird" e "Here Today", como sempre dedicada a John Lennon. E se o público quisesse mais novidades, como se já não bastassem as ótimas já apresentadas, houve ainda o resgate de algumas faixas "Lado B" de "Magical Mystery Tour", "Yellow Submarine" e "Sgt. Pepper's": Paul McCartney se arrisca a incluir em seu set nada mais nada menos que músicas como "Your Mother Should Know", "All Together Now" e até mesmo "Being For The Benefit Of Mr. Kite!", originalmente cantada por John Lennon e anunciada por sir Paul como "uma estreia mundial"... ele pode tudo mesmo...

A homenagem a George Harrison em "Something" como sempre rende algumas boas lágrimas do público, que tem o astral levantado com "Ob La Di Ob La Da" e a magistral "Band On The Run" - nesta aliás, um momento estranho foi a inexplicável falha no som do lado da arquibancada do setor roxo, logo reparada pela equipe técnica do show.

Houve tempo ainda para "Hi Hi Hi" ser incluída em um repertório que não parava de arrancar sorrisos dos fãs, em meio às obrigatórias "Let It Be", "Live and Let Die" (e suas explosões de tirar o fôlego de qualquer um), "Hey Jude"... No primeiro bis, entre "Day Tripper" e "Get Back", a última surpresa da noite: outra "estreia mundial com mais uma de "Sgt. Pepper's", a bonitinha "Lovely Rita".

Com o público no bolso, e já beirando quase 2h30 de show, era hora de encerrar, e claro que Paul e o Mineirão inteiro soltaram a garganta em "Yesterday". "Helter Skelter" abriu caminho para o encerramento perfeito com o medley final de "Abbey Road": "Golden Slumbers - Carry That Weight - The End", o desfecho mais perfeito para um show irretocável, em que Paul McCartney mais uma vez prova que está ali nos palcos ainda porque realmente gosta, e não por dinheiro.

Um show para verdadeiros fãs, e não apenas para os conhecedores dos maiores sucessos. E como diziam os inúmeros cartazes nas mãos da plateia e no letreiro do lado de fora do estádio: "Thank You Paul!". Volte sempre!

Set List:
1-Eight Days a Week
2-Junior's Farm
3-All My Loving
4-Listen to What The Man Said
5-Let Me Roll It
6-Paperback Writer
7-My Valentine
8-Nineteen hundred and eighty five
9-The Long And Winding Road
10-Maybe I'm Amazed
11-Hope of Deliverance
12-We Can Work it Out
13-Another Day
14-And I Love Her
15-Blackbird
16-Here Today
17-Your Mother Should Know
18-Lady Madonna
19-All Together Now
20-MrsVanderbilt
21-Eleanor Rigby
22-Being For The Benefit Of Mr. Kite!
23-Something
24-Ob La Di Ob La Da
25-Band On The Run
26-Hi Hi Hi
27-Back In The USSR
28-Let it Be
29-Live And Let Die
30-Hey Jude
31-Day Tripper
32-Lovely Rita
33-Get Back
34-Yesterday
35-Helter Skelter
36-Golden Slumbers / Carry That Weight / The End

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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