Ça Ira: A Ópera de Roger Waters em São Paulo
Resenha - Roger Waters (Ça Ira, Teatro Municipal, São Paulo, 02/05/2013)
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 03 de maio de 2013
Você consegue imaginar Roger Waters fazendo uma ópera tradicional sobre Revolução Francesa? Eu não conseguia, mas ele fez. Ça Ira nasceu como uma música composta com piano e sintetizadores, acompanhados por bateria. A peça se transformou em uma ópera com atores brasileiros.
O baixista do Pink Floyd recebeu um telefonema em novembro de 1988 de Étienne Roda-Gil, que tinha escrito um pequeno livro com sua mulher Nadine. A obra era uma homenagem aos 200 anos da Revolução Francesa, Roger Waters compôs uma música com piano, sintetizador e bateria eletrônica e estava tudo certo para que essa se tornasse uma ópera do músico inglês situada em Paris.
Mas a ideia não deu certo naquele ano, porque Nadine veio a falecer. Em 1995, Waters retomou o projeto, chamando o regente Rick Wentworth (que trabalhou com George Harrison) para guiar uma orquestra. Foi dessa forma que surgiu a obra Ça Ira(Há esperança, em tradução diretado idioma francês).
Roger Waters levou o espetáculo para Estados Unidos, Polônia, Ucrânia e até para Manaus, no Brasil, em 2008. Gravou, além da música, o texto em inglês e em francês. Neste ano, em 2013, o espetáculo chegou até São Paulo e se tornou uma grandiosa obra interpretada por artistas brasileiros no palco do Teatro Municipal, com um elenco inteiramente nacional, exceto por Wentworth.

O espetáculo percorre a Inquisição Católica até os primórdios da Revolução Francesa. Quando a mobilização popular começa, ela é narrada por um protagonista intelectual, em uma biblioteca, que é reflexivo. Em um segundo cenário, os personagens insanos e tomados pela liberdade são brancos. Os personagens opressores são representados pela cor vermelha. E suas vozes, entre sopranos, tenores e barítonos, são misturadas e sincronizadas.
Os grandes destaques da ópera Ça Ira de Roger Waters no Brasil é Gabriella Pace, que interpreta a rainha Marie Antoinette da França e é soprano. Outro destaque é o narrador, Leonardo Neiva, que tem uma voz de barítono. Já a liberdade é interpretada por Lina Mendes, que também é soprano.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A personagem de Mendes parece, inclusive, a Liberdade retratada pelo pintor Eugène Delacroix no quadro "La Liberté guidant le peuple".
Para quem espera o rock progressivo de Roger Waters em The Wall e Dark Side of The Moon, Ça Ira não se parece com nada do que ele já fez. A única conexão desta ópera com suas outras obras é tratar de conceitos como liberdade e loucura, que são simbolizados justamente pela mistura de personagens e vozes em palco.
Ça Ira começou a temporada em São Paulo, no Teatro Municipal, a partir do dia 2 de maio. Outras apresentações estão agendadas para os dias 4, 7 e 9 do mesmo mês.

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