Firehouse: Provando que o Hard Rock se mantém vivo e presente

Resenha - Firehouse (Manifesto Bar, São Paulo, 27/04/2013)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Era de se imaginar que a primeira apresentação da banda FIREHOUSE em São Paulo fosse atrair o público de Hard Rock em bom número, afinal da outra vez que o grupo tocou no Brasil somente o Rio de Janeiro teve data agendada (show ocorrido em 2007).

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Fotos por Leandro Anheli (www.anhelli.com.br)

A expectativa de bom público não só se confirmou como superou qualquer previsão inicial, pois o Manifesto Bar estava completamente lotado! Quando soaram os primeiros acordes de "Hold Your Fire", às 21hs, a pista estava tomada e muitos fãs ficaram com visão apenas parcial do palco, pois não havia quase espaço livre na casa.

O FIREHOUSE foi recebido por uma calorosa plateia, criando uma atmosfera incrível de interação entre banda e público, apesar de toda a lotação e dificuldade para se mover e até para enxergar os músicos.

Alternando canções de refrão pegajoso típicas de Hard Rock com as famosas baladas que marcaram a carreira do FIREHOUSE, a banda manteve a energia durante toda a apresentação.

Com sua inconfundível voz, CJ Snare pediu palmas, tomou cerveja brasileira e ofereceu um brinde aos fãs, além de convidar a todos para interagir com a banda após o show.

Michael Foster foi um dos destaques da banda, tocando bateria como se fosse aquele garoto de 25 anos que em 1990 gravou o primeiro álbum homônimo do grupo. O cara toca de forma incrível e não economiza nas acrobacias com as baquetas.

Bill Leverty, outro membro da formação original do FIREHOUSE, dominou sua guitarra com habilidade, lançando mão dos riffs que marcam as músicas da banda, além apresentar um rápido solo ainda no início da apresentação.

Completando o time, o baixista Allen não ficou atrás dos demais, mostrando entrosamento de quase 10 anos como membro do FIREHOUSE. Allen é o único integrante que não fez parte da formação original, tendo gravado apenas o álbum de reagravações "Full Circle", em 2011.

Nem preciso dizer que em baladas como "When I Look Into Your Eyes" e "Love Of A Lifetime" o público foi ao delírio e cantou a letra do começo ao fim, assim como aconteceu em "I Live My Life For You", canção que foi sucesso no Brasil por integrar a trilha sonora da novela global "A Próxima Vítima" (1995) e fez com que a banda visitasse o país para divulgação do disco "3".

A balada foi tocada na volta da banda para o bis, alguns minutos depois das 22hs. Após essa canção o FIREHOUSE voltou a acelerar para o fechamento da noite com a clássica "Reach For The Sky", um dos pontos altos do show. "Don't Treat Me Bad" encerrou mais essa grande apresentação de Hard Rock em São Paulo.

Cada vez mais fica provado que as bandas do gênero que tanto sucesso fez nos anos 80 e 90 têm público no Brasil e os produtores podem confiar em trazê-las ao país, pois os fãs são fiéis ao ritmo que tanto gostam, mostrando que o Hard Rock se mantém cada vez mais vivo e presente, unindo os medalhões do passado e a nova safra que só vem crescendo.

Agradecimentos a Heloisa Vidal (Brasil Music Press) e Silvano (Manifesto Bar) pela atenção e credenciamento.

Banda:

CJ Snare - vocal, teclado
Bill Leverty - guitarra
Michael Foster - bateria
Allen McKenzie - baixo

Set List:

Hold Your Fire
Shake & Tumble
All She Wrote
Sleeping With You
When I Look Into Your Eyes
Holding On
Rock On The Radio
Here for You
Love Of A Lifetime
Don't Walk Away
Overnight Sensation

Bis:

I Live My Life For You
Reach For The Sky
Don't Treat Me Bad




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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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