Vlad in Tears: os vampiros italianos invadem Berlim
Resenha - Vlad in Tears (Last Cathedral, Berlin, 14/09/2012)
Por Durr Campos
Postado em 22 de setembro de 2012
Não faz muito tempo que tive meu primeiro contato com o VLAD IN TEARS, banda bastante peculiar, mas de uma sonoridade que facilmente agrada por suas belas melodias e honestidade transbordada nas canções do quarteto italiano radicado em Berlim. No último dia 14 estivemos no clássico pub Last Cathedral para conferirmos de perto do que esse pessoal é capaz e posso adiantar que saímos satisfeitos.

Texto: Durval M. C. Ringel
Fotos: Thorsten D. C. Ringel
A "Night in Vladyland Tour", nome gerado a partir do título que batiza o mais recente EP do grupo, já passou por diversas cidades alemãs e logo irá percorrer a Europa de ponta a ponta, mas em Berlim há algo especial quando se trata de uma apresentação do Vlad in Tears, pois a banda sente-se, literalmente, em casa.
Last Cathedral é um local bem pequeno, os músicos tocam praticamente colados no público, o que gera um clima bastante intimista. Para se ter uma ideia da limitação de espaço o baterista fica no andar de cima, pois no palco não cabem todos. Felizmente nada disso foi um problema, pois a qualidade do que ouvimos naquela noite fez com que tudo se encaixasse: local, fãs, iluminação, som e, lógico, a banda!


O set foi curto, mas muito empolgante. O vocalista Kris Vlad tem uma performance única e teve o público em suas mãos o tempo todo. Desde o início com a ótima "Forbidden Dreams", que também abre o álbum "Underskin" (2010), passando por pérolas como "Mr. Wreck, "Damnation (Fallen Angel)" e "You’ll Come Back To Me", tudo ali nos remetia àqueles filmes noir em preto e branco. A atmosfera vampírica – se é que posso ir nessa direção sem ofender os fãs do estilo – não se mostrava em nenhum momento de maneira forçada, até porque teatralidade não indica que a situação é "fake".


O novo guitarrista, Antonio "Tony" Tari, o qual substituiu Lex, irmão de Kris, encaixou-se como uma luva. Além da boa presença em cena, seus riffs são precisos e firmes, o que aliado à sua extrema simpatia só agregou ao Vlad in Tears. A surpresa ficou por conta da excelente versão para o clássico "The Nobodies", de Marilyn Manson, cantada palavra por palavra, em especial seu forte refrão: "We are the nobodies/ we wanna be somebodies/ when we're dead, they'll know just who we are."


O final ficou por conta de "Tears of Blood", do já citado EP "A Night in Vladyland", o qual está sendo vendido apenas nas apresentações da banda. Pouco após lá estávamos nós no camarim com os músicos para trocar uma ideia, tirar algumas fotos extras e falar sobre a cena darkrock brasileira, da qual eles são admiradores confessos. Agora é torcer para que algum produtor apreciador do estilo leia este artigo e se interesse em levar o Vlad in Tears ao Brasil.
Set-list:
1. Forbidden Dream
2. My Wreck
3. Damnation ( Fallen Angel )
4. You'll Come Back To Me
5. The Nobodies
6. Tears Of Blood
Links relacionados
Site oficial
http://www.vladintears.com
Facebook oficial
https://www.facebook.com/vladintears
MySpace
http://www.myspace.com/vladintears
Twitter
twitter.com/Vladintearsband
Gerenciamento
MORDHORST MUSIC - [email protected]



Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Mike Mangini assume a bateria do Godsmack em nova etapa de turnê
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
Edu Falaschi diz que "Mi'raj" pode ser seu último álbum de estúdio
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
O pioneiro do rock que Elton John passou a considerar "patético"
Como o Metallica contribuiu para a criação de uma das maiores bandas de metal sinfônico
O guitarrista mais rápido que Slash viu tocar; "literalmente explodiu minha cabeça"
Os roqueiros da Seleção Brasileira na História das Copas do Mundo
Seether é mais uma banda que abandonará o formato de álbuns
Dee Palmer, ex-tecladista do Jethro Tull, morre aos 88 anos
Dave Mustaine cantarola Jorge Ben Jor e diz que não conhece nenhuma música do Sepultura
Músicas ruins: As 100 piores segundo o Aol Radio Blog
O hit do Led Zeppelin composto em ritmo de samba durante uma Copa do Mundo



Resenha e fotos do show da banda Dogma em Porto Alegre
Wolf Alice e Lykke Li transformam o Vivo Rio em ponto de encontro do indie europeu
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Bandas impressionam, mas repetem padrão com público no segundo dia do C6 Fest
Nação Zumbi celebra 30 anos de Afrociberdelia no Circo Voador em noite de celebração coletiva
Mesmo com chuva, Korn preenche o Allianz Parque em apresentação única
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



