Água Brava: a apresentação no Rio Rock & Blues Bar
Resenha - Água Brava (Rio Rock & Blues Bar, Rio de Janeiro, 28/07/2012)
Por Alexandre BSide e Flavio Remote e Leticia Santoro.
Postado em 28 de agosto de 2012
Em 28/07/12, finalmente tivemos oficialmente a volta do Água Brava aos palcos para o lançamento de seu álbum, que vem sendo amplamente coberto pelo Minuto HM desde que o projeto ainda era algo embrionário. Na verdade, a banda fez antes uma espécie de "warm-up" tocando por pouco mais de 15 minutos no Tributo à Maldita, evento que teve a cobertura do Marcos Mustaine para o Minuto HM no link abaixo:
http://minutohm.com/2012/06/28/tributo-a-maldita-agua-brava-de-volta-27-anos-depois/
Desta vez, a expectativa era de um show completo, no Rio Rock & Blues Bar, com a abertura do Black Zeppelin Project. Nesta primeira parte da cobertura, traremos um pouco do que é o local dos shows e algo da banda de abertura desta grande noite.
Reconhecidamente com poucos locais que prestigiam o hard-rock, o Rio de Janeiro tem no Rio Rock & Blues Bar uma boa alternativa para apreciadores de uma boa acústica e estrutura num cenário de menor porte, mas de grande qualidade . A casa, que fica na Lapa, na Rua do Riachuelo, numero 20, tem 2 ambientes para música ao vivo, ambos com estrutura de palco, espaço para público e mezanino e bar. O show que o Minuto HM cobriu se deu na parte superior da casa, onde o espaço de palco é maior e certamente mais adequado à eventos dessa importância.
O interior da casa traz vários itens ligados à música, como instrumentos e discos de ouro emoldurados, constituindo um interessante museu que por si só já vale uma checada no local:
Por volta das 23 horas, depois de algum tempo dividido entre beliscos, bebidas e boa música, começo a ouvir sons familiares da carreira do Led Zeppelin em playback numa espécie de mix abrangendo diversos dos sons clássicos da banda. É o início do show de abertura, à cargo do Black Zeppelin Project, que faz uma releitura bastante inusitada das canções do Led, usando elementos e ritmos diversos, como jazz, soul music, funk (não confundir com aquela "coisa" que chamam de funk carioca) e até sons mais brasileiros, como xaxado, por exemplo.
A banda emenda o playback abrindo seu show com Immigrant Song, uma senhora "cacetada" que me chamou à atenção de imediato. Ainda que possa causar certa estranheza para quem conhece os sons originais do Zeppelin pela "mistureba" que o projeto traz nas suas interpretações, é inegável a categoria dos músicos e surpreendeu-me muito positivamente as versões que o conjunto se propôs a nos trazer. Todos são ótimos instrumentistas, mas me surpreendeu demais e é preciso destacar o virtuosismo do baixista Didier.
Os covers se seguiram, com a execução de clássicos inquestionáveis como Stairway to Heaven, Dyer Maker e Kashmir, entre outras canções menos "standards", como Dancing Days e ótimas rendições de Heartbreaker, Celebration Day e No Quarter
Quem quiser conhecer um pouco mais dessa proposta do Black Zeppelin, deve visitar a página deles no My Space.
A banda termina tocando sons como Wanton Song, Rock and Roll e Black Dog, com ótima pegada vocal e instrumental a cargo de Rogério Farner (voz); Didier Fernan (baixo); Alex Curi (bateria) e Sérgio Morel (guitarra) e saem do palco ovacionados, deixando uma grande responsabilidade para o Água Brava.
Estamos entrando na madrugada no dia 29.07.2012 no Rio Rock & Blues Bar para ver materializado um sonho que ficou pendente durante mais de 25 anos. Daniel Cheese, Ivo e companhia estão no palco para o lançamento do esperadíssimo primeiro álbum do Água Brava.
A emoção e expectativa tomaram conta da plateia e palco enquanto a banda fazia seus últimos ajustes, com o playback do Rio Rock & Blues Bar tocando músicas como YYZ do Rush e Perfect Strangers do Deep Purple, essa ligeiramente acompanhada de Daniel, que já estava pronto para botar a "água pra ferver". Mais alguns ajustes, enquanto Rock and Roll All Nite do KISS rolava no playback e banda ataca uma introdução instrumental para emendar na primeira faixa do novo CD, Veneno.
Durante a música, alguns acertos de volume são feitos para deixar a voz de Ivo no ponto ideal e já no final, com o aumento da guitarra de Daniel, tendo o som já está praticamente perfeito, o Água Brava emenda a primeira do show com Apocalipse Não, que traz um ótimo solo de Daniel ao seu fim.
Na primeira pausa da noite, Ivo agradece à todos e não esconde a emoção de estar junto de Daniel no palco sob o nome histórico de Água Brava novamente. A plateia fica emocionada com o momento, que é sucedido de outra ótima canção do novo CD, Pensando em Você.
Com o auxílio valoroso do amigo Antonio Saraiva nas guitarras, o Água Brava, já contando com ótimo Sergio Naciffe na bateria, vai aos poucos trazendo quase todas as canções do esperado CD, como Rock Voador (onde o telão do Rock Rio & Blues Bar traz imagens das gravações do álbum), Telha Quebrada e Sempre .
O show segue com as rendições de músicas mais conhecidas da banda, como Esquizofrenia e Tudo que eu queria, mas antes há tempo para uma das minhas favoritas da banda, Olhos do Céu :
Ivo volta ao passado para nos trazer um detalhe sobre o nome da canção Túnel do Tempo, cujo nome foi dado por alguém da plateia de um dos shows lisérgicos da década de 80. Na execução da canção, o telão traz imagens do saudoso Jacaré, que é ovacionado por boa parte da plateia e homenageado por todos da banda ao fim da canção e em especial e elegantemente por Sergio Naciffe.
Estamos chegando perto do fim do show, e Ivo aproveita para agradecer muitos heróis do metal dos anos 80 que estão na plateia, como membros das bandas Azul Limão e Stress. O momento ainda fica mais emocionante quando Ivo lembra que ninguém quis gravar o Água Brava na década de 80, quando praticamente todas as bandas da época conseguiram tal espaço. Mais de 25 anos depois, a injustiça foi reparada!
Daniel aproveita o momento emocionante para citar entre os merecidos agradecimentos o baterista que participou e foi fundamental para o álbum sair do projeto, Cesinha, que estava na plateia também.
Pra terminar, a banda ataca a dobradinha Enquanto a bomba não vem/ Pressão, para delírio da galera presente !
Parabéns ao Água Brava pelo esse merecido reencontro nos palcos. O Minuto HM sempre esteve com a banda, e está muito feliz com essa volta! Agora é esperar que outras cidades do país possam ver a banda, quem sabe?
Colaboraram: Flávio Remote e Leticia Santoro
Para ver fotos e vídeos desta cobertura, acesse as matérias originais no Minuto HM:
http://minutohm.com/2012/08/08/agua-brava-no-rio-rock-blues-bar-parte-1/
http://minutohm.com/2012/08/11/cobertura-minuto-hm-agua-brava-no-rio-rock-blues-bar-parte-2-resenha/
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