Resenha - Focus (Bolshoi Pub, Goiânia, 15/03/2012)

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Por Nathália Plá, Tradução
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Lugar mais agradável para degustar um bom show de rock na cidade é impossível de se encontrar. O ambiente intimista e aconchegante remete ao autêntico pub irlandês com um toque de um tradicional rock café. O mais incrível é o palco: tenha certeza, você jamais estará tão próximo de seu ídolo em plena ação quanto no Bolshoi. A casa já está acostumada a receber grandes nomes do rock. Portanto não poderia ser abrigo melhor para uma noite histórica.

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A banda Focus celebra com uma turnê mundial os 40 anos de sua obra prima, o álbum 'Moving Waves', e o que se esperava dos artistas era certamente uma verdadeira viagem. Uma viagem à psicodelia dos anos 70, tão bem colorida pelas matizes do rock progressivo. Nesse afã, entre o público, devotos do singular gênero ostentavam camisas de bandas representantes da vertente, como Rush, Dream Theater e Jethro Tull. E no meio disso um casal aproveitou a ocasião para celebrar suas bodas de 60 anos.

O esquenta não pode ser melhor: as várias telas espalhadas pelo local passavam vídeos de gênios do rock como Warren Haynes, Gary Moore, Jack Bruce, Robin Trower e outros. Quem se distraiu nem viu os membros da atração da noite passando pelo recinto em direção aos camarins para finalmente subir ao palco, exatamente à meia notie.

Bem, os anseios foram atendidos à risca e o que a banda ofertou aos presentes foi uma mágica jornada por todas as peculiaridades do rock progressivo. A banda pode até não ter um nome com um peso tão grande como outras gigantes, mas independente disso ela merece todos os créditos porque é a que mais genuinamente destila em seu som o melhor que cada banda prog mais notória tem. Cada nota te remete a algum grupo conhecido. Em um momento se tem um amálgama perfeito entre Jethro Tull e Pink Floyd, passando desde Emerson Lake e Palmer até Mastodon. Foi nesse tom, em suma, que se deu o espetáculo, que trouxe até mesmo um gostinho do rock clássico cinquentista do precursor rei Elvis avançando para um som dançante, que lembra a 'Owner of a lonely heart' do Yes, animando o público. É como se estivessem no palco monstros prog como David Gilmour, Neil Peart, Geddy Lee, Rick Wakeman e Ian Anderson. É a pura mágica do rock progressivo, que sempre esteve na vanguarda, à frente de seu tempo, vislumbrando o futuro, mas sem esquecer o passado que lhe moldou.

Pois bem, quem foi, testemunhou encanto, e se pode entregar-se à música, certamente sentiu tantas emoções em sua mente que elas entram até mesmo em conflito até uma explosão de êxtase. É aquele tipo de som que te deixa estático para sentir o drama da música. É de doer o coração e a alma. Guardadas as devidas proporções, as comparações tecidas são na verdade inevitáveis. Isso porque a banda é completa por demais, e tem a capacidade de absorver com maestria ímpar esse paralelo. A banda fez de tudo do melhor que cada uma das outras prog tem, mas com o brilho próprio de seus clássicos como Hocus Pocus, Harem Scarem, La Cathedrale, Sylvia e Eruption,. Foi a viagem psicodélica perfeita, como se esperava.

A banda: Thijs van Leer (órgão hammond, flauta, vocal), Menno Gootjes (guitarra), Bobby Jacobs (baixo) e Pierre van der Linden (bateria).




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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