Legion Of Nexus: Helllight faz show primoroso em festival
Resenha - I Legion Of Nexus Festival (Blackmore Rock Bar, SP, 04/12/2011)
Por Pierre Cortes
Postado em 17 de dezembro de 2011
O Legion of Nexus Festival é, na verdade, um festival que reúne bandas de diferentes gêneros do Rock e Metal. Nesta primeira edição tocaram SENTA PUA, ARRANGED BY NAMELESS e HELLLIGHT. A princípio, ao invés do ARRANGED BY NAMELESS, o grupo confirmado era o SKALDIC SOUL. Para quem não os conhece, eles executam um Folk/Viking Metal cheio de energia. Sem dúvida nenhuma uma ótima banda, mas de qualquer forma a substituição acabou também sendo grandiosa, ainda que o ARRANGED BY NAMELESS apresente uma sonoridade bastante diferenciada do gênero acima citado.
O Blackmore Rock Bar não estava cheio e o local estava até mesmo com um ar bastante intimista. Por volta das 19h, o SENTA PUA subiu ao palco. O quarteto formado por Lyba Serra nos vocais, Lee Torelli na guitarra, Jorge Aniello na bateria e Guto Vighi no baixo demonstrou garra e vigor ao executar um set com músicas que mesclam o Rock com grandes doses de Metal tradicional. Com um repertório todo em português, o destaque ficou a cargo dos ótimos solos de guitarra sem, obviamente, desmerecer os outros membros. Foi um show direto e sem frescuras, evitando assim que qualquer apreciador do gênero saísse dali insatisfeito. Apesar de pouco conhecidos, mandaram bem demais.


Pouco tempo após o encerramento da primeira banda, os rapazes do ARRANGED BY NAMELESS entraram em cena e mandaram ver. Eles praticam um som que tem forte influência em bandas como ALICE IN CHAINS, NIRVANA e FOO FIGHTERS. O grupo foi formado em 2001 pelos irmãos Phill e Guilherme Motta, e de lá para cá passaram por mudanças na formação e na sonoridade e, até mesmo por um longo período de silêncio. Totalmente reformulado e trabalhando em um material novo, o grupo retorna à cena musical com muita energia. Pelo menos foi isso que o público pode constatar na apresentação por eles realizada. Guilherme, guitarrista/vocalista, estava completamente insano no palco. Agitava muito. E o que dizer de Phill, o baixista? Também não perdoou. O som do seu instrumento era perfeitamente audível e, em vários momentos, ele também fazia as linhas vocais. Já o baterista Rafael Carvalho foi o grande responsável por fazer o Blackmore Rock Bar tremer. Usou suas baquetas sem dó e piedade. O show foi marcado por uma porrada atrás da outra. Fizeram uma apresentação curta, mas furiosa e extrema.


Finalmente chegou a vez da última e mais conhecida das bandas da noite a subir no palco. Minutos após a saída do grupo anterior, o pessoal do HELLLIGHT se preparava para iniciar sua apresentação. Assim fizeram. Sinceramente falando, eles deixaram o público presente de boca aberta. O grupo pratica um Funeral Doom Metal e, como um excelente representante deste estilo, as músicas são obscuras, soturnas, cadenciadas, climáticas. Fábio de Paula, responsável pelas guitarras e vocais, mostrou toda sua técnica vocal caminhando entre o gutural e as vozes limpas e suaves de forma impressionante, além de, é claro, executar riffs e solos primorosos. Cassia Franchi, a tecladista, é responsável pelo tom sombrio que as melodias possuem, demonstrando total domínio na utilização de seu instrumento. Na bateria, a banda contou com a participação de Phill Motta, isso mesmo, o baixista do ARRANGED BY NAMELESS que aqui mostra seu domínio e força nas baquetas, contribuindo para tornar o som do HELLLIGHT não somente pesado, mas acima de tudo denso. Tudo isso é somado à potência do baixo de Alexandre Vida, fazendo com que o grupo seja um representante cheio de respeito dentro do cenário underground.
O repertório da banda caminhou por músicas dos álbuns Funeral Doom, de 2008 e pelo ...And then, the Light of Consciousness Became Hell..., de 2011. Ainda tocaram músicas do The Light that Brought Darkness, um EP também de 2011, composto praticamente por covers e que se encontra disponível para baixar gratuitamente via site oficial da banda. Muitos foram os momentos interessantes da apresentação, mas foi justamente quando tocaram a música "The Show must Go on" do QUEEN, que o impacto foi maior. Já imaginaram o QUEEN em uma versão Doom Metal? Parece improvável, né? Pois bem, o HELLLIGHT fez, e fez bonito demais. Simplesmente emocionante. Ainda houve um convidado surpresa. Lui, guitarrista do SKALDIC SOUL, foi chamado para tocar guitarra com a banda e, desta forma, o show foi chegando ao final. Um desfecho para se aplaudir em pé e que já deixa o público com uma vontade imensa de conferir a 2ª edição do Festival. Que venha o quanto antes.
Set List:
SENTA PUA
Milhas
Fim de Estrutura
Expectativa
Messias
Cidade de Halley
Corpo e Alma
Senta Pua
ARRANGED BY NAMELESS
Intro/Puzzle me
Start Again
The Aim
None Title
Southern
HELLLIGHT
Marcha Fúnebre
The Light That Brought Darkness
Afterlife
The Show must Go on
Deep Siderial Silence
Funeral Doom
Heaven and Hell






Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
Shane Embury (Napalm Death) fala abertamente sobre luta contra o alcoolismo
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
As únicas faixas de "Holy Diver" que Ronnie James Dio escreveu sozinho
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
Dave Lombardo comenta lenda dos 33 minutos de "Reign in Blood"
Oito razões pra dormir com um baterista
Slash: Um dia Michael Jackson ficou puto com ele?
A polêmica música em que Ney igualou Secos e Molhados; "vão dizer que estou sendo oportunista"


HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



