Sepultura: apresentação com casa lotada em Belo Horizonte

Resenha - Sepultura (Music Hall, Belo Horizonte, 11/11/2011)

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Por Luiz Figueiredo
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O cheio de mistérios dia 11/11/11 em Belo Horizonte deu uma lição sobre essa questão da popularidade do metal nacional. Naquela sexta-feira, no horário do almoço, foi falado em um telejornal, por uma numeróloga, que o 11 tem uma relação com “quebra de paradigmas”. Cada um tem o direito de acreditar ou não no que dizem numerólogos, astrólogos e etc. Eu não considero nada do que é dito por estes profissionais, mas, de fato, naquela sexta-feira o paradigma de que bandas de metal brasileiras não enchem casas de shows foi completamente quebrado.

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O Music Hall de Belo Horizonte tem capacidade para receber em torno de 1.500 pessoas. Com certeza, passaram pela roleta número igual ou superior a este, pois a casa estava completamente lotada. Na noite em que três bandas nacionais se apresentaram, a casa recebeu seu maior número de espectadores em um show de metal no ano, superando o público do Morbid Angel.


A semana que antecedeu o show foi marcada por uma discussão intensa na internet após as declarações de Edu Falaschi, vocalista do Angra(?) e Almah, sobre a situação do metal feito no Brasil. Usando palavras pesadas e fazendo acusações aos fãs, Edu foi muito criticado por jornalistas, fãs e outros músicos, mas também foi compreendido por muitos. Isso tudo esquentou o clima dos shows de Pleiades, Almah e Sepultura.


Após apresentação animada da banda Pleiades, o Almah, banda que tem Edu Falaschi no vocal e Felipe Andreoli do Angra, no baixo, iniciou sua apresentação. Setlist inteiramente composto por músicas do Almah, sem covers ou músicas do Angra, fez o público cantar junto e agitar o tempo inteiro.
Na verdade, uma apresentação não tão animada quanto à do grupo Pleiades, mas que foi aprovada pelo público que participou intensamente a cada música executada. Edu Falaschi por várias vezes agradeceu ao público pela presença maciça o que o deixou visivelmente muito feliz.


Após a saída do palco, Edu falou sobre o desabafo que fez dias antes com a “Rádio WebRoots” que, na quarta-feira, vai colocar no ar esta entrevista , onde ele reafirma muito do que falou no vídeo ao site “Rock Express” na semana passada, mas pede desculpas pela maneira “agressiva” como se dirigiu aos expectadores do site. Mas Edu não quis perder o Sepultura e foi assistir ao show da pista, próximo ao público. E fez bem, porque o show foi incrível.


Há quatro anos o Sepultura fez o último show em Belo Horizonte. Depois disso, a banda já fez grandes shows na Europa, incluindo participação no Wacken Open Air de 2011, já lançou cerveja especial pelos 25 anos de formação, lançou dois discos e já cortou o Brasil fazendo várias apresentações, incluindo o Rock In Rio 2011, aberturas para Ozzy Osbourne e Metallica.


Fãs sedentos pelo metal rápido e pesado desta banda formada no bairro Santa Tereza, bem perto do Music Hall, estavam lá presentes, assim como muitos amigos dos antigos tempos. E todos tiveram sua sede saciada com uma apresentação impecável com 18 músicas envolvendo toda a carreira do grupo. De acordo com Derick Green: “o melhor show da turnê”. Além disso, muitos membros da equipe da banda relataram que não se lembram de ver um show com tanta garra por parte da banda. O público também estava insano e mostrou o porquê de Belo Horizonte ser taxada como a capital do metal no Brasil.


Paixões: futebol e metal


Paulo Jr. não esconde de ninguém a paixão pelo Atlético Mineiro. Além de subir ao palco com camisa do Galo, tocou por grande tempo com uma bandeira do clube sobre as caixas de som. Fazendo enlouquecer quem compartilha da mesma paixão e foi possível ouvir nitidamente o coro “Gaaalo” enquanto o Sepultura destruía no palco.


Uma curiosidade está está entre os dedos de Paulo. Suas paletas, pela espessura são fabricadas apenas na cor azul, que faz lembrar o grande rival Cruzeiro. Mas para resolver este problema, ele gravou o símbolo do Galo de um dos lados paleta. Outro que não deixa de fazer referência ao clube do coração é Andreas Kisser que toca de bermuda e meião do São Paulo Futebol Clube.

Energia feminina

A frontwoman da banda Pleiades, Cinthia Mara, mais uma vez mostrou que está ali em cima para botar fogo na multidão que assiste ao show do grupo que completou seis anos de existência. Ela mais uma vez enlouqueceu o público com sua performance sobre o palco. O Pleiades assim como na abertura para o Deep Purple misturou clássicos do rock com músicas próprias. Se destacam no lado das canções do Pleiades “Before the Music Dies” e “Fire, Fire” enquanto além de Beatles e Led Zeppelin a surpresa foi “Ace of Spades” do Motörhead, executada muito bem pela banda e cantada com muito estilo por Cinthia.

Setlist Almah
1. Hypnotyzed
2. Days Of The New
3. Frafile Equality
4. Trace Of Trait
5. Living And Drifting
6. King
7. Torn

Setlist Sepultura
1. Arise
2. Refuse/Resist
3. Kairos
4. Relentless
5. D.E.C.
6. Convicted In Life
7. Atittude
8. Choke
9. What I Do
10. Troops Of Doom
11. Septic/Escape
12. Meaningless Movements
13. Just One Fix
14. Seethe
15. Territory
16. Innerself
17. Polícia
18. Rattamahata
19. Roots Bloody Roots

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