Whitesnake e Judas Priest: show memorável em Belo Horizonte

Resenha - Whitesnake e Judas Priest (Chevrolet Hall, BH, 13/09/2011)

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Por Luiz Figueiredo
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.













Esperado show do Whitesnake e Judas Priest foi memorável em noite que deu tudo certo. Era a primeira vez que o Judas Priest se apresentaria em Belo Horizonte e muito provavelmente a última, pois esta se trata da turnê de despedida da banda, pelo menos de regiões distantes da Inglaterra, sua terra natal.

Texto e fotos: Luiz Figueiredo

O Whitesnake, assim como aconteceu em 2005, veio como convidado com o Judas, mas naquela ocasião Belo Horizonte não recebeu este show. David Coverdale encabeçando o Whitesnake correu e agitou o público como um adolescente. Estávamos frente a um homem no mês em que completa seis décadas de vida (22/09), mas quem vê o show de longe, e não pode notar as rugas, acha que se trata realmente de um jovem. Liderado por este jovem, o grupo inicia sua apresentação a todo vapor.

A primeira música do setlist, “Best Years” agita e faz as meninas chorarem, se derreterem. Só que foram passando as músicas e, até na última, muitas delas ainda estavam chorando... O que as faz chorar tanto? Difícil achar uma resposta certa para isso. O show continuava e Coverdale não perdia seu pique. “Give Me All Your Love Tonight” foi a segunda antecedendo a clássica “Love Ain’t No Stranger” que, com seu refrão e riffs grandiosos, levantou todos os presentes e fez o publico cantar forte. “Is This Love” acalmou os ânimos, mas tocou os corações apaixonados. Neste embalo, a próxima foi “Steal Your Heart Away”; é muita emoção.

Com uma banda bem integrada, o Whitesnake possui músicos competentíssimos e com o que é mais importante, grande capacidade de interação ao vivo. O baterista foi destaque. Fez um solo de bateria longo e que, acredite, não foi cansativo. Solo com ritmos variados, malabarismos com as baquetas, em certo momento as deixou de lado e tocou com as mãos. O suficiente para deixar qualquer “Olodum da vida” invejado.

O melhor ao fim do show foi a conclusão de que assistimos a um grande espetáculo de uma banda clássica e ainda teríamos nada menos do que uma longa jornada pelos anos de carreira do Judas Priest. E aquele era o momento. Menos de 30 minutos após o término do show do Whitesnake e a arena estava pronta para o Judas.

Epitath! Era o que estava escrito na enorme cortina que tampava o palco para anunciar o espetáculo que começaria. Em português, epitáfio. Trata-se dos curtos trechos escritos nos túmulos. Pois bem, fazemos parte do que está sendo escrito na lápide desta lenda do metal e da música mundial. Tudo muito bonito, mas estamos falando de heavy metal e “Rapid Fire” foi a primeira. Rob Halford usando sua jaqueta de couro com várias peças de metal pontiagudas e o inconfundível óculos escuro surge e canta firme. Com seus sessenta anos recém completos, ele ainda solta seus poderosos agudos. Ao fim da primeira música, avisa: “Judas está de volta ao Brasil!”

Para tal despedida, o Judas separou o que existe de melhor por toda sua discografia. “Metal Gods” e “Heading Out to the Highway” completaram a trinca inicial. Rob Halford abusou nos figurinos; trocava de jaqueta várias vezes entre as músicas e o cenário do palco também foi especial para cada música e discos representados ao longo do show. Além de tudo isso, um espetáculo de lasers, jatos de fumaça e vários lança-chamas completaram a produção grandiosa dos britânicos.

É importante frisar que a voz de Halford não deu muitas mostras de estar cansada, mas, para “Breaking The Law”, não foi necessário nenhuma palavra. A banda tocou e o público cantou verso por verso. Bom que poupou suas cordas vocais para esgotá-las em “Painkiller”. A banda sai do palco, no primeiro Bis. Para a volta, um grande olho com raios surge ao fundo para anunciar “The Hellion/Electric Eye”. Estupendo! O próximo anúncio fui o ronco do motor da Halley-Davison: “Hell Bent for Leather”. Rob entrou no palco acelerando sua robusta moto, parou no meio dele e ali mesmo ela ficaria até o fim do show. Restava a nós curtir “You've Got Another Thing Comin'” e “Living After Midnight”.

Indescritível o que foi assistir àquelas duas horas de Judas Priest. Só quem esteve presente até o último minuto sabe o que foi escrito na lápide de uma lenda do heavy metal que infelizmente nos deixa.

O setlist do Whitesnake foi:
1. Best Years
2. Give Me All Your Love Tonight
3. Love Ain't No Stranger
4. Is This Love
5. Steal Your Heart Away
6. Forevermore
7. Guitar Duel
8. Love Will Set You Free
9. Drum Solo
10. Here I Go Again
11. Still Of The Night
12. Soldier of Fortune - Deep Purple
13. Burn / Stormbringer - Deep Purple

O setlist do Judas Priest foi:
1. Rapid Fire
2. Metal Gods
3. Heading Out to the Highway
4. Judas Rising
5. Starbreaker
6. Victim of Changes
7. Never Satisfied
8. Diamonds & Rust (Joan Baez)
9. Prophecy
10. Night Crawler
11. Turbo Lover
12. Beyond the Realms of Death
13. The Sentinel
14. Blood Red Skies
15. The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown) (Fleetwood Mac)
16. Breaking the Law
17. Painkiller
BIS 1
18. The Hellion/Electric Eye
19. Hell Bent for Leather
20. You've Got Another Thing Comin'
BIS 2
21. Living After Midnight

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