Setembro Negro: Um evento aterrorizante em Belo Horizonte

Resenha - Setembro Negro (Music Hall, Belo Horizonte, 10/09/2011)

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Por Luiz Figueiredo
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Em Belo Horizonte, o festival Setembro Negro foi realizado na noite do sábado, dia 10, para o domingo, dia 11. Dez anos após do maior atentado terrorista de todos os tempos, o Morbid Angel veio a BH para evento tão aterrorizante quanto. Duvida? Sarcasmo, Ragnarok e Belphegor ainda acompanharam os ícones do death metal em dia de casa cheia.

Fotos e texto: Luiz Figueiredo

Marcado para as 21h, foi necessário antecipar o início do evento. Por esse motivo, muitos perderam o show do Sarcasmo. Para quem não conhece: grupo fundado em Belo Horizonte no início da década de 1990 com pretensão de lançar, em breve, seu o terceiro full-length. Com Germano na guitarra e lead vocal, Oto no baixo, Tom Leandro na guitarra e Gustavo Agressor na batera, o grupo tem atraído cada vez mais admiradores do seu som pesado e postura agressiva ao vivo. O show deles, além de antecipado foi reduzido, composto por apenas três músicas antes da subida do Ragnarok ao palco.

Os noruegueses do Ragnarok com seu corpse paint fizeram também um set reduzido com apenas cinco músicas, quando o previsto seriam 10 mais a introdução. A recepção calorosa do público ao Ragnarok e a correria que o vocalista HansFyrste arruma pelo palco tornaram o show eletrizante. O encerramento foi com “In Nomine Satanas” e “Blackdoor Miracle”, musicas cantadas por grande parte dos headbangers presentes. Como o tempo era curto, equipe e músicos se juntaram para, ao mesmo tempo, desmontar e recolher a aparelhagem do Ragnarok enquanto preparavam o terreno para a próxima atração. Alguns ajustes na bateria e o Belphegor, da Áustria, estava pronto para começar.

Coberto de sangue (pintado no corpo, é claro), Helmuth (vocal e guitarra) disparava olhares horripilantes e ondas violentas de som que levaram o público à loucura. A cada intervalo de músicas, o coro “Belphegor, Belphegor” era cantado alto. Isso deixou a banda realmente admirada. Mais uma vez, infelizmente, muitas músicas foram cortadas do setlist. Das 11 previstas, seis foram executadas. O bastante para aquecer o ambiente para os donos da noite.

Calor. Tudo bem que em um dos dias mais quentes do ano em Belo Horizonte, não era necessário aquecer nada. Mas se levarmos para sentido apropriado da palavra “aquecer”, significa que todos ficaram no clima para assistir ao Morbid Angel.

Como estava lotado o Music Hall. Excelente para que mais e mais shows venham a Belo Horizonte. Tudo bem que o interessante seria que não só os shows de bandas consagradas atraíssem os metalheads mineiros, mas temos que enaltecer a presença maciça, considerando que dois dias depois teríamos outra lenda do metal pesado na capital mineira: o Judas Priest acompanhado pelo Whitesnake.

Pois bem, vamos voltar ao Setembro Negro. Festival que completa uma década desde seu início e, hoje, acontece em várias cidades do Brasil. O Morbid Angel foi escalado para as edições de São Paulo e Belo Horizonte, onde o grupo se apresentava pela primeira vez. O palco com estrutura e organização impecáveis ficou preparado próximo à meia-noite e, sem demora, David Vincent (baixo e vocal), Trey Azagthoth (guitarra), Destructhor (guitarra) e Tim Yeung (bateria) soltavam “Immortal Rites” como start para uma multidão ensandecida. Coitados dos pescoços que foram bastante exigidos.

Na seqüência, Fall From Grace, Rapture, Pain Divine, Maze Of Torment, Sworn To The Black... é tanto clássico que as três músicas que foram tocadas a partir desta seis primeiras matadoras nem foram rejeitadas, de certa forma, pelo público, por fazerem parte do criticado último lançamento “Illud Divinum Insanus”. Mas que ao vivo funcionaram muito bem e mantiveram o ritmo de destruição. O certo é que apenas ficar frente a frente com um músico do nível de Trey e perante à atitude, postura e carisma de Vincent já é o bastante para que os fãs fiquem alucinados.

Os talentos individuais contribuindo para o conjunto merecem um grande destaque. É incomum a velocidade e versatilidade dos dois guitarristas. Trey de um lado e Destructhor de outro são duas máquinas muito bem entrosadas. Fora isso, o que falar de Tim Yeung? Substituindo o lendário Pete Sandoval, o baixinho com traços orientais “desce a mão” com uma violência e rapidez de impressionar.

Enfim, um show completíssimo que fez valer a pena se derreter de calor naquele dia em que não existiu uma brisa sequer na cidade e o mormaço imperou... até o Morbid Angel subir ao palco, obviamente.

Setlist Ragnarok:
1. Intro/It’s War
2. Bless Thee For Granting Me Pain
3. Collectors of the King
4. In Nomine Satanas
5. Blackdoor Miracle

Setlist Belphegor:
1. Intro/Feast Upon The Dead
2. II In Blood – Devour This Sanctity
3. IV Angeli Mortis De Profundis
4. VIII Lucifer Incestus
5. X Rise To Fall Na Fall To Rise
6. XI Bondage Goat Zombie

Setlist Morbid Angel
1. Immortal Rites
2. Fall From Grace
3. Rapture
4. Pain Divine
5. Maze Of Torment
6. Sworn To The Black
7. Existo Vulgoré
8. Nevermore
9. I Am Morbid
10. Angel of Disease
11. Lord of All Fevers
12. Chapel of Ghouls
----
13. Dawn of the Angry
14. Where the Slime Lives
15. Blood on my Hands
16. Bil Ur Sag
17. God of Emptiness
18. World of Shit

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