Baterista Pete Sandoval (Terrorizer, ex-Morbid Angel) revela diagnóstico de autismo
Por João Renato Alves
Postado em 06 de fevereiro de 2026
O baterista Pete Sandoval publicou uma nota em suas redes sociais revelando ter sido diagnosticado, aos 61 anos, como integrante do espectro do autismo. O músico foi submetido à avaliação via ADOS-2, considerada uma das ferramentas mais confiáveis usadas em avaliações de autismo em todo o mundo.

"Após muitos anos de confusão e diagnósticos errados, finalmente recebi o diagnóstico correto de autismo (Nível 1) pelo módulo 4 do ADOS-2 (e alguns outros testes). Faz parte de quem eu sou desde a infância, embora por muito tempo não tivesse as palavras ou a compreensão para descrever.
Ao longo do tempo, isso afetou a forma como me comunico, como processo os sons e como interajo com as pessoas - às vezes de maneiras que podem ter parecido confusas, distantes ou incompreendidas. Nunca se tratou de falta de interesse, de não ouvir ou de não querer me conectar.
Agora, aos 61 anos, ter clareza me trouxe muita paz. Explica muita coisa - e me permitiu me entender melhor em vez de lutar contra isso.
Ainda estou aqui, ainda tocando, ainda criando, ainda grato - depois de uma cirurgia na coluna, depois de desafios da vida e agora com uma melhor compreensão da minha própria mente.
Se compartilhar isso ajudar ao menos uma pessoa a se sentir menos sozinha ou mais paciente consigo mesma ou com os outros, então valeu a pena. Obrigado pelo carinho e apoio ao longo dos anos."
Pedro Rigoberto Sandoval nasceu em Santa Ana, El Salvador. Além da bateria, aprendeu a tocar piano na infância. É considerado um dos principais difundidores do blast beat, padrão rítmico de batidas rápidas e coincidentes na caixa e no chimbal ou ride.
As gravações de "Altars Of Madness" (1989), estreia do Morbid Angel, foram estafantes para Pete, que precisou dominar a técnica do bumbo duplo, a qual nunca havia usado antes. O músico chegou a desmaiar no estúdio, esgotado fisicamente.
Na década passada, Sandoval deixou o grupo, citando sua conversão ao cristianismo e consequente incompatibilidade com a temática satânica como principal motivo. Hoje, participa do I Am Morbid, "spin-off" com o vocalista e baixista David Vincent. Também comanda a retomada do Terrorizer, que o revelou nos anos 1980.
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