Grave Digger: resenha do show em SP no Heavy Nation
Resenha - Grave Digger (Carioca Club, São Paulo, 23/07/2011)
Por Durr Campos
Postado em 28 de julho de 2011
A noite deste último sábado (23/7) ficará guardada na memória de pelo menos 2 mil headbangers que compareceram ao Carioca Club, em São Paulo, para prestigiar os alemães do Grave Digger, uma das bandas mais queridas da galera "truzona".
Por Durr Campos & Julio Feriato
Fotos: Pierre Cortes
O início do espetáculo estava marcado para começar às 20h, porém quando nossa equipe chegou ao local a banda já terminava de executar "Hammer of the Scots". Obviamente todos ficamos chateados, afinal de contas só poderiamos pegar nossas credenciais às 19:30h e ninguém imaginou que a banda poderia iniciar sua apresentação antes do horário que fora divulgado! Mancada total, agora não sabemos se da banda (o que é mais provável) ou da produção. Nesse ínterim já havíamos perdido "Paid in Blood" e "The Dark of the Sun" (que escutamos lá de fora querendo morrer!).


De qualquer modo, ao ver os integrantes em cima do palco todas as chateações foram para o ralo. Que banda afiada! Chris Boltendahl é um vocalista que canta como poucos e não desafina um tom sequer. O guitarrista Axel "Ironfinger" Ritt é outro que se destaca. O cara não é um "virtuose" ou "fritador", mas é perceptível o quanto tem intimidade com o instrumento e como estava gostando de estar ali. Aliás, o grupo todo se mostrou simpático e até mesmo o mal humorado Jens Becker (baixista) hora ou outra dava alguns sorrisinhos de canto de boca.
O show continuou com "Killing Time" do clássico Tunes of War e teve seu refrão cantado em uníssono, seguida da emocional "The Ballad of Mary (Queen of Scots)". Outros clássicos também foram lembrados: "Highland Farewell", "The Bruce (The Lion King)" e uma das mais esperadas da noite: "Rebellion (The Clans are Marching)", ponto alto desta primeira parte do show.
"Ballad of a Hangman" e a belíssima "Morgane Le Fay", do poderoso álbum Excalibur de 1999, provocaram a platéia e a preparou para a seqüência matadora com "Twilight of the Gods / Circle of Witches / The Grave Dancer / Twilight of the Gods" «respectivamente dos discos Rheingold (2008) e Heart of Darkness (1995)». Não houve uma só voz que não fosse ouvida durante os refrãos deste fabuloso medley. "The Last Supper", "Excalibur" e a veloz "Knights of the Cross" (sempre certeira!) puseram fim ao set normal do show.


O primeiro encore já entregava o que estava por vir. Porque "Yesterday", a clássica balada do primeiro álbum, Heavy Metal Breakdown (1984), não só é um dos mais belos registros do Digger como do estilo. Banda e público se entregaram à emoção. "Lionheart" manteve os ânimos e abriu passagem para o hino épico "Valhalla" e seu refrão mega grudento. O grupo despede-se novamente para então retornar em altíssimo nível com "The Round Table (Forever)". Cantar o refrão dela: "Forever we fight, side by side. Forever we stand, forever we fight" é uma confirmação de que o Heavy Metal é mesmo um gênero muito especial. Chris Boltendahl mal acreditava na empolgação geral que via. Vale ainda destacar a atuação precisa do baterista Stefan Arnold. O final não poderia ser melhor: a execução perfeita do clássico atemporal "Heavy Metal Breakdown" fez até os mais céticos renderem-se aos alemães. Se havia alguma dúvida de que estavam diante de um dos melhores eventos do ano esta caía ali por terra. A famosa paradinha com o vocalista chamando os fãs a cantarem com força total não foi esquecida, bem como a brincadeira simulando o próprio enforcamento para provocar ainda mais o coro.
Certeza do dever cumprido, o Grave Digger deixava pra valer o palco do Carioca Club e o saldo de mais uma bem sucedida visita ao Brasil. Apesar da enorme demanda de shows internacionais este ano na capital paulista, colocar um show desses na lista de prioridades foi, sim, uma decisão acertada.
Set list:
Days of Revenge
Paid in Blood
The Dark of the Sun
Hammer of the Scots
Killing Time
The Ballad of Mary (Queen of Scots)
Highland Farewell
The Bruce (The Lion King)
Rebellion (The Clans are Marching)
Ballad of a Hangman
Morgane Le Fay
Twilight of the Gods / Circle of Witches / The Grave Dancer / Twilight of the Gods
The Last Supper
Excalibur
Knights of the Cross
Encore:
Yesterday
Lionheart
Valhalla
Encore 2:
The Round Table (Forever)
Heavy Metal Breakdown
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