Andre Matos: festa junina, banda Gloria e penteado do Hugo

Resenha - Andre Matos (Kazebre Rock Bar, São Paulo, 18/06/2011)

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Por Diego Cesar Bortolatto Simi
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Neste último sábado (18), os headbangers paulistanos comemoraram a festa junina no Arraial do Metal, realizado no Kazebre Rock Bar, na região de São Mateus. O clima no local estava bem tipicamente “junino”, com direito a duas fogueiras para espantar o frio da noite, quentão grátis, vinho quente, bandeiras e comidas típicas sendo vendidos nas dependências do Kazebre.

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O público, ainda pequeno, acompanhou no palco secundário da casa uma brincadeira bem “saudável”: duas garotas foram chamadas ao palco pelo animador de shows e em troca de uma entrada para o próximo show do Angra – 16 de julho de 2011, também no Kazebre Rock Bar – tiveram que beber a impressionante dose de 350ml de pinga pura de uma vez só. Pode-se dizer que as garotas ficaram bem “aquecidas” para o show, se é que conseguiram assistir.

Para quem não participou da brincadeira da pinga, o aquecimento ficou por conta de Mário Pastore com sua banda solo. Divulgando seu disco “The Price of the Human Sins”, Pastore esbanjou simpatia e carisma, além de muita competência nos vocais, pena que na hora de seu show, o público ainda estava muito reduzido e muitas pessoas que estavam lá simplesmente não o conheciam, mas mesmo assim, Pastore agitou muito seus fiéis fãs que curtiam o show colados no palco.

Já no palco principal, a banda Metrópole animou mais ainda o público, que já estava bem maior, com seus covers. Teve até um intenso bate-cabeça na versão de “Enter Sandman” do METALLICA. O grupo ainda tocou outros clássicos como “Perfect Stranger” do DEEP PURPLE e “Paranoid” do BLACK SABBATH.

Quando o show do King Bird ia começar no palco secundário, eu e muitas outras pessoas preferimos ficar no palco principal para garantir um lugar privilegiado para a grande atração da noite, e acompanhamos de perto a montagem do equipamento no palco, e pode-se perceber que estava faltando o teclado. As orquestrações e intervenções de teclado neste show foram feitas por playback.

Em meia hora, a pista do palco principal já estava totalmente lotada, com todos muito ansiosos para entrada de Andre Matos e seu competente time de músicos. Apagam-se as luzes e o pequeno palco do Kazebre, ao som da Intro, é tomado pela fumaça. Eis que o show começa com “Leading On” – do disco “Mentalize” – e o público parecia estar mais empolgado com a entrada dos músico do que com o som em si, pois poucos segundos depois, a maioria do pessoal estava parada.

Logo em seguida, vem “I Will Return” com uma falha nos playbacks do coro inicial da música. Novamente, o público parece se empolgar pouco, talvez apenas no refrão. Pelo visto, as músicas do novo disco de Andre Matos não são tão intensas ao vivo.

Andre Matos se apresenta dizendo que o show teria muitas surpresas e é extremamente ovacionado pelo público, que reage melhor as próximas duas músicas: “Rio” – do disco “Time to be Free” - e a faixa-título de seu último trabalho solo, “Mentalize”. Mas a empolgação e a emoção só tomaram conta do público de verdade com a belíssima balada “Innocence” – do disco “Reason” do Shaman – a música foi cantada com tanto fervor que a nem se conseguia ouvir direito a voz de Andre Matos. O clássico do Shaman realmente colocou a galera de vez no clima do show.

Uma coisa notável foi a garra e a determinação do excelente guitarrista Hugo Mariutti (comparado a Justin Bieber por conta de seu novo penteado!), que agitava muito, bangueava, chamava o platéia a todo instante e tocava muito! Por outro lado, muitas pessoas criticavam, zoavam e incentivavam o ótimo baterista Eloy Casagrande a sair da banda Gloria, que é certamente bastante desprezada pelos fãs de Heavy Metal. Principalmente por mim.

Depois de Separate Ways, da boa Reason – faixa título do disco do Shaman – e da Myriad, com certeza a mais fraca da noite, o público começa a esfriar, mesmo com a competência de André Hernandes destilando bons solos.

Foi então que uma verdadeira chuva de hinos da história do Heavy Metal mundial começou a desabar no Kazebre e o público foi à loucura. Dos distantes tempos do Viper, veio o saudoso clássico “Prelude To Oblivion” – do álbum “Theatre of Fate” – deixando os fãs mais antigos totalmente extasiados com sua melodia alegre. Bons tempos que não voltam.

“Lisbon” – do disco “Fireworks - foi o primeiro clássico do Angra, banda em que Andre Matos mais se destacou, a ser tocado. A galera pulou, fez o chão estremecer e conseguiu fazer suas vozes serem mais altas do que qualquer coisa. Foi
Realmente emocionante. Andre Matos parecia muito satisfeito, mesmo ele que é um cara meio fechado.

O próximo som do Angra a ser tocado foi a faixa-título “Holy Land”, uma música dançante e agradável, bem interessante ao vivo. Mas nada a ser comparado quando todas as luzes ficaram vermelhas, mais fumaça foi despejada no palco e a inconfundível intro do disco “Angels Cry”, o prelúdio “Unfinished Allegro” foi tocado. Todos sabiam o que estava por vir: o maior clássico do Metal brasileiro de todos os tempos, a eterna “Carry On”. O que se via era tanto a banda quanto o público se entregando de corpo e alma ao clássico, até o limite da voz. Perfeito. Melhor parte do show.

Quando todo mundo estava totalmente esgotado depois do hino matador, a banda se apresentava com uma música instrumental. Todos os integrantes da banda foram muito aplaudidos. De repente, Eloy Casagrande começa a castigar sua bateria com rápidas baquetadas e inesperadamente começa a ser tocado a inesquecível “Pride” – do disco “Ritual” do Shaman – fazendo a platéia reunir forças pra curtir mais esse clássico. Foi realmente um grande presente para todos os fãs e fechou a apresentação da melhor maneira possível.

Em resumo, foi realmente um excelente show do reconhecido e talentoso Andre Matos, juntamente com sua ótima banda. Mas, esse show foi diferente de todos que eu já vi antes, afinal, nessa apresentação que estava quase começando a ficar chata, do nada, se transformou em um dos melhores momentos que já tive em shows de Heavy Metal. Valeu a pena encarar a fria madrugada no Kazebre.

ANDRE MATOS -
Andre Matos - vocais
Hugo Mariutti – guitarra
André Hernandes – guitarra
Bruno Ladislau – baixo
Eloy Casagrande - bateria

Set List -:
01 - Intro
02 – Leading On
03 – I Will Return
04 - Rio
05 - Mentalize
06 – Innocence – (Shaman)
07 – Separate Ways
08 – Reason – (Shaman)
09 - Myriad
10 – Prelude to Oblivion – (Viper)
11 – Lisbon – (Angra)
12 – Holy Land – (Angra)
+
13 – Intro - Unfinished Allegro – (Angra)
14 – Carry On – (Angra)
15 – Pride – (Shaman)

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