O critério do Angra para substituir Andre Matos por Edu Falaschi, segundo Rafael Bittencourt
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de janeiro de 2026
A saída de Andre Matos do Angra, no fim dos anos 1990, deixou uma pergunta inevitável no ar: como substituir uma das vozes mais marcantes da história do metal brasileiro sem descaracterizar a banda? A resposta, segundo Rafael Bittencourt, passou longe de procurar um "novo Andre" - e isso foi intencional.
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Durante um episódio especial do Amplifica, em que respondeu perguntas enviadas por fãs, Rafael explicou com clareza quais foram os critérios adotados pelo grupo naquele momento delicado. "Existia o seguinte critério. Primeiro, que fosse um músico talentoso", afirmou. E fez questão de esclarecer que talento, para ele, vai além da técnica vocal.
"Um músico talentoso nem sempre é um cara que canta bem", explicou. "Eu conheço bons cantores que eu não acho que são músicos talentosos, que não têm esse brilho especial." Segundo Rafael, o Angra buscava alguém que tivesse visão musical ampla, capacidade criativa e que pudesse contribuir ativamente nas composições, e não apenas cumprir o papel de intérprete.
O segundo ponto era ainda mais sensível - e decisivo. "A outra coisa é que não fosse uma cópia do Andre", cravou. Rafael deixou claro que a banda não queria alguém que entrasse tentando reproduzir maneirismos, timbres ou falsetes do antigo vocalista. "A gente não queria um cara que dissesse: 'olha, eu sei imitar o André direitinho, olha aqui, ó, Carry On'", ironizou.
Para ele, o risco de escolher alguém assim seria transformar o novo vocalista em uma sombra permanente do antecessor. "A gente não queria que fosse uma sombra do André, mas sim um novo super-herói", explicou. Essa metáfora, aliás, ajuda a entender a lógica estética e conceitual da banda naquele período.
Segundo Rafael, o próprio "storytelling" do Angra sempre esteve ligado à ideia de personagens únicos. "O marketing do Angra sempre foi esse hall de super-heróis da música que representam o Brasil no mundo", disse. Dentro dessa lógica, trocar o vocalista significava apresentar um novo personagem - não vestir alguém com a fantasia antiga. "Quando entra um novo super-herói, você não pode dar a mesma fantasia e fingir que é o mesmo cara."
Foi nesse contexto que Edu Falaschi se encaixou no perfil buscado. Para Rafael, Edu não chegou para imitar ninguém, mas para renovar. "O que a gente estava procurando eram novos super-heróis", resumiu. Alguém com identidade própria, disposto a explorar caminhos diferentes e abrir novas possibilidades musicais para a banda.
Ao ampliar a resposta, o guitarrista incluiu outros nomes importantes da trajetória do Angra. "Felipe Andreoli, Kiko Loureiro, Edu Falaschi… eles representam isso: não são cópias dos que vieram antes", afirmou. A ideia, segundo ele, sempre foi renovar, explorar novas musicalidades e permitir que cada formação deixasse sua própria marca.
Confira o vídeo completo abaixo.
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