Velhas Virgens: Para os que sentem falta do bom rock'n roll
Resenha - Velhas Virgens (Music Hall, Curitiba, 28/05/2011)
Por Márcio Alexsandro Pacheco
Postado em 05 de junho de 2011
Uma das mais irreventes bandas do cenário brasileiro, e auto intitulada como a "maior banda independente do Brasil", os Velhas Virgens fizeram seu show de encerramento do seu álbum "Ninguém beija como as lésbicas" na cidade de Curitiba no dia 28 de maio.
O grupo é composto por Paulão nos vocais, Alexandre Cavalo e Roy Carlini nas guitarras, Tuca no baixo, Simon na bateria e a bela Juliana Kosso, que faz o vocal feminino em algumas músicas, além de dar um toque mais sensual nas apresentanções do grupo.
O show em Curitiba foi gravado para virar um vídeo da música "Ninguém beija como as lésbicas", e se toda a gravação estiver boa, o show inteiro pode virar um DVD. Segundo comentou Paulão durante a apresentação, a cidade é um lugar muito especial para a banda, que sempre é recepcionada por um público animado, e que eles próprios já se sentem como paranaenses.
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O show, que começou cerca das 23h, terminou por volta da 1h da manhã, e teve duas músicas tocadas novamente para a gravação do DVD: "Cafajeste", cantada por Juliana – e que apesar da letra feminista, contou com uma perfomance da bela ruiva no palco que faziam os homens vibrar – e a outra foi "Toda Puta Mora Longe", com o refrão entoado em alto e bom som pela agitadíssima plateia.
Para abrir o show, o grupo usou uma paródia do tema dos sete anões, com Paulão vestido como "o gênio da garrafa" e marcando assim a primeira música honômina do show. A lista de canções variou entre trabalhos mais recentes da banda como "Ninguém beija como as lésbicas", "Cafajeste", "Strip & Blues", e 'clássicos' como "Abre essas pernas", "Beijos de corpo" e "Mulher do Diabo".
As canções da banda tem como marca registrada letras escrachadas e pornográficas que falam basicamente sobre mulheres, sexo, cerveja e rock 'n roll, temas consagrados no universo do rock. O estilo da banda usa do bom e velho rock 'n roll, flertando com o blues e o punk rock, e até mesmo contando com uma batidinha de samba e marchinhas de carnaval, mas com a 'pegada' características dos Velhas Virgens, como a música tocada durante o show "Eu bebo sim". O grupo inclusive lançou no começo do ano o seu segundo álbum de pagode e samba, "Carnavelhas 2", que conta com convidados ilustres como Laert do Língua de Trapo, Roger do Ultraje a Rigor e Paulo Miklos dos Titãs.
Paulão fez um discurso criticando sobre a tendência da nova geração do "rock colorido" e "emocore", mas que segundo a história, em breve o mundo do rock voltará a ter "colhões novamente". E para quem acha que o show dos 'chauvinistas' é composto apenas por marmanjos barbados e fanfarrões, a plateia em Curitiba estava recheada de mulheres, o que ficava ainda mais claro durante a música "Cafajeste", com a vocalista Juju detonando o sexo masculino e fazendo a mulherada cantar bem alto o refrão "cafajeste, não há homem que preste".
Para quem sente falta do bom e velho rock 'n roll e está cansado das "bandas coloridas", o Velhas Virgens está aí para, acima de tudo, divertir a galera, passar a noite bebendo e tocar rock and roll. A turnê do "Ninguém beija como as lésbicas" pode ter encerrado, mas a banda já continua no próximo mês de junho uma série de shows pelo Brasil para comemorar os seus 25 anos de carreira.
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