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Paul McCartney: repleto de momentos únicos e emocionantes

Resenha - Paul McCartney (Estádio do Engenhão, Rio de Janeiro, 22/05/2011)

Por Felipe Cipriani Ávila
Em 31/05/11

Paul McCartney. Macca, como é carinhosamente apelidado. O que se dizer desse senhor de 68 anos de idade que simplesmente é um dos maiores gênios da música existentes no planeta? Difícil, ou melhor, impossível, descrever a sua extensa contribuição não só para o Rock, mas para o mundo da música de maneira geral, através do fenômeno mundial The Beatles, do excelente Wings, do The Fireman ou de sua carreira solo. A última vez que ele foi para o Rio de Janeiro foi no ano de 1990.

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Todos estavam muito ansiosos, obviamente. Até o momento que se iniciou, nos telões fora do palco, a exibição de várias fotos e imagens, referentes não só ao Paul McCartney , The Beatles e as suas outras bandas, mas também a de diversos artistas e músicos. A idéia de se fazer isso como um "aquecimento" foi muito interessante, porém, o tempo para isso foi muito extenso e, por isso, a ansiedade e a vontade de que o show logo começasse e nós pudéssemos vê-lo junto com a sua banda, cresceu ainda mais.

Eis que depois desse tempo, entra no palco Paul McCartney e banda, abrindo com "Hello, Goodbye", belíssima música do The Beatles, de forma emocionante, mostrando que dali para frente certamente ele teria o público em suas mãos. Do início ao fim.
Logo em seguida foi executada uma música do Wings, "Jet", que é um rock’n’roll maravilhoso, contagiante e que assim o foi de maneira brilhante. Há de se elogiar também a banda que o acompanha, que é ótima, muito animada e coesa.

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A próxima música foi "All My Loving"! O que se dizer dessa música? Não há palavras cabíveis para se expressar a beleza da mesma! Ela foi cantada por todos de maneira emocionada.
A partir daí o que se pôde ver foi um desfile de clássicos. Como a ótima "Letting Go", dos Wings, e a clássica "Drive My Car", do The Beatles. Na execução da também ótima "Sing The Changes", música do The Fireman, o telão situado no interior do palco mostrou uma imagem de luzes que formava o rosto do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Outra grande música que foi executada foi a "Let Me Roll It", do Wings,com Paul tocando guitarra, acompanhada de um fragmento da "Foxy Lady", música do Grande Jimi Hendrix.

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E a execução de grandes clássicos continuou. Seja com "The Long And Winding Road", do The Beatles, com Paul ao piano, cantando de forma única e emocionada ou com a ovacionada e excelente música do Wings, "Nineteen Hundred And Eighty-Five". Há de se elogiar não só o desempenho de Paul como músico e cantor, mas também como um grande intérprete, mostrando não só estar muito empolgado por estar tocando no Rio de Janeiro depois de tanto tempo, assim como possuir um ótimo humor em cima do palco, brincando em vários momentos com a platéia, lendo um papel e falando em português (surpreendentemente até muito bem!) ou sorrindo em vários momentos. Não só ele mostrava toda essa empolgação, assim como o restante da banda, que sorria e brincava muito, seja com o baterista Abe Laboriel Jr dançando na animada "Dance Tonight", de maneira muito cômica e divertida, ou com o guitarrista Rusty Anderson simulando cair depois da frenética e bela execução, com direito a fogos de artifício, de "Live And Let Die". Ou seja, todos os músicos presentes naquele palco não apenas são ótimos nos seus respectivos instrumentos, assim como são empolgados e apaixonados pelo que fazem, proporcionando à platéia um espetáculo único, excelente e inesquecível, com toda a certeza.

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Outro grande momento do show foi a execução da belíssima "Blackbird". A habilidade dele no violão, assim como a sua bela voz, emocionou a todos os presentes no Estádio do Engenhão. Haja emoção!

Na música "Here Today", da sua carreira solo, ele, lendo em português, dedicou a música ao seu amigo John Lennon. A letra dessa música expressa bem a consideração e o amor pelo seu grande amigo. Foi praticamente impossível conter as lágrimas! Bela e justa homenagem!

Outra bela homenagem feita para outro membro da sua antiga banda, e essa sem dúvida fez muitos fãs dos The Beatles, mais uma vez, chorarem de saudades, foi com a maravilhosa e clássica "Something", dedicada ao compositor da própria, George Harrison. Paul inicia a execução da música no instrumento que George tanto utilizava e amava, o Ukulele, e depois, de maneira indescritível e emocionante, a banda o acompanha e imagens de George são exibidas no telão do palco. Certamente não só esse que vos escreve que não conseguiu conter as lágrimas! É impressionante como uma música consegue ser tão bela! Outra linda e justa homenagem!

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Citar mais belos momentos é difícil já que, sem exagero algum, o show foi repleto de momentos únicos e emocionantes. Todas as músicas, eu saliento, mais uma vez, com a ausência de exagero, foram executadas de maneira única e empolgada. Não houve momentos de quietude por parte da platéia, todos cantavam muito, faziam o símbolo do W com as mãos, quando eram executadas músicas dos Wings, e participavam do espetáculo a todo o momento. Como já foi citado, Paul teve o público na sua mão desde o início.

O repertório, como pode ser observado por qualquer fã do seu trabalho, é repleto de clássicos do início ao fim. Não há o que se reclamar. "Band On The Run", "Eleanor Rigby", "Back In The U.S.S.R.", "I’ve Got A Felling", só para citar alguns que ainda não foram mencionados, foram executados de maneira igualmente empolgante e bela.

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Não se pode deixar de mencionar a execução de "Hey Jude", cantada e tocada com visível emoção por Paul e com o público não só cantando a música toda, assim como muitos segurando cartazes escritos "Na", fazendo referência ao "Nanana" cantado em parte da música. A beleza e a criatividade de tantas pessoas segurando esses cartazes o deixaram ainda mais emocionado.

Ou seja, o que se viu foi uma interação entre público x banda maravilhosa. Sejam com os cartazes, com os balões, com as suas vozes, com a sua dedicação e amor, o público contribuiu e muito para a bela e entusiasmada execução de verdadeiros clássicos, que marcaram e continuam marcando várias gerações. O grande Paul McCartney não só agiu a altura, como já foi mencionado, como visivelmente se emocionou com todo esse amor e dedicação. Há de se enaltecer a saúde e vigor desse senhor de 68 anos de idade, que fez um show de quase três horas, voltando duas vezes ao palco! Sendo que no segundo Encore foi executado nada mais, nada menos, que a grande e sim, pesada, "Helter Skelter"! Muitas bandas compostas por membros muito mais jovens não tocam por tanto tempo e com tanto vigor!
No primeiro Encore tivemos a execução de outra música muito desejada por todos, "Day Tripper", assim como a "Lady Madonna" e "Get Back". No segundo Encore foi executada a belíssima "Yesterday", adicionada da já mencionada "Helter Skelter" e a maravilhosa "Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, acompanhada para a felicidade e emoção de todos por "The End"!

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Muitos fãs chamam Paul McCartney de Deus. Uma coisa que não pode se negar, de forma alguma, é o quão genial ele é como músico e compositor. A genialidade dele em cima do palco deve ser enaltecida também, já que nem mesmo a sua idade, 68 anos, o abala ou o impede de fazer um extenso e vigoroso show. No dia 22 de maio, no Estádio do Engenhão, ele não só reforçou tudo isso que foi dito, assim como marcou a vida de quarenta e cinco mil pessoas, para todo o sempre. Obrigado Paul McCartney e banda por esse grande e maravilhoso feito! Aguardamos ansiosamente o seu retorno! Há quem duvide?

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Banda:
Paul McCartney: Vocal, baixo, guitarra, violão, piano, bateria, Ukulele.
Rusty Anderson: Guitarra.
Brian Ray: Guitarra, baixo.
Abe Laboriel Jr: Bateria
Paul ¨Wix¨ Wickens: Teclados e outros instrumentos

1.Hello, Goodbye (The Beatles)
2.Jet (Wings)
3.All My Loving (The Beatles)
4.Letting Go (Wings)
5.Drive My Car (The Beatles)
6.Sing the Changes (The Fireman)
7.Let Me Roll It (Wings) (com fragmento de Foxy Lady)
8.The Long and Winding Road (The Beatles)
9.Nineteen Hundred and Eighty-Five (Wings)
10.Let 'Em In (Wings)
11.I've Just Seen a Face (The Beatles)
12.And I Love Her (The Beatles)
13.Blackbird (The Beatles)
14.Here Today (Paul McCartney)
15.Dance Tonight (Paul McCartney)
16.Mrs Vandebilt (Wings)
17.Eleanor Rigby (The Beatles)
18.Something (The Beatles)
19.Band on the Run (Wings)
20.Ob-La-Di, Ob-La-Da (The Beatles)
21.Back in the U.S.S.R. (The Beatles)
22.I've Got a Feeling (The Beatles)
23.Paperback Writer (The Beatles)
24.A Day in the Life / Give Peace A Chance (The Beatles / Lennon/McCartney (Original Release)
25.Let It Be (The Beatles)
26.Live and Let Die Paul McCartney & Wings)
27.Hey Jude (The Beatles)
Encore:
28.Day Tripper (The Beatles)
29.Lady Madonna (The Beatles)
30.Get Back (The Beatles)
Encore 2:
31.Yesterday (The Beatles)
32.Helter Skelter (The Beatles)
33.Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band / The End (The Beatles)

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Sobre Felipe Cipriani Ávila

Headbanger convicto e fanático, jornalista (graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas), colecionador compulsivo de discos, não vive, de modo algum, sem música. Procura, sempre, se aprofundar no melhor gênero de música do mundo, o Heavy Metal, assim como no Rock'n'Roll, de um modo geral, passando pelo clássico, pelo progressivo, pelo Hard setentista e oitentista, e não se esquecendo do Blues. Play It Loud!

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