Hypocrisy: o fim de uma espera de 18 anos em São Paulo

Resenha - Hypocrisy (Carioca Clube, São Paulo, 22/09/2010)

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Por Thiago Fuganti
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O dia 22/09/10 ficará marcado como o fim de uma espera de 18 anos (contando o lançamento do primeiro álbum); pois finalmente o HYPOCRISY, um dos pilares do Death Metal Europeu, tocou em nosso país, mais precisamente em São Paulo, no já tradicional Carioca Clube.

Por volta de 20h fomos informados ainda na fila, que o show previsto para começar às 21h00 iria atrasar por conta de uma confusão com o envio do equipamento da banda, por parte da companhia aérea.

Instantes antes das 21h, o GENOCIDIO, formado por W. Perna (baixo), Murillo L. (voz), Dennis D. (guitarra) e Fabio M. (bateria), sobiu ao palco do Carioca Clube dando inicio ao show com a música "The Clan", do último disco. O público ainda era razoável, visto que muitos estavam entrando (E muitos mais nem sabiam da escalação da banda para a abertura, visto que seu nome não constou no cartaz) Tocaram músicas de várias fases da carreira, intercalando com último disco, como "Numbness Sunshine", "Condemnation" e "Uproar". e fecharam com um cover para "Black Magic", do SLAYER. No final, o saldo foi positivo, pelo ótimo e pesado show dessa lendária banda Brasileira.

No intervalo, para deleite dos fanáticos por futebol, foi transmitido no telão o jogo do Corinthians x Santos. A mim restou comprar cervejas e esperar pela atração principal.

Era passado das 22h quando a intro foi solta nos PAs, avisando a todos que era chegada a hora do HYPOCRISY colocar a casa abaixo, e o fizeram, logo na primeira música "Valley Of The Damned", do aclamado disco "A Taste of Extreme Divinity", de 2009. Sem mais delongas, mandaram "Hang Him High", do mesmo CD.

O som estava um pouco embolado, principalmente as guitarras, mas nada que comprometesse a apresentação como um todo.

Após Peter ter uma rápida conversa com o público, sons de teclado anunciaram a pesada e cadenciada "Fractured Millenium", música do disco "Hypocrisy". de 1999. "Adjusting The Sun" e a ótima "Eraser" (com Peter fazendo sua tradicional pergunta o ao público: Are you Ready?????) vieram na seqüencia.

As próximas 5 foram uma volta ao passado da banda, iniciando com um medley pra lá de pesado! "Pleasures of Molestation / Osculum Obscenum / Penetralia", tiradas dos dois primeiros álbuns da banda, "Penetralia" e "Osculum Obscenum". Continuando, foi a vez, para deleite total da velha guarda presente, da famigerada "Apocalypse", seguida por "The Fourth Dimension".

O público passou praticamente o show todo batendo cabeça, e volta e meia uma roda de mosh era formada. Por sua vez, Peter Tägtgren, Mikael Hedlund, Tomas Elofsson e Reidar "Horgh" Horghagen (esse último também baterista do lendário Immortal) fizeram um show mais "contido", mas mesmo assim com grande domínio do palco e do público.

O primeira do cd "Virus" foi a rápida "The Killing Art", seguida por "A Coming Race" e pela cadenciada "Let The Knife Do The Talking", com todos bradando Kill... Kill... Kill..., junto com Peter.

"Weed Out the Weak" e "Fire In The Sky" fecharam a primeira parte do show.

A banda se retirou e logo voltou para o tradicional (e manjado) bis com uma trinca de tirar o fôlego (se é que nos restava algum): A pesada, arrastada e hipnótica "The Final Chapter", a rápida "Warpath" e o clássico absoluto " Roswell 47" (Com direito a um "São Paulo 47" na parte final da música) formaram o "Capítulo Final" de mais esse grandioso espetáculo de Metal Extremo em São Paulo. Resta-nos torcer para que voltem mais vezes, e desta vez com mais shows pelo Brasil.

Set List Genocidio:
1. The Clan
2. Transatlantic Catharsis
3. Numbness Sunshine
4. Pilgrim
5. Condemnation
6. Fire Rain
7. Uproar
8. Black Magic

Set List Hypocrisy:
1. Intro
2. Valley Of The Damned
3. Hang Him High
4. Fractured Millenium
5. Adjusting The Sun
6. Eraser
7. Pleasures of Molestation / Osculum Obscenum / Penetralia
8. Apocalypse / The Fourth Dimension
9. The Killing Art
10. A Coming Race
11. Let The Knife Do The Talking
12. Weed Out the Weak
13. Fire In The Sky

Bis
14. The Final Chapter
15. Warpath
16. Roswell 47

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Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

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