Peter Frampton: clássicos da longa carreira em São Paulo
Resenha - Peter Frampton (Via Funchal, São Paulo, 17/09/2010)
Por Sérgio Casa Nova
Fonte: Rising Guitar
Postado em 19 de setembro de 2010
Uma festa setentista era esperada para a noite de 17 de setembro na Via Funchal em São Paulo. Depois de 15 anos ausente dos palcos paulistas, Peter Frampton finalmente mataria a saudade de seus fãs. E como era de esperado, não decepcionou o público presente. Recheou o repertório com clássicos de sua longa carreira, dando destaque ao álbum "Frampton Comes Alive".
Quase pontualmente o guitarrista começou a apresentação com "From Day Creep", de sua antiga banda o Humble Pie. Logo na seqüência já ataca "It’s a Plain Shame", e já com o público conquistado, "Show Me The Way" coloca o Via Funchal abaixo.
Peter Frampton - Mais Novidades
Frampton está em excelente forma, cantando muito bem, com a mesma voz que o tornou uma grande estrela nos anos 70. Mas no show o que imperou foi a guitarra. Mostrando porque é citado como influência para nomes como Steve Morse e Steve Vai, o guitarrista brindou o público com muitos momentos instrumentais. Após "Restraint", uma das poucas canções do novo álbum, o excelente "Thank You Mr. Churchill", o guitarrista apresenta 3 temas instrumentais, mostrando toda sua técnica na guitarra.
A banda estava afiadíssima, o que torna impossível dar destaque a alguém em especial. Rob Arthur (teclados, guitarra e vocal) e John Regan (baixista, que acompanha Frampton há mais de 30 anos), Adam Lester (guitarra e vocais) e Dan Wojciechowski (bateria), tiveram seus momentos individuais no show. Mas quem comandava a festa era Frampton mesmo. O guitarrista trouxe ao Brasil o mesmo equipamento que apresentou na matéria para a Guitar World (para detalhes explicados pelo próprio, clique neste link), e sabe como usá-lo, foi uma série de timbres bem sacados e de muito bom gosto. Os temas instrumentais foram intercalados por alguns temas clássicos, muitos do álbum "Frampton Comes Alive", seu maior sucesso de vendas. Mas sem dúvida Frampton queria dar ênfase a guitarra e provar que além de bom compositor e cantor, sempre foi um excelente instrumentista.
Depois de uma versão inspirada de "Black Hole Sun" (hit da banda Soundgarden, que Frampton gravou no álbum instrumental "Fingerprints"), Frampton engata uma série de clássicos, "Baby, I Love Your Way", "(I’ll Give You) Money" e "Do You Feel Like We Do", tudo para matar a saudade de seu público. Como se não bastasse, Frampton tira da manga um dos seus grandes hits, revistos para esta tour latino-americana, "Breaking All The Rules". O guitarrista não colocava este grande som nos shows há quase 20 anos, mas pela recepção da platéia não deve sair mais. O show chega ao fim com uma emocionante versão para "While My Guitar Gently Weeps", do saudoso George Harrison.
Sem dúvida o que o Via Funchal assistiu foi um artista que não tem a intenção de mudar seu estilo e tentar novas audiências. Ao contrário, sabe que consegue isso fazendo o que sempre fez: um rock orgânico, sem frescuras e direto. Frampton, ao deixar o palco, mostrou que sua música ainda encontra espaço e relevância nos dias de hoje.
O set List foi o mesmo que apresentou em toda a tour sul-americana :
- Four Day Creep (composição da cantora de blues Ida Cox que o Humble Pie gravou no clássico "Performance Rockin’ The Fillmore" de 1971)
- It’s a Plain Shame (do álbum "Frampton Comes Alive")
- Show me the Way (do álbum "Frampton Comes Alive")
- Lines on my Face (do álbum "Frampton Comes Alive")
- Restraint (do álbum "Thank You Mr. Chuchill")
- Float (do álbum "Fingerprints")
- Boot it up (do álbum "Fingerprints")
- Double Nickels (do álbum "Fingerprints")
- I Wanna Go to the Sun (do álbum "Frampton Comes Alive")
- Off The Hook (do álbum "Peter Frampton")
- All I wanna be (is by your side) (do álbum "Frampton Comes Alive")
- Vaudeville Nanna and the Banjolele (do álbum "Thank You Mr. Chuchill")
- Black Hole Sun (do álbum "Fingerprints")
- Nassau / Baby, I love your way (do álbum "Frampton Comes Alive")
- (I’ll give you) Money (do álbum "Frampton Comes Alive")
- Do You Feel Like We Do (do álbum "Frampton Comes Alive")
Encore:
- Breaking All the Rules (do álbum "Breaking All the Rules")
- While my Guitar Gently Weeps (do álbum "Now")
Veja algumas fotos do show no link abaixo.
Outras resenhas de Peter Frampton (Via Funchal, São Paulo, 17/09/2010)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Black Sabbath que é o "marco zero" do thrash metal, segundo Andre Barcinski
Cinco clássicos do rock que você reconhece nos primeiros segundos e já sai cantando
O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Avenged Sevenfold reafirma em São Paulo porquê é a banda preferida entre os fãs
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Assista o primeiro teaser do filme oficial sobre a história do Judas Priest
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Um dos maiores sucessos dos Stones, descrito como "porcaria" por Keith Richards
Evan Dando (Lemonheads) é internado para tratar problemas mentais após assédio a fã
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
O cantor que Jack Black chamou de "Pavarotti do heavy metal"
As 10 tablaturas de guitarra do Iron Maiden mais acessadas na história do Ultimate Guitar
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
A música de novo disco do Megadeth que lembra o Metallica, de acordo com Gastão Moreira
A melhor faixa do primeiro disco do Metallica, segundo o Heavy Consequence
A opinião de Renato Russo sobre o líder comunista Fidel Castro
O clássico dos Beatles que John Lennon achava que combinava mais com os Wings do Paul
Amy Lee, do Evanescence, aponta a jovem banda que vai carregar a tocha do som pesado


"Frampton Comes Alive!" ganhará reedição especial celebrando seus 50 anos
O músico que seria salvo pelo The Who, ficou a ver navios e David Bowie o tirou da lama
Eddie Vedder aponta o guitarrista clássico que está no nível de Jimmy Page e Pete Townshend
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



