Hibria e Distraught: fotos e resenha da apresentação em POA

Resenha - Hibria e Distraught (Drakkar Music Hall, Porto Alegre, 13/07/2010)

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Por Paulo Finatto Jr.
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.













Em Porto Alegre, pouco importou se o Dia Internacional do Rock caiu na terça-feira mais gelada do ano. Na data especial do calendário, os gaúchos não perderam a oportunidade de conferir duas das maiores bandas do estado em uma apresentação arrasadora. HIBRIA e DISTRAUGHT proporcionaram uma bela noite para todos os headbangers que invadiram o Drakkar Music Hall, mesmo com uma previsão climática nada interessante.

Fotos: Liny Rocks

De volta à capital gaúcha depois da abertura para o MEGADETH em abril, a DISTRAUGHT ficou encarregada de iniciar as atividades da noite. Com cerca de uma hora de atraso, o quinteto formado por André Meyer (vocal), Marcos Machado (guitarra), Ricardo Silveira (guitarra), Nelson Casagrande (baixo) e Dionatan Santos (bateria) retornou aos palcos da sua cidade natal para continuar a promoção do seu mais recente disco, "Unnatural Display of Art". As 22h a banda entrou em cena com "The End of Times" e "Burial of Bones", duas faixas do álbum novo. Destaque, nesse primeiro momento, para a iluminação impecável do Drakkar - que proporcionou um belo espetáculo colorido para as duas bandas.

Desde o início do show, a DISTRAUGHT deixou evidente a extrema qualidade do seu thrash metal, que completa exatos vinte anos de história em 2010. As músicas novas - estruturalmente similares às presentes em "Behind the Veil", o disco anterior - funcionam muitíssimo bem ao vivo. Com uma camiseta que dizia "Your God is Dead", André Meyer comandava o mosh na frente do palco e viu um que outro corajoso tentar um stage diving sobre a plateia. Em seguida, os presentes quebraram o pescoço na ótima "The Order", um dos maiores sucessos do disco anterior.

Na sequência, "Reflections of Clarity", uma das melhores composições de "Unnatural Display of Art", veio para colocar abaixo o Drakkar Music Hall, tomado completamente por cerca de duzentos headbangers. A sintonia dos guitarristas Marcos Machado e Ricardo Silveira se mostrou claramente na faixa seguinte, "Your God is Dead" - como a frase na camiseta de Meyer. O vocalista ainda dedicou a próxima composição ao público que não conseguiu assistir ao show de abertura para o MEGADETH. A cidade rock n' roll - como definiu André Meyer - conferiu ainda o petardo "Buning Pages" e a agressiva "Haunting the Enemy", outra grande faixa do último álbum.

Depois de "Killing Silence", a DISTRAUGHT anunciou um dos novos hinos do grupo. "Hellucinations" possui um refrão simples, ideal para que o público possa cantar junto com a banda. Não foi diferente: mesmo que André Meyer tenha deixado o microfone escapar, os fãs entoaram a parte principal da música eficientemente. Para encerrar, o quinteto ainda executou uma versão para a inusitada "Into the Pit", do FIGHT, antigo projeto do cantor ROB HALFORD. Depois de uma hora de um show impecável, não resta dúvidas: a DISTRAUGHT é um dos maiores ícones do thrash metal brasileiro.

A HIBRIA iniciou o seu espetáculo às 23h35. Enquanto que brotava dos PA's do Drakkar uma faixa instrumental e introdutória, um pano com a capa de "The Skull Collectors" cobria inteiramente o palco e a visão da plateia. Com a queda dele, a apresentação do grupo começou de forma matadora com "Tiger Punch", talvez a composição de maior impacto - do segundo álbum - entre os fãs, que cantaram o refrão junto com a banda.

Sem tocar ao vivo em Porto Alegre desde a abertura para o METALLICA em janeiro, o quinteto pode, finalmente, mostrar para os gaúchos o seu novo baixista. Benhur Lima ocupa agora o posto herdado de Marco Panichi e está acompanhado por Iuri Sanson (vocal), Diego Kasper e Abel Camargo (guitarras) e Eduardo Baldo (bateria). Na sequência, a banda mandou "Millennium Quest", faixa presente no primeiro álbum da banda, "Defying the Rules", de 2005.

Certamente, o grupo possui uma das posturas mais profissionais no meio underground gaúcho. Não é por acaso que a banda já excursionou pela Europa no passado e pela Ásia e pela América do Norte no presente - sempre diante de plateias invejáveis para muitos nomes do metal mundial. Como não poderia ser diferente, o grupo gaúcho esbanja competência em cima do palco. Do mesmo modo, a performance dos caras é extremamente carismática, sobretudo para os fãs gaúchos, que acompanharam a HIBRIA crescer e evoluir ao longo do tempo.

Dando sequência ao show, a banda ainda executou outras três composições do seu mais recente álbum: "Devoted to Your Fear", "Reborn from the Ashes" e "The Anger Inside". As três músicas contêm a essência do grupo: riffs verdadeiramente pesados, melodias rápidas e refrões pegajosos. Essa última característica é evidente em "The Anger Inside", que contou com o acompanhamento de algumas vozes da plateia, juntamente com o vocalista Iuri Sanson.

Depois de "Living Under Ice" - marcada por uma entrada diferente, mas matadora em comparação com a versão de "Defying the Rules" -, um momento inusitado no show da HIBRIA: a banda executou uma música inédita, que estará presente no próximo álbum, ainda em fase de composição. "Nonconforming Mind" não destoa das demais canções da banda. Entretanto, a nova faixa conta com riffs mais pesados que o comum - quase que brutais. Em continuidade ao espetáculo, o grupo trouxe ainda "Steel Lord on Wheels", provavelmente o maior clássico dos caras. Nessa música, o público agitou bastante - cantando do inicio ao fim junto com Sanson.

Com uma versão ainda mais pesada de "Defying the Rules", a banda encaminhou o seu show para a etapa final, com as recentes "Sea of Revenge" e "The Skull Collectors", faixa-título do segundo álbum. Da mesma forma que iniciou o espetáculo, o grupo finalizou uma hora de apresentação de maneira impecável - e com o público na mão e plenamente saciado. Se a DISTRAUGHT pode ser condicionada à ícone do thrash metal brasileiro, não há um único adjetivo à altura da HIBRIA, diante da sua grandeza em cima do palco - e de suas composições sensacionais.

Set-list Distraught:

01. The End of Times
02. Burial of Bones
03. The Order
04. Reflections of Clarity
05. Your God is Dead
06. Burning Pages
07. Hauting the Enemy
08. Killing Silence
09. Hellucinations
10. Into the Pit (Fight)

Set-list Hibria:

01. Tiger Punch
02. Millennium Quest
03. Devoted to Your Fear
04. Reborn from the Ashes
05. The Anger Inside
06. Living Under Ice
07. Nonconforming Mind
08. Steel Lord on Wheels
09. Defying the Rules
10. Sea of Revenge
11. The Skull Collectors



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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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