U.F.O.: grande show, de uma grande banda, em São Paulo
Resenha - UFO (Carioca Club, São Paulo, 26/05/2010)
Por Luiz Felipe Freitas
Postado em 08 de junho de 2010
Após 41 anos de carreira e 20 álbuns de estúdio, o UFO finalmente veio ao Brasil para quatro shows, em quatro dias. Tive a oportunidade de presenciar a primeira apresentação, em São Paulo. Depois a banda seguiu para Goiânia, Belo Horizonte e Recife.
Antes de falar do show, gostaria de parabenizar os promotores que conseguiram trazer essa respeitável banda para uma turnê brasileira (não foram a nenhum outro país da América Latina). A lamentar apenas a não inclusão do Rio de Janeiro no circuito, que também não viu ZZ Top, nem Aerosmith (de novo!). Não posso deixar de criticar o estado lastimável em que se encontra a cena rock n' roll do Rio.
O jeito foi mentir pra chefe, faltar o trabalho e pegar a ponte aérea pra São Paulo. Chegando à casa de show (o bom Carioca Club, vejam só que ironia!), uma fila considerável já estava formada, aguardando a entrada dos portões, que aconteceu no horário marcado. Segundo informações pela internet, um público de cerca de 1.200 pessoas compareceu.
O UFO abriu o show com a porrada "Let it roll", seguida de "Mother Mary", ambas do álbum Force it (1975). Depois vieram com uma do penúltimo álbum (You are Here, de 2004), "When daylight goes to town", boa música, mas que não empolgou a maioria, ávidos pelos clássicos depois de tantos anos de espera. Voltando à década de 70, a banda mandou uma bela sequência: "Out in the streets" foi muito bem executada, onde Paul Raymond pôde mostrar o porquê da inclusão de um tecladista a partir de 1976. "This kids" e "Cherry" mostraram uma banda bem entrosada, preparando o terreno para o primeiro grande hit da noite "Only you can rock me".
A turnê é do (muito bom) álbum "The Visitor", representado pela faixa "Hell driver". Em outros shows dessa turnê, eles vinham tocando "Saving me" e "Stop breaking down", o que não aconteceu no Brasil, infelizmente. O épico "Love to love" levou o público ao delírio, cantando junto com Phil Mogg. Aliás, como está cantando esse senhor de 62 anos!
A última surpresa da noite ficou por conta de "I ain't no baby", música menos comum nos shows. Daí pra frente, só os clássicos que fizeram a platéia pular e cantar ao som de "Too hot to handle" e "Lights out". No bis, as duas representantes do Phenomenom (1974), "Rock Bottom" e "Doctor doctor", esta última usada há alguns anos pelo Iron Maiden antes de apagar as luzes para o início do show.
Por fim, tenho que mencionar e parabenizar o baterista Andy Parker, da formação clássica da banda, visivelmente satisfeito por estar ali. Se a idade se faz visível na aparência de Phil Mogg, o mesmo não se pode dizer da sua voz. Depois desse show, reforço a minha opinião de que Phil Mogg é um dos maiores vocalistas em atividade, e um dos mais subestimados também. Vinnie Moore caiu como uma luva na banda, para assumir o posto consagrado por Michael Schenker. Os últimos três álbuns de estúdio com ele deram novo ânimo para a banda, ainda que em minha opinião, ao vivo, ele exagere no virtuosismo em alguns momentos. O baixista improvisado, Rob De Luca, que esteve aqui recente com Sebastian Bach, foi competente, assim como o figuraça Paul Raymond.
Grande show, de uma grande banda pouco conhecida por aqui, mas que influenciou uma série de outras bandas, principalmente o movimento NWOBHM. Pelo que mostrou, a banda pode lançar mais alguns álbuns e quem sabe, voltar ao Brasil. Ficarei na torcida.
Acesse também:
UFO no MOFODEU: http://www.mofodeu.com/?tag=ufo
Especial do MOFODEU sobre Michael Schenker: http://www.mofodeu.com/?p=24
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