Living Colour: ecletismo musical reforçado por tecnologia

Resenha - Living Colour (Via Funchal, São Paulo, 15/10/2009)

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Por Sérgio Casa Nova, Fonte: Risinguitar
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Muito já foi dito sobre a importância da banda para o cenário do rock. De como renovaram no fim dos anos 80, inicio dos 90, gravando três álbuns essenciais ("Vivid", "Time´s Up" e "Stain") antes de um fim prematuro. Depois de um período de alguns trabalhos solos, mais maduros, resolveram reformular a banda, chegando agora ao segundo trabalho de estúdio nesta nova fase, "The Chair in the Doorway".

Fotos: Roberta Forster

A banda já é bem conhecida do público brasileiro. Desde 1992 têm freqüentado nossos palcos, mas sempre podemos esperar por novidades. O Living Colour sempre inova e incorpora elementos novos para seu som. Uma das características é, por causa da formação variada de seus integrantes, este ecletismo musical, reforçado sempre pelas novidades tecnológicas que usam sem nenhum pudor. E foi isso que mais chamou a atenção nesta quinta passagem da banda pelo Brasil.

Dando destaque ao repertório do novo trabalho, que tocaram quase inteiro, a banda fez jus a sua reputação. É nítido o entrosamento dos quatros músicos, importante para uma banda de rock. O guitarrista Vernon Reid trouxe um verdadeiro mar de sons diferentes para esse show. Seu arsenal parece ilimitado, uma pena que enfrentou alguns problemas técnicos durante o show, mas nada que tirasse o seu brilho na noite. Não dá para descrever o que ele usava, pois os efeitos e sons sintetizados estavam conectados a um laptop, o que aumenta muita as possibilidades de criar novos sons e controla-los à vontade. Os sons eram mandados para três amplificadores, um Fender e dois cabeçotes Mesa Boogie Dual-Rectifier (sendo que um deles deu problema e foi substituído por um Marshall JCM 800) e ligados cada um em caixa Marshall 4x12. Reid parece que deixou de lado da utilizar as guitarras Hammer, o show inteiro tocou apenas com guitarras Parker.

A banda entra com “Middle Man”, do primeiro álbum "Vivid", seguida de “Time´s Up” e “Go Away”. Depois de “Sacred Ground” (a única de "Collideoscope"), a banda começa uma seqüência de músicas do novo álbum, com destaque para “Burned Bridges”, ¨Method” e a pesada “Decadence”. Como de costume em “Open Letter (To a Landlord)”, quem mostra seu potencial é o vocalista Corey Glover. O baixista Doug Wimbish teve seu momento solo durante “Bi” e antes de uma cover bem sacada de “Papa Was a Rolling Stone”, o baterista Will Calhoun fez um solo inspiradíssimo de bateria, alternando sons digitais e analógicos.

Depois de mais algumas canções de "The Chair in the Doorway", voltam os clássicos da banda, “Elvis is Dead”, “Pride”, para fechar com “Cult of Personality”. No bis, “Love Rears it´s Ugly Head” e o cover pra “Should I Stay Or Should I Go”. Mais um show memorável em terras brasileiras. Em resumo o Living Colour provou que sua mistura universal de sons tem ainda mais espaço e relevância em um mundo globalizado.

Repertório:
Middle Man
Time's Up
Go Away
Sacred Ground
Burned Bridges
The Chair
Decadance
Young Man
Method
Open Letter (To a Landlord)
Bi (com solo do baixista Doug Wimbish)
Solo de bateria de Will Calhoun
Papa Was a Rolling Stone
Glamour Boys
Behind The Sun
Bless Those
Hard Times
Out of My Mind
Elvis is Dead
Type
Cult of Personality
Love Rears it´s Ugly Head
Should I Stay or Should I Go + What's Your Favorite Colour (Theme Song)

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