The Cult: Review e fotos da grande apresentação em São Paulo
Resenha - The Cult (Credicard Hall, São Paulo, 08/10/2008)
Por Pedro Henrique Cardoso Carvalho
Postado em 21 de outubro de 2008
Noite fria e chuvosa na Paulicéia, clima perfeito para assistir a apresentação do Cult, banda que cativou milhares de jovens de várias gerações pelo mundo inteiro com seus mais de 20 anos de carreira.
Fotos: Valéria Alves
Vindo diretamente de Bradford, onde impera o estilo ‘moderninho pós punk semi gótico e um pouquinho animado’, com um atraso de mais de meia hora, os ingleses entraram no palco iluminado pelas luzes roxas e já aquecido com o calor da platéia impaciente mandando a faixa "Nirvana", classicasso do disco "LOVE". Claro que o atraso, e todo o suspense, só contribuíram para subir o gás da galera. Malandros esses rapazes do Cult.
Infelizmente para uns ou felizmente para outros, o preço do ingresso não contribuiu para a lotação da casa. Era possível caminhar lá dentro sem problemas e chegar até a grade facilmente. Ótimo para quem não viu a última apresentação da banda em 2006. Para quem viu e se decepcionou, foi uma nova chance.
Na seqüência vieram "Rain" e "I Assassin", do disco novo "Born Into This", razão pela qual o Cult "revisitado" entrou em turnê. Os novos integrantes que acompanham Ian e Duffy se mostraram muito competentes on stage, o guitarrista Mike Dimkich com seu perfil singular parecia muito empolgado e foi carismático com o público. Com uma postura muito energética, sempre fazia poses engraçadas para os fotógrafos, diferente do vocalista e membro original Ian, que limitou-se a cantar. Não decepcionou, claro, mas foi muito pouco retórico com o público.
Depois de mais algumas músicas como "Edie", "Illuminated" e "Li’ Devil", inusitadamente e inconseqüentemente, Ian jogou sua meia-lua para a galera, quase acertando a cabeça de um segurança, e seguiu o show como se nada tivesse acontecido cantando "Horse Nation", "Spiritwalker" e "Rise", do penúltimo álbum da banda. Já a performance a lá "Deus do Metal" de Duffy foi muito bem aceita, dando espaço até para um backplaying em sua guitarra branca. Moleque maroto.
No meu ponto de vista, o mais legal e engraçado de acompanhar o Cult tocar, é ver como o pessoal mais novo admira a banda e como o pessoal mais velho fica saudosista escutando os clássicos. Conferir um tiozinho com seus 40 e tantos anos agitando enquanto os caras mandam ver é impagável!
Depois da metade do show Ian parecia um pouco mais empolgado, tentando até um "Olê, Olê, Olê, Olêêê, Cult, Cult" que não teve muito sucesso. Torcida de futebol não é mesmo muito a cara dele. Então resolveu mandar beijocas para o público e agradeceu a energia cantando o que seria a última música da noite, "Love Removal Machine".
A galera foi ao delírio então, mas como eu disse esses caras são muito imprevisíveis e pouco tempo depois voltaram para o Bis que, devo dizer, empolgou muito, muito mesmo até os fãs mais displicentes. As duas músicas que seguiram, arrancaram gritos e até lágrimas do pessoal, que a essa hora já nem lembravam mais que os caras tinham entrado atrasados no palco. Perto da meia-noite encerraram a apresentação com o hit "She Sells Sanctuary", muito bem executado inclusive pelo baixista Chris Wise, que detonou, e pelo baterista John Tempesta.
Realmente acho que os fãs que ficaram com a má impressão de 2006 devem reconhecer o esforço da banda para tentar apagar essa imagem e mostrar o Cult como ele é!
Foi uma grande apresentação e esperamos que não seja a última deles aqui em terras brazucas.
Set List:
Nirvana
Rain
I Assassin
The Witch
Fire Woman
Edie (Ciao Baby)
lluminated
Li' Devil
Horse Nation
Spiritwalker
Rise
Savages
The Phoenix
Dirty Little Rockstar
Wild Flower
Love Removal Machine
Bis:
Sweet Soul Sister
She Sells Sanctuary
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