Motley Crue: chuva e público inflamado na Argentina

Resenha - Motley Crue (Pepsi Music, Buenos Aires, 11/10/2008)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por De Paiva, Fonte: HardZone
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagine a cena: Uma noite de céu vermelho e chuva torrencial. De um lado, um bando de vinte e cinco mil loucos fazendo subir uma espessa nuvem de vapor e de outro uma das maiores bandas da história do hard rock, em plena forma: estes são os principais ingredientes de um show homérico, o do Mötley Crüe em Buenos Aires.

5000 acessosCarreira solo: 7 músicos que nunca lançaram projetos paralelos5000 acessosIron Maiden: quinze canções que definem a banda

Pela primeira vez na América do Sul em toda a sua carreira, era evidente a satisfação da banda ao tocar na Argentina e ao ver um público tão pirado - em todos os sentidos. Ao ouvir de Tommy Lee que aquele era "o melhor lugar que já tinham tocado até hoje", a primeira reação que temos é pensar: Ele deve dizer isso em todos os shows. Mas o que se viu no Club Ciudad de Buenos Aires deixa realmente no ar que pode ter sido mesmo o melhor, pois realmente não há nada como estar em um show como este em terras portenhas!

Não havia um aglomerado de pessoas mais empolgadas pulando à frente do palco: eram vinte e cinco mil pessoas ensandecidas, sem conseguir fincar os pés no chão, tamanha a "fúria" e a felicidade de ter o Mötley Crüe à sua frente, depois de esperar a vida toda! O público cantava todas as letras e todos os riffs de todas as músicas, em uníssono. "Cantar riffs" não é costume em lugar algum do mundo (exceto em umas duas músicas do Iron Maiden), mas o resultado - que lembra muito os gritos de uma torcida de futebol - é perfeito, empolgante. Além disso, o calor da "hincha" contrastava com o frio que a chuva trazia, fazendo subir do local uma grande nuvem de vapor: um autêntico caldeirão!

E esta empolgação se refletiu no palco: a banda toda não se fez de rogada e por diversas vezes foi pra chuva também, esbanjando simpatia e disposição. A execução das músicas foi excelente, apesar de algumas falhas nos equipamentos - certamente por causa do toró - e por algumas vezes onde a banda parecia não se escutar muito bem sobre o palco. Nikki Sixx estava possuído, muito animado. Vince Neil não parava um instante (mesmo não estando com o físico de outros tempos) e até Mick Mars, sempre parado por causa de sua doença, foi pra chuva ao final do espetáculo. Tommy Lee, além de dar um show à parte atrás de seu bumbo gigante, resumiu, em castelhano mesmo, todo o sentimento hard rocker que envolvia aquela noite: "Me gusta la fiesta"!

O show começou com "Kickstart My Heart" e "Wild Side", e já de cara o bicho pegou de acordo. Era complicado permanecer em pé, dada a recepção impressionante do público a esses clássicos. Existem públicos frios, públicos mornos, públicos empolgados e o público argentino. Nunca vi uma reação daquela em um show de rock, e acho que os integrantes do Mötley Crüe também não, pois dava pra ver no semblante dos caras a perplexidade em ver aquela euforia toda.

O set seguiu com outros clássicos, como "Shout At The Devil", "Primal Scream" e "Live Wire" (este após um solo meio desnecessário do Mick Mars). Como esse era um show da turnê do excelente "Saints Of Los Angeles", claro que esse disco teria que ser representado, e assim o foi, com a faixa titulo e "Motherfucker Of The Year", que não tiveram a mesma recepção empolgada das outras músicas, fato até compreensível, pois clássicos sempre irão sobrepujar músicas novas na preferência do público, independente da banda que esteja tocando.

Mas os clássicos voltaram a dar o ar da graça com "Don´t Go Away Mad (Just Go Away)", "Same Old Situation" e "Looks That Kill", e o público continuava a dar seu espetáculo particular. "Red Hot" e "Louder Than Hell" foram as surpresas da noite, músicas mais "lado B" dos seminais "Shout At The Devil" e "Theatre Of Pain", respectivamente.

Momento marcante aconteceu quando o Vince Neil pediu pra galera colocar o punho direito no ar, e fazer o movimento típico de quem está acelerando uma moto, e assim que o público respondeu a esse pedido, obviamente veio o hino máximo da banda, "Girls Girls Girls", emendada com nada mais nada menos que "Dr. Feelgood".

Depois de um breve intervalo, a banda volta (com Vince Neil usando a camisa da Argentina) para o bis com a linda "Home Sweet Home", a aí não tem jeito, aquele momento histórico, com aquele toró de proporções bíblicas que caía, e aquela música sensacional, só sendo um ser inanimado pra não se emocionar, e o público cantou em uníssono, colocando um ponto final naquele que foi certamente um dos melhores shows já assistidos por quem esteve presente.

Show perfeito, banda extremamente profissional (com a chuva que caía, o som dando pau a toda hora e mesmo assim em momento algum se viu algum traço de insatisfação por parte dos músicos), público impressionante, set list excelente, tudo colaborando para marcar essa noite eternamente na vida dos fãs. E, depois disso tudo, fica uma certeza: eles voltarão.

5000 acessosQuer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Carreira soloCarreira solo
7 músicos que nunca lançaram projetos paralelos

525 acessosHair Metal: em vídeo, as dez maiores bandas do gênero2754 acessosRock e Metal: em vídeo, as dez maiores tretas entre músicos857 acessosMotley Crue: finalmente a maior biografia do rock vai virar filme0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Motley Crue"

Motley CrueMotley Crue
As críticas de Vince Neil a Nikki Sixx e Tommy Lee

Mötley CrüeMötley Crüe
"A morte dói", diz o baixista Nikki Sixx

LemmyLemmy
O Motley Crüe era mais foda que muitas bandas de Metal

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Motley Crue"

Iron MaidenIron Maiden
Quinze canções que definem a banda

MotörheadMotörhead
"Sharon equivale a três Iron Maidens. É como um homem!"

Capas clássicasCapas clássicas
Os locais onde foram feitas nos dias de hoje

5000 acessosIron Maiden: quinze canções que definem a banda5000 acessosW. Axl Rose: antes do Hollywood Rose e do Guns houve o Rapidfire5000 acessosLoudwire: as 10 melhores músicas do Nirvana5000 acessosDave Mustaine: indo buscar rango com um de seus carrinhos1398 acessosMelhores shows de 2014: as escolhas do redator Pedro Zambarda de Araújo5000 acessosSteven Tyler: "nunca esquecerei a audição para o Zeppelin"

Sobre De Paiva

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online