Resenha - Bad Religion (Credicard Hall, São Paulo, 14/04/2007)

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Por Renato Togawa
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Pra quem tem seus 20 e poucos anos (como eu) e entrou no mundo do Rock ouvindo Punk Rock (como eu), provavelmente os californianos do Bad Religion são uma referência no estilo. O show no Credicard Hall foi prova de que isso é verdade. Em sua quinta passagem por terras brasileiras, a banda fez um show repleto de seus grandes clássicos.

Fotos: Daniel Zappe (do show do Rio de Janeiro)

A maioria dos presentes aparentava uma faixa etária maior que a esperada, se tratando de um show de uma banda que conquista sua admiração na adolescência. Portanto, tínhamos uma pista muito mais “comportada” (na medida do possível). Claro, houve rodas, pirâmides, moshs, pessoas sendo levadas pela galera, mas nada comparado a qualquer show similar. Afinal, show de Punk Rock sem tudo isso, não é show de Punk Rock.

Quanto à apresentação da banda, o começo do show era uma prévia do que vinha pela frente. Sem frescuras, como toda banda Punk Rock deve (ou deveria) ser, as luzes do Credicard Hall se apagaram com 10 minutos de atraso (considero até 15 minutos, um atraso tolerável). As cortinas subiram e o riff de “American Jesus” ecoou por todo o lugar. Uma grata surpresa. Quem não pesquisou o repertório anteriormente, com certeza achou que o maior sucesso do grupo seria guardado mais pro final. A música foi cantada do começo ao fim pela platéia, empolgada. Outros destaques foram “21st Century Digital Boy”, “Anesthesia”, “Infected”, “Can´t Stop It” e “No Control”.

Energia era o que não faltava em cima do palco. Apesar dos integrantes estarem na casa dos 40 anos, pareciam garotos de 18, no auge de sua forma. O vocalista Greg Graffin, muito simpático e carismático, estava bem comunicativo com os presentes. Afirmou que o entusiasmo dos fãs brasileiro que os fazem sempre voltar para o país.

Falou de churrascaria, apareceu com um copo de caipirinha, enfim, seu carisma acertou em cheio o Credicard Hall. Falou sobre política também, pedindo para não entregarmos a Amazônia para os Estados Unidos. Disse também que São Paulo é a segunda cidade que ele mais gosta no mundo, pois é muito parecida com a sua cidade preferida. Foi a deixa para a banda tocar “Los Angeles Is Burning”. Ao final da música, Graffin queria agradecer um por um, todos os presentes.

Após uma boa seqüência com “Struck a Nerve”, “Suffer” e “Recipe for Hate”, a banda deixou o palco. O público presente no Credicard Hall, não satisfeito, gritava: “Punk Rock Song! Punk Rock Song! Punk Rock Song!”. A banda volta ao palco e Greg desconversa: “What? One more song?”. O bis contou com “Generator”, com a introdução registrada no disco ao vivo “Tested”, lentinha no começo e brutal no refrão. Em seguida veio “Heroes And Martyrs”, música do novo disco do grupo, “New Maps Of Hell”, com o lançamento previsto para junho nos Estados Unidos.

Tudo que é bom, infelizmente termina. E rápido. Após “Along The Way”, a banda fechou a apresentação de hora e vinte minutos com “Sorrow”. No início do show, o vocalista disse que sentiu saudades do Brasil. Acredito que o Bad Religion voltará muito em breve, com o lançamento de “New Maps Of Hell”. Mas seria legal vê-los aqui novamente. Nem que seja pra comer na churrascaria e tomar caipirinha.

Bad Religion:
Greg Graffin – Vocal
Brett Gurewitz – Guitarra
Greg Hetson – Guitarra
Brian Baker – Guitarra
Jay Bentley – Baixo
Brooks Wackerman – Bateria

Setlist

American Jesus
I want To conquer Ther World
Let Them Eat War
21st Century (Digital Boy)
You
The Defense
Anesthesia
Infected
Supersonic
Prove It
Can't Stop It
Sanity
No Control
Epiphany
LA Is Burning
Struck A Nerve
Suffer
Recipe For Hate

Bis
Generator
Heroes and Martyrs
Fuck Armageddon... This Is Hell
Along The Way
Sorrow

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