Badfinger: Daquelas bandas que merecem mais reconhecimento
Resenha - Badfinger (Campinas, 22/04/2006)
Por Gabriel Gonçalves
Postado em 05 de maio de 2006
O Badfinger é uma daquelas bandas que merecem muito mais reconhecimento do que realmente tem. Contratada pela Apple Corporation - empresa que os Beatles fundaram para lançar seus trabalhos e de outros artistas – em 1968 quando ainda se chamava The Iveys, a banda lançou seu primeiro single – "Maybe Tomorrow" – que não vendeu o esperado. Em 1969, ainda como The Iveys, eles estouraram com a canção "Come and get it", escrita por Paul McCartney. Em 1970, eles adotaram o nome Badfinger e estabilizaram a formação conhecida como a clássica na história da banda: Pete Ham na guitarra e voz, Mike Gibbins na bateria, Tom Evans no baixo e voz, e Joey Molland, o mais novo integrante, na guitarra e voz.
Trinta e seis anos depois, o Badfinger vem ao Brasil para uma única apresentação em Campinas-SP, no evento Campinas Moto Week. Contando apenas com Joey Molland como remanescente da formação clássica, já que Pete Ham e Tom Evans se suicidaram e Mike Gibbins morreu de causas naturais, o Badfinger fez um show arrasador, mesmo com um público minúsculo.
O show começou por volta das 23h30 com a clássica Come and get it. O som estava muito bem equalizado, e a banda extremamente entrosada brindou o público com verdadeiros hinos do rock. "Day after day", "Baby blue", "Midnight caller" e, é claro, "No matter what you are", o maior hit da banda, fizeram o pequeno, porém animado público, cantar, pular, dançar, gritar, enfim, curtir um show de Rock n’ Roll do jeito que ele deve ser curtido.
Vale destacar a postura da banda que, mesmo tocando para um público diminuto, parecia se divertir o tempo todo o que, consequentemente, contagiou a audiência. Como era de se esperar, Molland foi o porta voz da banda, contando as histórias e curiosidades de cada canção que tocavam. Uma grande surpresa foi ver que todos os integrantes da banda se revezavam nos vocais, com a exceção do baterista John Richardson. Um dos pontos altos da noite – e foram vários – foi ver o baixista Mark Healey cantando "Midnight Caller". Que voz tem esse cidadão!
Após duas horas de show aproximadamente, os integrantes marcam o tempo e cantam com as vozes harmonizadas: "sonny/if you want it/here it is/come and get it"... Terminando com os versos "you’d better hurry/’cause it’s going fast". Um final emocionante para um show irretocável, que já devia ter acontecido há muito tempo. Ainda bem que a chuva, mesmo ameaçando, não apareceu para disfarçar as lágrimas nos rostos de boa parte das pessoas que lá estavam e, com certeza, Pete, Tom e Mike também apareceram por lá para abençoar seu irmão Joey Molland e seus atuais comparsas. Um show que só o Rock n’ Roll consegue proporcionar!
Badfinger:
Joey Molland – Guitarra e vocal
Billy Davis – Guitarra e vocal
Mark Healey – Baixo e vocais
Steve Wozny – Teclado e vocais
John Richardson - Bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns obrigatórios para se ter uma boa base na música, segundo Regis Tadeu
Guitarrista do Rush, Alex Lifeson conta por que parou de fumar maconha aos 72 anos
As três músicas do AC/DC escolhidas por Brian Johnson entre as suas favoritas
System of a Down e Faith No More farão show no Maracanã em janeiro de 2027
O melhor disco do Scorpions, segundo o guitarrista Rudolf Schenker
Nergal está tocando sem o Behemoth porque a própria banda ficou cara demais
Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
A música do Kiss que Ace Frehley gravou sozinho sem deixar Gene Simmons por a mão
Os 10 melhores discos do metal alemão, de acordo com a Metal Hammer
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
Por que Ritchie Blackmore decidiu tocar com o Deep Purple, segundo o próprio
O disco "perfeito" que é o melhor do Morbid Angel, segundo a Metal Hammer
A banda dos anos setenta que Neil Peart nunca se cansou de ouvir; "músicos muito competentes"
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
Beatles: Quais as pessoas e objetos da capa do Sgt. Peppers?
Por que Renato Russo alterou letra original de "Eduardo e Mônica", segundo biógrafa
"Algo precisa ser feito, mas eu não sei o quê", diz Yngwie Malmsteen



5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



