Seventh Avenue: Muita coisa melhor na segunda passagem pelo Brasil
Resenha - Seventh Avenue (Led Slay, São Paulo, 29/01/2005)
Por Carol Oliveira
Postado em 29 de janeiro de 2005
Especial para o www.mundorock.net
Fotos: Pepe Brandão
O Seventh Avenue já se apresentou no Brasil antes mas não se pode dizer que a primeira passagem dos caras por aqui foi um sucesso. O show rolou no Directv Music Hall, que apesar de não ser uma casa tão grande, não teve nem um quarto da sua capacidade de público preenchida. Deveu-se isso ao alto preço dos ingressos (R$ 70,00) e à falta de divulgação. Dessa vez muita coisa mudou, a começar pela casa escolhida, a tradicional Led Slay. Se por um lado o público saiu ganhando, pois os ingressos custavam agora R$20,00 (antecipado) e R$30,00 (na porta), por outro perdeu, e muito, principalmente na qualidade do som, que nem se compara a do Directv.
O início de show estava previsto para as 21hs, mas às 21h30 ainda havia uma pequena fila do lado de fora da Led Slay e a primeira banda só foi subir ao palco depois das 23hs. Com mais de 10 anos de carreira, o Liar Symphony tem em seu currículo a abertura para bandas como Mercyful Fate, Savatage e Saxon, no entanto é o vocalista Nuno Monteiro, o seu mais novo integrante, de longe o cara mais preparado, talentoso e experiente da banda. Nuno é dono de uma voz única, com potência e um estilo peculiar. As composições muito semelhantes acabaram tornando o show um pouco cansativo, mas o Liar Symphony tem potencial, carisma e humildade suficiente pra chegar muito mais longe. Vale a pena conferir! Já o Destra fez um show cheio de energia e levantou a galera com seu progmetal de primeiríssima qualidade. A banda possui um nível técnico invejável e músicos extremamente talentosos, principalmente os irmãos Ricardo (baixo) e Eduardo Parronchi (guitarra), mas peca pela arrogância que transmitem de cima do palco. Essa postura de "rockstar" não pega muito bem pra uma banda que ainda está conquistando seu espaço! Estrelismos a parte, não tem como não gostar do som do Destra, que é pesado, cheio de melodia e com influências de Jazz, Blues e até Mpb. Destaque para "Sea of Doubt", do segundo CD e as novas "Crazy Jungle" e "Goodbye Blue Sky" do álbum Joe’s Rhapsody.
A apresentação do Seventh Avenue só foi começar por volta da 01h30 da manhã, o que deixou os fãs mais impacientes exaustos; por outro lado até que tanta demora valeu à pena pois desde o horário de abertura da casa Herbie Langhans, Florian Gottlsleben e Cia circulavam entre a pista e o bar da Led Slay conversando com o público, distribuindo autógrafos e posando para muitas e muitas fotos. Só foram para o camarim minutos antes do início do show.
Após a intro, o Seventh sobe ao palco mandando a faixa-título do novo CD "Eternals" e na seqüência mais duas novas "Future Tale" e "Raging Fire". Faltaram algumas músicas como "Southgate", "Wings of dawn" e "Where are you", mas o objetivo dessa turne é promover o novo álbum e desse, escolheram as melhores. Das antigas tocaram "Open Your Mind", que levantou a galera, "Tales of Tales" e "Angels eyes". Antes de "Rest in peace", Herbie passou uma mensagem sobre suas convicções, afinal se trata de uma banda de "White Metal". As surpresas vieram por conta dos covers. Se da última vez fizeram uma versão de uma das mais importantes bandas de White da história, o Stryper, agora as bandas escolhidas foram dois ícones do Heavy Metal: Helloween com "Dr. Stein" e Iron Maiden com "Run to Hills", com a qual fecharam a noite.
Com exceção do som que estava péssimo, cheio de ruídos e com os instrumentos mal equalizados, mais uma vez o Seventh Avenue fez um show fantástico. O resultado disso é que a banda vem conquistando cada vez mais os fãs brasileiros.
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