Resenha - Allegro e Venin Noir (Ballroom, Rio de Janeiro, 25/07/2009)

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Por Gleison Lima
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Fotos: Fulvio Maia

Uma aula. Uma boa aula de Metal com os melhores professores.
O local era o the Ballroom e logo quando chegamos tivemos uma grande satisfação ao ver muitos fans aglomerados na porta. Isso foi um bom sinal de que as pessoas a cada dia que passa estão incentivando cada vez mais o Metal nacional e, no nosso caso, carioca. Ao entrarmos encontramos com Ilton Nogueira, vocalista do Allegro, que já tinha passado seu som e com o Venin Noir, que estava passando o seu. Depois de um tempo e de todos os itens técnicos serem acertados era hora de metal do rio no Rio!

Sobe ao palco do Ballroom um dos melhores representantes do Ghotic Metal mundial, Venin Noir. Em seu primeiro show de estréia do debut Rainy Days of October na cidade do Rio de Janeiro, uma vez que a banda já se apresentou em várias cidades Brasileiras e até no respeitado festival Thorns, em SP. Abriram a noite com a faixa-título como intro e em seguida soltaram a ótima Naughty Elegy, a qual a galera respondeu de imediato demonstrando todo a empatia que sentiam pela banda. Uma lição de criatividade e originalidade veio com Damsel of Grief emendada com a magnifica Strange Love do Depeche Mode. O Venin merece parabéns pela idéia de resgatar clássicos 80´s dando uma roupagem totalmente Metal! Ice Queen foi a música que veio em seguida levando todos à loucura, principalmente os marmanjos que esperam a vinda do Within Temptation em terras tupiniquins para apreciar ao vivo a bela voz de Sharon. Buried Alive, que veio logo após o cover do Whitin, já pode ser considerado um clássico do Venin Noir. Sem dúvida foi a música que mais agitou o show, com muitas pessoas cantando a letra.... “I wish i had been buried alive...” foi grandioso.

Com todos os presentes já aquecidos e insanos, Larissa Frade anuncia uma das novas faixas do novo álbum Pieces of a Lunar Soil chamada The Wine. Realmente teve gosto de vinho, tão saboroso quanto, uma bela música que demonstra que o Venin Noir vai seguir o caminho já trilhado em Rainy Days.

Era hora de uma grande surpresa para a noite. Dumal, vocalista do Imago Mortis, sobe ao palco para, juntamente com os membros do Venin Noir, executar Edge of Thorns, um clássico monstro do Savatage. Dumal é a empatia em pessoa, conseguiu cativar o público do início ao fim enquanto Larissa descansava um pouco sua voz e curtia muito também aquele momento único. Saindo de palco, Dumal prometeu reencontrar todos dentro em breve num grande show do Imago Mortis. Com Dumal ainda saindo de palco Pedro Santos vai ao microfone e em uma frase resume a performance do Imago Vocalista, “Cara, esse é o Dumal...”. E Aquele era Pedro Santos também, que por sinal não parou de bangear e chamar o público um só minuto mesmo com sua guitarra apresentando vários problemas técnicos, que não foram 100% sanados. Todos estavam muito entrosados aquela noite, e quando Larissa Frade voltou ao seu posto a casa quase veio abaixo com Vile Pledge e, novamente, uma homenagem aos 80´s, Because The Night dos 10.000 Maniacs fechou a noite. Nesse música Larissa disse, “Vocês conhecem essa música, pelo menos o refrão, senão seus pais com certeza conhecem...”. Grandes influencias 80´s principalmente as vindas do guitarrista Rodrigo Campilho, que também não parou de balançar sua cabeleira durante o show, são o diferencial dessa grande banda que tem muito caminho a trilhar. De sucesso, claro.

Realmente, como um show de abertura, o Venin Noir aqueceu a plateia. Era hora de receber no palco os agora cinco membros do grandioso Allegro. O show desses cariocas que têm o Metal na veia prometia muitas surpresas, tais como ótimos covers e músicas novas, além é claro de músicas do bem conceituado álbum de estréia também chamado de Allegro. As músicas do Allegro já são muito conhecidas pelo público de Metal do rio que já acompanha a trajetória da banda a tempos, como nos vários shows de abertura para bandas de peso do Metal, tais como Stratovarius e Shaman, Mas realmente foi emocionante ver/ouvir 600 pessoas cantando em uma única voz músicas como Third Millenium e Self Destruction. O Allegro já ganha de cara pela simpatia de seus membros. Ilton Nogueira está cantando como nunca e, claro, seguindo a sina dos vocalistas de baixas estaturas mas vozes celestiais, e esse é o caso de Ilton – sincero e profissional ao extremo. Confesso que tive receios quanto a utilização de somente uma guitarra para todas as linhas das músicas, mas lá estava Lula, que consegue segurar todo o peso e a melodia sem buracos. E mesmo se houve buracos juro que não os percebi, pois toda a cozinha, inclusive o novo baixista Paulo Facina, está muito entrosada. Fabiano está quebrando tudo que tem direito com todos os bumbos do mundo e Bruno Sá não precisa de comentários. Stormy Nights foi outro tema que figurou no show tendo grande destaque pelas belas linhas vocais dessa música. Mas o que todos estavam realmente esperando aquela noite era as músicas novas. Uma delas foi Human Zoo, a qual Ilton definiu como uma música que fala da dominação que a mídia tem sobre nossas vidas e como nos tornaremos animais de zoológico senão tomarmos algum tipo de reação. O show também apresentou momentos que com certeza emocionaram muito dos presentes, um deles foi o belo cover? Me pergunto se devo me referir a Show Must Go On como cover, uma vez que a precisão e o feeling que o Allegro passa toda vez que a executa são incríveis, algo que May, Mercury e cia. Nunca reclamaria. Show Must Go On do Queen foi perfeito, levando fans a mostrarem algumas camisas do Queen aos membros do Allegro como agradecimento. Outro momento emocionante foi o Medley Acústico, isso mesmo, violãozinho e perfeita voz de Ilton, indo dos clássicos dos Beatles a Dream Theater passando por Queensryche... só sucesso. De arrepiar mesmo, foi quando todos voltaram e inovaram com a utilização de um trombone, tocado pelo baixista, para dar o tom de mais uma das músicas novas, Reanimation. Bastante calcada no violão, Reanimation deixou muito dos presentes babando pela grande habilidade empregada nessa canção que me lembrou meu álbum favorito de minha banda favorita, Holy Land – Angra. É também indispensável ressaltar a precisão na execução de um tema do Liquid Tension, projeto instrumental paralelo dos membros do Dream Theater, para Ilton poder hidratar-se e descansar um pouco sua voz. Lacrima Chriti, é um resultado de estudo e dedicação em teclado de Bruno Sá, tendo todas suas influências notadas nessa ótima música que serve de intro para Betrayer´s Song que é a preferida de muita gente, inclusive de Alê Gomes. De fato, a música é perfeita, especialmente suas linhas vocais que parecem flutuar. Figuraram ainda no show Sweet as Wine, talvez a música favorita da banda e As One We´ll Survive. Mas o que todos pediram e gritaram para o bis foi, claro, Enigma, um furioso power e o maior clássico da banda. Esse é o mínimo que posso fazer para colocar em linhas um show do Allegro. Ainda mais esse show que foi de grande importância para a banda, pois marca um renascimento, uma nova energia, um novo gás a ser utilizado para a Allegria dos sempre crescente número de fans.

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