Stratovarius: Show que entrou para a história, de uma banda fenomenal
Resenha - Stratovarius (Quadra América FC, Rio de Janeiro, 21/10/2000)
Por André Toral
Postado em 21 de outubro de 2000
A última vez em que o Stratovarius esteve no Rio de Janeiro foi na tour do Visions. Foi ótimo, mais uma vez, ter presenciado uma banda tão potente, mas, antes disso, houveram algumas coisas um tanto desagradáveis.
Esse review não conta com fotos, já que foi impossível credenciar o site. A organização do evento (Heavy Melody) utilizou critérios pessoais para o cadastramento de imprensa o que impossibilitou o trabalho de nossa equipe. Cabe dizer que, infelizmente, o Rio vem saindo, aos poucos, da rota de shows internacionais, no que diz respeito ao heavy metal. Existe público, sim! Pode não ser como em São Paulo, mas existem fãs tão apaixonados por certas bandas como no resto do país. Acontece que atitudes amadoras como esta, acabam por contribuir muito mais para o fim dos shows no Rio. O Whiplash!, como não poderia deixar de ser, fez o seu papel: cobriu o evento, mesmo em condições adversas.
A banda de abertura, Allegro, entrou no palco detonando muito heavy metal da melhor qualidade. Mostrou-se como a escolha certa para abrir a noite. Seus músicos são muito bons e o destaque é seu vocalista.
A esta altura, a quadra do América ia ficando cheia; é muito pequena e apertada. Mais parecia uma daqueles shows bem underground, mesmo. O palco era minúsculo, mas o ambiente beneficiava a todos, uma vez que se podia ver o show de qualquer parte, bem de perto.
Com espaço já lotado a esta altura, vem a vez dos finlandeses. Apagaram-se as luzes e o público entrou em êxtase total, clamando pela banda. Após uma introdução breve, o Stratovarius começa a aparecer e Jörg Michel é o primeiro a dar as caras. Haunting High and Law iniciou o show, contando com uma participação exaltadíssima do público. A banda se mostrou muito simpática e comunicativa, conseguindo ter a aprovação total dos fãs.
Millenium, Phoenix, Infinity e Million Light Years Away foram as demais músicas de Infinite tocadas nesta noite. Todas elas foram cantadas à exaustão pela platéia e mostraram quanto são poderosas ao vivo. Das antigas, Paradise foi algo maravilhoso, sem contar Kiss of Judas, que levou todos à loucura. Forever, sem dúvidas, foi a que mais contou com a voz dos fãs, cantada do início ao fim. Father Time e Speed of Light também enlouqueceram e tiveram desempenhos fantásticos. Em suma: peso e melodia total! Chegando ao fim, no bis, a platéia começava a clamar por Black Diamond desesperadamente. Apelo atendido, o Stratovarius volta e detona com Black Diamond, música que é unânime em shows.
Como o espaço era bem pequeno, não tivemos os telões apresentando cenas, inclusive do Brasil, mas mesmo assim foi maravilhoso. Outra coisa que chamou a atenção, é que a banda não tocou nenhuma música de Destiny. A pergunta é: os músicos o acham tão fraco assim? Pelo menos SOS e No Turning Back seriam ótimas. Além disso, o som não estava legal, e ás vezes era difícil escutar o vocal. Outro ponto negativo foi a segurança bruta, sem contar sua falta de atenção, pois Kotipelto foi agarrado umas 3 vezes, ficando visivelmente assustado.
Jörg Michel é um baterista excelente que vem proporcionando um novo conceito de peso no heavy metal. Jens Jhohanssen, com seu teclado mágico, mostrou-se como um dos melhores da atualidade; foi muito festejado pela galera. Timo Tolkki é um guitarrista que dispensa elogios, porque todos sabem o quanto ele toca. Muito! Mas o grande destaque acabou por ser Timo Kotipelto que, sem sombra de dúvidas, do ponto de vista técnico, é o melhor vocalista do momento. Impressionante como esse cara canta absurdamente idêntico ao estúdio.
Enfim...um show que entrou para a história, de uma banda fenomenal.
Nem mesmo atitudes indesejáveis por parte do produtor ofuscaram o brilho desta noite. Keeping the Melody in Metal!
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