Resenha - Angra (Bar do 3, Santos, 26/10/1999)
Por Fernando De Santis
Postado em 26 de outubro de 1999
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Esse meu review vai ser um pouco grande, pois terá bastante detalhes... gosto de me prender aos detalhes, pois eles conseguem transmitir realmente o que aconteceu.
O show estava marcado para rolar no "Bar do 3" as 21:00 hs (segundo o ingresso). Cheguei no local as 20 horas e encontrei a fila bem grande. O local não era grande comporta umas 900 pessoas (bem esmagado). Segundo informações que eu obtive, foram vendidos uns 700 ingressos.
Enquanto eu estava na fila escutava a passagem de som, mas já eram 21:30 hs e nada dos portões abrirem. De repente de dentro do bar sairam uns 10 seguranças e pararam o fluxo de carros na rua. Bem no meu local onde estava na fila os seguraças pediram para que eu fosse um pouco pra trás. Quando eu menos esperava um Gol (carro) parou na minha frente e do banco de trás saiu André Matos (com seu óculos fundo de garrafa) e o tecladista da banda. Algum tempo depois parou outro carro (não me lembro qual) e saíram Kiko e Rafael (Kiko estava acompanhado da namorada (???) e Rafael estava com a guitarra nas costas). Eu tive a oportunidade de comprimentar esses integrantes antes do show.
Lá pelas 21:45 hs os portões abriram e eu entrei. Devo ressaltar que os seguranças do local eram muito educados, não agrediram ninguém, respeitaram todos. Eu não costumo ficar na "grade" do palco em shows de banda que eu vejo "sempre". Então resolvi ficar mais no fundo e observar o show "amplamente". Como eu estava com muita sorte, sem saber, eu estava na porta do camarim dos caras. O local não tem uma porta que liga os camarins ao palco. A banda tem que atravessar a pista. Mais uma vez os seguranças fizeram um corredor e desta vez eu consegui comprimentar todos os integrantes. Kiko era o mais "mal humorado". Passou de cabeça baixa, sem olhar pra galera, os demais comprimentaram o público.
O show começou lá pelas 22:40 hs (nossa... que organização !). O tema do filme "Armagedom" foi tocado e logo em seguida a banda entrou com "Wings Of Reality". O som estava embolado, a voz de André estava baixa, as guitarras estavam altas e o baixo... que baixo ? Nem dava pra ouvir direito. Logo que a primeira música acabou o som já estava melhor (comparado ao início) e banda mandou ver no single "Lisbon": música que arrancou do peito de todos o refrão desta música. André Matos mostrou porque é considerado um dos grandes vocais do mundo.
A terceira música foi "Nothing To Say", que consegui sacudir o pessoal. Antes dessa música André Matos comprimentou o público santista e comentou o quanto estava quente no local*.
O local era minúsculo com teto baixo e só funcionava uns 3 ventiladores (!!!). Nessa hora o baixo já estava com um som digno e a bateria estava com um som bom. Falando em bateira, bem diferente o cabelo "rastafari" de Ricardo :)
Depois de "Nothing To Say" a banda mandou ver em dois clássico do Angels Cry: "Angles Cry" e "Time": Os solos de guitarra de Kiko são impressionantes, é uma banda altamente profissional, com músicos de qualidade ímpar... nem parece uma banda brasileira (estou dizendo que a banda parece se com as bandas da Europa, não estou falando mal das bandas nacionais). No final de "Time" rolou um solo de bateira. Ricardo deu um show à parte, mostrou toda técnica que possui. Quando acabou o solo, Ricardo parou e ficou esperando alguém começar a próxima música, mas ele continuava sozinho no palco. Ricardo levantou e foi ver o que estava acontecendo. Alguns segundos depois, Ricardo voltou ao palco e disse algo mais ou menos assim: "Bom, tivemos que dar um tempinho, porque André está com uma bomba de oxigênio na cara... vamos continuar o solo só que mais porrada !". Antes do Ricardo ter falado isso, um cara do passou correndo por mim com o "balão de oxigênio" na mão.
Depois do solo, Ricardo emendou a introdução de "Carolina IV", que foi executada de forma sensacional. Quando chegou no meio da música André fez o solo de teclado que ficou muito bacana e logo em seguida continuou com a segunda parte da música. Nesse momento eu percebi que teríamos um show menor devido ao forte calor que estava no local. No final de Carolina IV rolou um solo de Kiko que foi sensacional: o cara deu um show de técnicas na guitarra. Depois do solo houve um duelo entre Rafael e Kiko (eu via a galera delirar com os solos). No final do duelo os dois guitarristas emendam a introdução de "Petrified Eyes", que foi tocada na sequência.
Quando acabou essa música a banda foi pra trás dos amplificadores (o palco era muito pequeno) e ficou esperando o público chamar a banda (o que eu mais ouvia era "Painkiller"). Depois de uns dois minutos a banda entrou com "Unfinished Allegro" e na sequência veio o hit "Carry On" que foi o ponto alto do show. Simplesmente não dava pra ouvir a voz de André Matos, o cara apertava o retorno no ouvido mas não conseguia escutar. Foi sensacional. Depois dessa música André agradeceu o público e a banda comprimentou o público fazendo reverências (enquanto isso tocava Renaissance).
Mais uma vez a banda teve que passar ao meu lado e eu tive a oportunidade de comprimentá-los pela terceira vez no dia. Até brinquei com Luiz, quando ele passou por mim, me comprimentou e eu disse algo assim para ele: "Fui abençoado, Jesus tocou em mim !".
Conclusão: O show durou mais ou menos 1 h 20 min. A banda está em ótima forma, o único problema foi o local que era minúsculo e quente, o que acabou tirando uns 30/40 min. de show dos santistas. Quanto aos músicos não tenho mais nada a acresentar, pois todos estavam em ótima forma. O que me deixou meio desanimado foi o fato do público de Santos não ter agitado mais... não ficaram "chamando" a banda após "Carry On". Eles (o público) preferiram ficar gritando frases sem sentido do tipo "Fora Samir" (presidente do Santos F.C.).
Foi a primeira vez que eu fui a um show de Metal aqui em Santos... não tive uma grande surpresa por parte do público santista, eles precisam aprender um pouco mais e os organizadores e empresários, precisam colocar as bandas em locais melhores.
Vida longa ao Angra... vou escutar "Fireworks" agora, que ficou faltando no meu show :(
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dirk Verbeuren, do Megadeth, agradece Pete Sandoval por ter inspirado "legiões de bateristas"
Moyses Kolesne manda recado a quem reproduz discursos de Lemmy sobre política
Como Jason Newsted criou o riff de "Blackened" do Metallica e a reação de James e Lars
A humilhação que Ozzy Osbourne sofreu num show e Tony Iommi jamais esqueceu
Novo disco de Tony Iommi mantém acesa a chama do Sabbath, segundo resenha da Classic Rock
O roqueiro brasileiro que se queimou com Jô Soares após falar mal de Ayrton Senna
Devido à demanda, U2 anuncia data extra no Brasil
O astro do country de quem Dave Mustaine tem mágoa até hoje: "É uma implicância minha?"
Slayer toca "Reign in Blood" na íntegra no México; confira setlist e vídeos
O pior disco do Pink Floyd, de acordo com a Paste Magazine
A música do Iron Maiden que influenciou o Big Four do thrash metal, segundo o Ultimate Guitar
Marko Hietala arrisca palpite sobre o que levou Floor Jansen a sair do Nightwish
"Stairway to Heaven" nem "Comfortably Numb"? O solo que Slash coloca acima de todos
Os cinco melhores discos do Megadeth, segundo Mateus Ribeiro
A noite em que Chuck Berry invadiu show de banda punk e deixou todo mundo de queixo caído

Kiko Loureiro parabeniza Rafael Bittencourt pelo aniversário; "irmão que a música me deu"
Como Herman Li conheceu Andre Matos do Angra: "Kai Hansen, você conhece ele?"
A melhor banda brasileira de prog metal segundo o Loudwire
Angra realizará primeiro show da carreira na Finlândia
Fabio Lione debocha de fala de Felipe Andreoli: "Inventaram hiato para eu sair do Angra?"
Por que hiato do Angra não foi pretexto para tirar Fabio Lione, segundo Felipe Andreoli
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Os 4 pilares do Angra que IA precisaria entender pra compor igual, segundo Marcelo Barbosa
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente


