Resenha - Iron Maiden (Orpheum Theatre, Boston, 18/07/1999)
Por Leandro R Pires
Postado em 18 de julho de 1999
Cheguei em Boston no dia 11 e no dia 12 já estava atrás dos ingressos. Na cidade nao havia um cartaz colado dizendo do show mas todos os fãs estavam ligados que ele ia rolar. Arranjei um chegado na faculdade e fomos comprar. Pegamos lugares a US$ 33.50 e o cara da bilheteria disse que tinha vista obstruída mas eu não questionei detalhes.
Fiquei curioso em saber como que o heavy metal rola num teatro. Afinal, no Brasil não estamos acostumados com isso. Então as 06:00PM sai da faculdade com meu chegado, catamos o metro e chegamos. Tinha um monte de headbangers do lado de fora, e tinha dois onibus DA HORA que trouxeram o Maiden. Ai entramos (sem revista nem nada...) e percebi que era um teatro mesmo, assim como aqueles que tem opera e pecas. Nossos assentos ficavam a 10 cm (isso mesmo) do palco só que era na cara da caixa de som, no canto direito. Ai sentamos e começamos a criar as estratégias pra pegar um lugar melhor. No lugar não podia fumar pq era tudo de carpete e veludo... O calor era muito (alias aqui esta um inferno) e o Clutch abriu o show as 07:30 em ponto. Essa banda não faz muito minha cabeça mas tudo bem pq durou apenas 40 min.
Ai começou a montagem do palco do Maiden. Da hora, muito louco. A batera gigante e extremamente complexa como sempre. As 08:30 começaram a afinar a bateria... adivinha quem? Nicko pessoalmente!!! Da hora!!!
21:00 as luzes se apagam e as 5000 pessoas (eu calculei mais ou menos mas um cara me falou que tinha 7000) começaram a gritar e se agitar, mas NADA igual ao Brasil. Rapidamente eu me movimentei pra pegar um lugar melhor que estava vazio e um telão baixou no palco pra mostrar o jogo Ed Hunter, sendo que todo o show virou em torno disso (palco e musicas). A musica de fundo era Transylvania e o jogo visualmente e da hora.
Depois dessa apresentação a tela foi recolhida e o Maiden entrou com tudo, abrindo com Aces High, assim como em Live after Death!!! Da hora, emoção pura. Surpresa pra todos... CADE O ADRIAN SMITH? Não estava no show!!! Já fiquei pensando merda mas depois o Bruce explicou que o pai dele morreu e ele teve que voltar urgente pra Inglaterra. Que pena! Mas mesmo assim estava valendo demais!!!
Wratchild na seqüência, seguida por The Trooper. Ai o Bruce gritou SCREAM FOR ME BOSTON!! e foi muito emocionante. Two minutes veio na seqüência quando um cara tacou água no palco. Depois da musica o Bruce gentilmente explicou pro cara não fazer isso apesar do calor senão ia foder os equips, embora estivesse muito calor.
Foi nesse momento que o som começou a dar pau, um dos amps do palco começou a dar problema e o Bruce ficou visivelmente irritado e deu um "pé no peito" das caixas. O galera delirou pq quase caiu tudo. O som dava uns estalos tambem mas preferia que ele tivesse dado uma cabecada assim como fez no Rock in Rio.
Ai um cara da platéia deu uma peruca pro Bruce e ele colocou, sendo que ficou igualzinho como era antes. Da hora, muito legal. E já emendou Clansman na seqüência. Nem precisa dizer que ficou OTIMO. Mesmo assim ele continuava irritado com o som e no show de SP ele estava bem mais agitado, talvez pela galera mais quente e pelo fato da morte do pai de Adrian.
Wasted Years veio, seguido por uma musica da era do Bruce que não consigo me lembrar qual era. Futureal (OTIMA com Bruce) veio com direito a Eddie (estilo Hunter) de 03 metros de altura, sendo que Janick ficou socando! Da hora.
Man on the edge (PERFEITA) veio seguida de Powerslave, com direito a mascara que o Bruce usou em Live after Death. Nessa hora um cara subiu no palco e foi escorraçado pra fora do teatro. Phanton of the Opera veio na seqüência
Bruce disse que nos EUA estava acontecendo um negocio que nunca tivera acontecido pq não houve anúncios do show na cidade (de fato!) mas mesmo assim todos ingressos tinham acabado, ou seja, os fãs foram responsáveis pela divulgação boca a boca e agradeceu a todos.
The evil that men do, Fear of the dark e Iron Maiden (com direito e Eddie gingante no fundo do palco) terminaram o show as 22:17 (curto...). No Bis teve The Number, Hallowed be thy name e Run to The Hills.
Catei o metro e voltei pra casa. Feliz por ser um cara privilegiado!!!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
10 músicas lançadas há mais de meio século que superaram 1 bilhão de plays no Spotify
Com mais de 40 atrações, Monsters of Rock Cruise fecha cast para viagem de 2027
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Edu Falaschi lança "MI'RAJ", capítulo final de sua trilogia conceitual
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Rush toca "Moving Pictures" na íntegra em terceiro show da nova turnê
Rodrigo Constantino toca clássico do Iron Maiden na bateria e ganha elogios
Como o Metallica contribuiu para a criação de uma das maiores bandas de metal sinfônico
A música do Kreator que homenageia a comunidade do metal
Iron Maiden: Steve Harris não foi o primeiro baixista?
A razão que levou Paulo Ricardo a nunca tocar ao vivo um de seus projetos de maior sucesso
Bizarro & Absurdo: 12 Tristes Realidades da Música



Os 10 momentos mais impactantes e fundamentais do metal nacional
Iron Maiden e tietagem: Steve Harris posa com membros de três bandas de metal sinfônico
O Iron Maiden errou ou acertou em contratar Janick Gers? Youtuber explica
Inscrições do ENEM abertas: quanto você tiraria na prova sobre rock?
A banda que era a "versão brasileira do Iron Maiden", segundo Max Cavalera
O disco que transformou o Iron Maiden em uma banda realmente global
5 introduções do metal dos anos 1980 que provam por que a década é amada até hoje
Antes do "Reign in Blood" o Slayer já disse ser mais pesado que o Iron Maiden
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



