Van Halen: a obra prima de Eddie Van Halen

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Por Denison Souza Rosario
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Desde que o grande guitarrista holandês Edward Lodewijk Van Halen, mestre que reinventou a guitarra junto com Jimi Hendrix, veio a perder sua luta para um câncer cruel no último mês de outubro, os músicos e colunistas vem citando quais são os seus melhores solos.

Um solo de guitarra não deve ser julgado apenas pela sua beleza ou celebridade, mas, pela sua estrutura, como um todo.

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Sabemos que Eddie Van Halen tem o hábito de solar em pequeno espaço de tempo, falando muito com pouco; inclusive é notório em "Beat It", de Michael Jackson, que o espaço destinado ao solo ficou longo para Eddie solar, ficando um buraco vazio apenas com instrumental antes do solo (observe com atenção na música isso), e nesse espaço sobrando, para não ficar tão tedioso, foi introduzido um belo bater de batuta de maestro clássico, como que abrindo com chave de ouro o solo do grande guitarrista, que é executado na metade do espaço destinado a ele.

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Se formos considerar a linguagem da mão esquerda, o uso de todas as técnicas da mão direita de Eddie (que é o maior diferencial do holandês), os efeitos, modulações e variação de ritmos, o solo mais estruturado do mestre holandês é o da música "Top Jimmy", do álbum "1984". A música, do começo ao fim, descortina todas as técnicas de Van Halen. Até mesmo a base da guitarra nessa música é diferenciada! E o solo é a sua maior obra prima. O solo, inclusive, entra um segundo antes do vocalista acabar a frase, causando um efeito majestoso e contextualizado. Em curtíssimo espaço de tempo, Eddie Van Halen consegue, repito, falar muito com pouco; não é um solo melódico, não é um solo bonito, talvez por isso, não muito lembrado; tem, ao contrário, uma antibeleza altamente contemporânea, pela falta de melodia reconhecível (nos faz até lembrar o seu herói: o guitarrista de jazz Allan Holdsworth) e este mesmo solo consegue expor várias e diversas técnicas que fizeram sua celebridade de forma orgânica e inteligentemente estruturada, variando o ritmo do solo a cada momento (no final o ritmo fica rapidíssimo) num espaço de tempo impossível para outro guitarrista qualquer, com exceção de Allan Holdsworth.

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