Heavy Metal: Por que o estilo às vezes é tão depreciado?
Por César Costa
Postado em 24 de dezembro de 2018
Já ouvi pessoas se referindo ao Rock, mais especificamente ao Metal, usando termos do tipo… "Isso não é música, é só gritaria!", ou... "Isso é música sem sentimento!" ou até… "Isso é música de gente burra!", e outras idiotices desse tipo. Mas isto é mesmo verdade? Ou quem fala coisas assim está apenas julgando precipitadamente e de forma ignorante algo que não conhece?
Uma boa canção é como a caça a um tesouro, teoricamente você precisa deixar de moleza, botar a mente e o corpo para funcionar, decifrar o enigma, levantar a bunda da cadeira e ir em busca de suas preciosidades. O processo para apreciar uma boa composição musical é semelhante, com uma pequena exceção, nesse caso você precisará repousar as nádegas e outros músculos na cadeira, ou onde quer que seja, e relaxar.
No caso da música pesada, como Heavy Metal, Death Metal, Thrash Metal, ou simplesmente Metal, tudo fica um pouco mais complexo de se compreender. Como encontrar algum conteúdo no meio de todas aquelas guitarras distorcidas, com riffs barulhentos e muitas vezes perturbadores, uma bateria rápida como uma britadeira, vocais rasgados e guturais, ou extremamente agudos e esganiçados? Em meio a todos esses elementos é um pouco mais difícil de identificar ou se encantar com uma boa melodia ou uma letra interessante. Não significa que artistas que produzem um tipo de som mais extremo sejam incapazes de compor ótimas letras e melodias, ou expressar sentimentos.
Para exemplificar eu proponho que você ouça o violonista belga Thomas Zwijsen, um musico excepcionalmente talentoso que faz versões acústicas e instrumentais de grandes clássicos do IRON MAIDEN. Nos vídeos a seguir você poderá fazer uma comparação entre a releitura de "Aces High" feita por Thomas, e a versão originalmente gravada e lançada pela banda inglesa em 1984.
Thomas Zwijsen tocando "Aces High":
Versão original gravada pelo grupo britânico:
Ao comparar as duas interpretações da mesma canção você nota uma diferença quase abismal, existem energias completamente diferentes entre as duas formas apresentadas. Na versão original se nota uma performance mais vigorosa, enérgica, intensa. Já a versão acústica se apresenta como algo mais sereno e intimista. Mas em seu âmago, o espírito da canção, a melodia marcante ainda está presente.
O ponto que eu quero chegar é que, as guitarras com seus riffs pesados, e os vocais intensos, e a bateria veloz, em se tratando de expressividade artística na música, representam muito no Rock, Heavy Metal e afins… E cabe as pessoas manterem sempre a mente aberta, não criticando de uma forma vazia a arte de fazer Heavy Metal, ou tratando isso apenas como "barulho", e estarem dispostas a ultrapassar essa muralha de preconceito, para então descobrirem como é extremamente prazeroso, tanto quanto qualquer outro gênero musical, apreciar o inigualável, bom e velho Rock ‘n’ Roll.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baixista admite que saída do Korn se deu por recusa a tomar vacina
Jornalista diz que Guns N' Roses é o "Neymar do rock and roll"
O maior cantor da história do rock progressivo, em lista de 11 vocalistas feita pela Loudwire
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
Slash escolhe o maior álbum ao vivo de todos os tempos; "Eu amo esse disco"
A música do Led com instrumental tão forte que Robert Plant acha que nem deveria ter cantado
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
Blaze Bayley abre o coração e fala sobre luta contra alcoolismo e depressão
O motivo que levou Max Cavalera a brigar com Andreas Kisser durante as gravações de "Roots"
Tony Iommi posta foto que inspirou capa de "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
O membro dos Titãs que foi convidado para entrar no Angra três vezes e recusou todas
Por que o Iron Maiden não vai ao Rock and Roll Hall of Fame, segundo o empresário
Dave Grohl reconhece que novo baterista precisou se adaptar ao Foo Fighters
Brian Johnson no AC/DC: 46 anos de uma substituição que redefiniu o rock
Slayer celebrará 40 anos de "Reign in Blood" tocando o álbum na íntegra em dois shows

Como gesto mais famoso do heavy metal nasceu numa caminhada de uma criança de 5 anos
Campeã da WWE, Stephanie Vaquer é fã de heavy metal e curte "Rust in Peace", do Megadeth
Quais são as 4 maiores bandas do heavy metal, segundo a Ultimate Classic Rock
Cinco versões "diferentonas" gravadas por bandas de heavy metal
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
O disco que define o heavy metal, segundo Lzzy Hale, vocalista do Halestorm
Angra: Alguns problemas não se resolvem com sonho de doce de leite


