Power Metal: um gênero que se renova

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Por Henrique Figueiredo
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Há alguns anos, uma discussão sobre o power metal vem ocorrendo no meio metálico, com grande parte do público afirmando o declínio (ou o fim) do gênero. Várias são as razões apontadas para tal decadência: o material ruim lançado por bandas consagradas; a repetitividade de algumas bandas novas, que se contentam em repetir velhas fórmulas; o surgimento e o crescimento de outros subgêneros; entre outros.

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Diante destes argumentos, muitos fãs e bandas têm se debruçado sobre essas questões, em busca de alternativas para reverter tal processo. Por se tratar de uma das vertentes do heavy metal que mais se popularizou, sobretudo nos anos 90, o mercado foi saturado de bandas que abusavam de velocidade, melodia e solos virtuosos. Esse processo se desacelerou nas últimas décadas, fazendo com que o foco da indústria musical mudasse para outros estilos que estavam se consolidando naquele momento.

Com todos esses acontecimentos, grande parte do público perdeu o interesse em conhecer bandas novas, ou até mesmo de acompanhar bandas já conhecidas. Os trabalhos pouco inspirados (para não dizer ruins) de bandas como Blind Guardian, Stratovarius, Sonata Arctica, enfim, parecem salientar o momento ruim do gênero. Em contrapartida, algumas mudanças podem ser percebidas no underground, onde diversas bandas têm buscado tornar seu som original e atrativo. São diversas as bandas que têm incorporado influências de música clássica, folk, thrash e até mesmo da cultura indígena para diversificar seu som.

Grupos como Vandroya, Orden Ogan, Bloodbound, Powerwolf, Holy Grail, entre tantas outras, vem promovendo uma renovação (ainda que lenta) no power metal, seja em termos de som, de temática e até mesmo visual, o que tem se mostrado muito bem vindo entre os fãs do gênero, além de adeptos de outros gêneros. É importante lembrar que algo parecido já ocorreu com o Thrash Metal, o Doom e o Black, o que no fim se mostrou importante para que estes estilos diversificassem, amadurecessem e se consolidassem.

Os momentos de crise nem sempre são fáceis de serem superados e, no mundo da música, isso não pode ser diferente. Porém, é dessa dificuldade que pode surgir uma grande evolução, capaz de injetar ânimo novo a um gênero tão apaixonante e criativo como é o Power Metal.




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Sobre Henrique Figueiredo

Mineiro, torcedor do América Futebol Clube e fanático por heavy metal tradicional, café e boas leituras.

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