Power Metal: um gênero que se renova
Por Henrique Figueiredo
Postado em 27 de março de 2017
Há alguns anos, uma discussão sobre o power metal vem ocorrendo no meio metálico, com grande parte do público afirmando o declínio (ou o fim) do gênero. Várias são as razões apontadas para tal decadência: o material ruim lançado por bandas consagradas; a repetitividade de algumas bandas novas, que se contentam em repetir velhas fórmulas; o surgimento e o crescimento de outros subgêneros; entre outros.
Diante destes argumentos, muitos fãs e bandas têm se debruçado sobre essas questões, em busca de alternativas para reverter tal processo. Por se tratar de uma das vertentes do heavy metal que mais se popularizou, sobretudo nos anos 90, o mercado foi saturado de bandas que abusavam de velocidade, melodia e solos virtuosos. Esse processo se desacelerou nas últimas décadas, fazendo com que o foco da indústria musical mudasse para outros estilos que estavam se consolidando naquele momento.
Com todos esses acontecimentos, grande parte do público perdeu o interesse em conhecer bandas novas, ou até mesmo de acompanhar bandas já conhecidas. Os trabalhos pouco inspirados (para não dizer ruins) de bandas como Blind Guardian, Stratovarius, Sonata Arctica, enfim, parecem salientar o momento ruim do gênero. Em contrapartida, algumas mudanças podem ser percebidas no underground, onde diversas bandas têm buscado tornar seu som original e atrativo. São diversas as bandas que têm incorporado influências de música clássica, folk, thrash e até mesmo da cultura indígena para diversificar seu som.
Grupos como Vandroya, Orden Ogan, Bloodbound, Powerwolf, Holy Grail, entre tantas outras, vem promovendo uma renovação (ainda que lenta) no power metal, seja em termos de som, de temática e até mesmo visual, o que tem se mostrado muito bem vindo entre os fãs do gênero, além de adeptos de outros gêneros. É importante lembrar que algo parecido já ocorreu com o Thrash Metal, o Doom e o Black, o que no fim se mostrou importante para que estes estilos diversificassem, amadurecessem e se consolidassem.
Os momentos de crise nem sempre são fáceis de serem superados e, no mundo da música, isso não pode ser diferente. Porém, é dessa dificuldade que pode surgir uma grande evolução, capaz de injetar ânimo novo a um gênero tão apaixonante e criativo como é o Power Metal.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
A foto polêmica em que Stevie Nicks mostrou mais do que queria e depois se arrependeu
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
Tecladista do Guns N' Roses defende "Chinese Democracy"
A música apocalíptica do Metallica lançada há mais de 40 anos que ainda faz sentido
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Baterista do Arch Enemy afirma que saída de Alissa White-Gluz não foi uma surpresa
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
Neal Schon rebate declarações de Arnel Pineda sobre pedido de demissão
"Provavelmente demos um tiro no próprio pé" diz Rich Robinson, sobre o Black Crowes
Frontman do Corrosion of Conformity, Pepper Keenan lembra teste para baixista do Metallica
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
O erro das bandas de rock brasileiras dos anos 60 e 70 que causou uma década de atraso
Por que Iron Maiden não baixou o tom para Blaze Bayley? Steve Harris esclarece
O psicológico significado de "Menina Veneno" de Ritchie, inspirado em conceito de Carl Jung


Megadeth, "Risk", "Dystopia" e a dificuldade em aceitar a preferência pessoal alheia
Você está realmente emitindo sua opinião ou apenas repetindo discursos prontos?
Arch Enemy, o mistério em torno da nova vocalista e os "detetivões" do metal
Três "verdades absolutas" do heavy metal que não fazem muito sentido
Está na hora dos haters do Dream Theater virarem o disco
Angra: Alguns problemas não se resolvem com sonho de doce de leite



