Yes: O que a morte de Chris Squire pode ensinar aos sertanejos

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Por Bruce William, Fonte: Geek Musical
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Diogo Salles propôs, em texto publicado no Geek Musical, que ao invés de Cristiano Araújo, a mídia musical tivesse feito um estardalhaço pela morte de Chris Squire, baixista do Yes: como será que reagiriam os sertanejos? Leia a matéria no link abaixo e veja alguns trechos a seguir.

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http://www.geekmusical.com.br/index.php/2015/08/12/o-que-a-m...

Einstein uma vez definiu: "insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes". Não há lugar no mundo que se encaixe melhor nessa definição do que o Brasil. A ignorância em relação à própria história assola nosso país em todas as esferas: política, cultural, futebolística, musical, religiosa, comportamental. Para citar um exemplo: aqui o mesmo sujeito que num dia levanta um cartaz contra a corrupção, no outro, tenta se livrar de pontos da carteira de motorista mediante a pagamento de terceiros. Na cabeça de nosso cidadão-médio, só é desonesto quem desvia dinheiro público de estatais.

Neste último mês tivemos mais uma evidência de que o meio musical segue firme em sua insanidade coletiva. No final de junho, gerou perplexidade a repercussão da morte do sertanejo Cristiano Araújo. Não pela morte em si, mas pelo fato de Araújo ter recebido tratamento de herói nacional, como se fosse um Ayrton Senna. É fato que o sertanejo em questão não passava de um ilustre desconhecido fora de seu nicho, e Zeca Camargo destacou isso numa coluna do Jornal da Dez da Globo News.

(...)

Numa infeliz coincidência, três dias depois da morte do sertanejo, Chris Squire pôs o universo do rock de luto ao sucumbir à leucemia. Então vamos propor um exercício aqui: e se a mídia brasileira fizesse uma cobertura espetacularizada e sensacionalista da morte de Squire? Seria plausível que os sertanejos se perguntassem "quem era esse tal de Squire"? Seria possível dizer que muitas pessoas que nunca ouviram Yes na vida partissem para um abraço coletivo em homenagem ao baixista? Seria ofensivo dizer que o rock progressivo era só uma modinha dos anos 70 e que é um fenômeno distante da cultura brasileira? Ok, perguntas retóricas. Eis a grande questão: faria algum sentido a família de Squire ou mesmo um fã de Yes processar alguém por dizer essas palavras? Fica aí a reflexão.




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