Megadeth: a entrada de Kiko é um marco no heavy metal brasileiro
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 03 de abril de 2015
O ingresso do guitarrista do Angra, Kiko Loureiro, no Megadeth anunciado no dia 2 de abril é um marco no heavy metal brasileiro. Kiko é um instrumentista versado na música brasileira, fã de Tom Jobim e um dos criadores da cena desde 1992.
Antes de Kiko, somente os cantores Andre Matos e Edu Falaschi foram escalados para entrar em uma banda internacional de metal. Os dois, nos anos 90, foram cotados para assumir o cargo de vocalista do Iron Maiden. Depois deles, o americano Derrick Green entrou no Sepultura em 97. Por fim, Fabio Lione do Rhapsody of Fire entrou no Angra em 2013. E ele é italiano.
Além dessas mudanças, o ex-baterista do Angra, Aquiles Priester, entrou na consagrada banda Primal Fear em setembro de 2014. Mais um indício que a decisão de Kiko Loureiro pode ter sido acertada.
O avanço da carreira de Kiko Loureiro marca a internacionalização da música brasileira. E ele pode trocar os solos elaborados do Angra por uma linha de guitarra mais crua e direta, uma vez que o instrumentista Chris Broderick fazia este tipo de som para entrar em sincronia com o frontman Dave Mustaine.
O Megadeth existe desde 1983, quando Mustaine foi chutado do Metallica e resolveu fazer o seu próprio som tipo thrash metal na Califórnia norte-americana. Lançou discos clássicos, como Rust in Peace (1990) e Countdown to Extinction (1992), e se mantém com álbuns de qualidade.
Numa banda deste nível, que se equipara à grupos como Anthrax e Slayer, Kiko tem uma oportunidade única de tocar guitarra de um jeito diferente. Ele pode ser mudado pelo som do Megadeth, e também pode deixar sua marca registrada em futuras composições do grupo de Dave Mustaine.
Os estilos da banda e do músico são tão diferentes que, apesar de algumas reclamações de fãs, eu estou bastante otimista. Novos elementos na atual situação do heavy metal no mundo podem ser um ótimo sinal de renovação.
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