Jim Morrison: O Poeta Que Queria Ser Livre
Por Osvaldo Ettiene
Postado em 13 de fevereiro de 2015
JIM MORRISON nunca quis ser cantor. Crescendo em um ambiente regrado pelo pai militar, se acostumou desde cedo a desobedecer. Seguir as regras nunca foi seu forte. Lendo Jack Kerouac na adolescência começou a alimentar o sonho de se mandar pela estrada, deixando pra trás a família e as regras de que tanto queria fugir.
De fato, se mandou. Ficou esperto e rumou para Los Angeles, a capital de tudo que ele ansiava: liberdade, mulheres, sexo, poesia e rock. Cursando Cinema produziu pequenos filmes que nunca tiveram reconhecimento, e ele parecia pouco ligar pra isso. JIM nunca gostou de holofotes. Se pudesse escolher ficaria deitado com um bloco de notas e um copo com qualquer bebida alcoólica.
Ele não tinha pressa, ria do tempo. Queria apenas ser lembrado e ser esquecido.
Teve sorte de conhecer três amigos que forneceram a trilha sonora e o ritmo perfeitos para suas composições. Sua poesia precisava ser musicada para se transformar em algo absolutamente
genial e eterno.
Encontrou o amor poético que tão bem sabia descrever. Viveu um romance livre com Pamela, a única mulher que o domou, e talvez por isso ele gostou tanto de estar do lado dela. Ela representava o perigo de ser acorrentado, e Jim amava o perigo. Experimentava qualquer desafio até o limite. Ele sempre acreditava que podia mais. Um copo a mais, uma mulher a mais, um som a mais, pena existir uma única vida pra tanta vontade de viver.
Sua grande vocação era escrever. A carreira de cantor foi totalmente acidental e conveniente até ele se cansar da fama. O palco era uma ponte para sua poesia, uma maneira de expressar suas ideias, de liberar o poeta dentro de si.
Fugindo mais uma vez, rumou a Paris. Nunca mais voltou a Los Angeles. Ele não precisava mais da cidade da noite, precisava da calma dos dias, da solidão a dois com Pamela, do seu caderno e de algumas (muitas) doses. Assim ele era livre, assim ele alcançava sua tranquilidade. Assim ele era o poeta que sempre quis ser e que merecemos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
SP From Hell anuncia sua primeira atração internacional; festival será realizado em abril
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Adrian Smith reconhece que o Iron Maiden teria acabado se Nicko McBrain não saísse
Megadeth divulga "Puppet Parade", mais uma faixa de seu novo (e último) disco
Dave Mustaine admite que seu braço está falhando progressivamente
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
Mike Portnoy se declara feliz por não ter sido convidado a tocar com o Rush
O álbum que o Led Zeppelin não deveria ter lançado, de acordo com Robert Plant
Por que Angra não convidou Fabio Laguna para show no Bangers, segundo Rafael Bittencourt
Por que Flávio Venturini do 14 Bis não participou do lendário álbum "Clube da Esquina"?
Queen e a artimanha infantil de Roger Taylor pra ganhar mais dinheiro que os outros
A solução encontrada por Paulo Ricardo para ficar 30 dias sem falar após problemas na voz


O único nome realmente genial do "Clube dos 27", segundo Sérgio Martins
A banda que "nocauteou" Ray Manzarek, do The Doors; "Acho que era minha favorita"
A banda que gravou mais de 30 discos inspirada em uma única música do The Doors
O Jim Morrison que Roger McGuinn viu de perto, longe do mito do "Rei Lagarto"
Lojas de Discos: a desgraça e o calvário de se trabalhar em uma
Avenged Sevenfold: desmistificando o ódio pela banda



