Imagine Dragons ou de repente, 30.
Por Clark Mangabeira
Postado em 06 de maio de 2014
Não foi o melhor show da minha vida, nem um dos mais grandiosos. IMAGINE DRAGONS (Citibank Hall, Rio de Janeiro,03/04/2014) foi, contudo, um daqueles pequenos momentos epifânicos, para o bem e para o mal. Acho que você envelhece não quando a idade passa. Você de fato envelhece quando começa a se lembrar de quando viu um show pela primeira vez, do quanto se divertiu e pulou, e de como tinha sonhos bobos e vontades infinitas, ou vice-versa, ou algo parecido. Aliás, amadurecer é isto: assistir a si próprio pelos olhos de agora, e assistir aos outros crescendo, vivendo, caminhando para além; é estar presente no momento do nascimento dos novos ídolos de alguém, enquanto os nossos eternos são esquecidos ou, no mínimo, deixados para trás. No jogo de olhar, sobram apenas e somente momentos: os nossos e os deles, além de mim, ali, pelo meio, tentando (re)entender com olhos de menino um presente futuresco no qual talvez eu, do século passado, nem consiga me encaixar direito.
Mas viver é tudo isso e também desencaixar-se, dar espaço, deixar espaços vazios para outros ocuparem. Para os moleques preencherem. Para as novas lembranças. Crescer é deixar nosso Nirvana e deixar de "smells like teen spirit", indo embora do OASIS de segurança que o ontem comportava, do GREEN DAY da nossa molequice, para imaginar dragões (quase) novos. É dormir nosso sono R.E.M. e acordar, anos depois, ao lado de uma OFFSPRING nova e sedenta por coisas (só) novas. É fingir FAITH NO MORE na SONIC YOUTH, mas, no fundo, "tonight, tonight", abençoar e admirar essa "paradise city" que emerge a cada "sweet child of mine" que constrói memórias (para lembrar para si) e momentos (para conseguir perceber no futuro as lembranças dos outros). Claro que dói e fica um "black hole sun": você percebe que não é mais imortal, nem infinito, nem "creep", e que haverá, sim, um "last kiss" em algum momento, um "hole in my soul" como destino.
Por outro lado, de verdade, e daí? Não quero pegar um "runaway train" sem eira, nem beira. Por favor, "enter Sandman", traga-me "coffee and TV" e mostre-me o passado, os tropeços e, até, a velha e boa RAGE AGAINST THE MACHINE, sem nenhum "fear of the dark", ok? Lembrar é THE CURE, não um PLACEBO. Afinal, continuo em busca de "nutshell" por que "I still haven't found what I'm looking for". E talvez nunca ache. Nem lá, nem cá. Então, que continuem tentando, "by the way", como herdeiros, os (novos) meninos sozinhos por shows por aí, com o mundo a seus pés, enquanto fica aqui a sensação de que você deu o "best of you" e de que "I don´t care if Monday´s blue".
No meio termo, "welcome to new age, I´m radioactive".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis
Manowar se manifesta após anúncio da morte de Ross the Boss
Concerto do Pink Floyd gravado por Mike Millard vai sair em vinil e CD oficial
Rock and Roll Hall of Fame inclui Blaze Bayley entre os indicados pelo Iron Maiden
Morre Ross "The Boss", membro fundador e ex-guitarrista do Manowar
Green Day emplaca sua quinta música no "Clube do Bilhão" do Spotify
Ouça e leia a letra de "Ozzy's Song", homenagem de Zakk Wylde a Ozzy Osbourne
Luis Mariutti convida membros do Angra para show de reunião: "Só escolher a data"
Guitarrista e produtor mantém esperança de que álbum do King Diamond sairá em breve
Os 10 piores músicos que passaram por bandas de rock clássicas
Como a mais autêntica banda de rock da América gravou o pior álbum feito por uma grande banda
Stanley Simmons lança segunda música, "Dancing While the World is Ending"
O compositor com "duas das melhores músicas do mundo", segundo Bob Dylan
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
Slash comenta seu álbum favorito do AC/DC: "Um disco matador do início ao fim!"
Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, acha que Kiss é banda de história em quadrinhos
Roberto Carlos disse para a jovem banda: "o que vocês fizeram com a minha música?!"


Megadeth, "Risk", "Dystopia" e a dificuldade em aceitar a preferência pessoal alheia
Arch Enemy, o mistério em torno da nova vocalista e os "detetivões" do metal
Três "verdades absolutas" do heavy metal que não fazem muito sentido
Está na hora dos haters do Dream Theater virarem o disco
Angra: Alguns problemas não se resolvem com sonho de doce de leite



