Headbanger: prepare sua mente para a guerra de verdade

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Por Marcos Vinicius Mesquita, Fonte: Shogunidades (Blog)
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Até quanto você se interessa por politica? Você tem alguma noção do quanto ela influencia na sua vida e até no seu som. Precisamos saber você tem algum senso critico. Ou se ele se limita a repetir velhos bordões e clichês.

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Particularmente eu vejo a maioria dos bangers como pessoas alienadas ao seu mundinho. Normalmente a única posição critica que possuem é contra a igreja.

E é aí que quero chegar. Já dizia Platão (428/427 a.C./ 348/347 a.C.) que "A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores".

Vivo no Rio de Janeiro. Uma cidade que a cena metálica padece e sofre de vários problemas para crescer. Cito os 4 principais:

1 - desorganização (todo mundo já foi a algum evento que foi um fiasco em um lugar imundo sem estrutura);

2 - amadorismo artístico (Bandas autorais amadoras e enxame de bandas covers que tocam em troca de um guaraná Tobi);

3 - publico preguiçoso e mimado (vivendo a espera somente de grandes nomes e de festivais do Medina);

4 - desunião geral (produtores, bandas, mídia "especializada");

Serei linchado possivelmente, mas esse é um exemplo que terei de citar. Quando um dos nossos principais nomes decidiu largar o metal e encerrar sua banda, que praticamente fundou a cena no Rio para tocar outros estilos musicais menos problemáticos. É sinal que algo está muito errado. Uns dirão que traição, interesse por dinheiro, recalque por não fazer sucesso. Eu vejo como SACO CHEIO.

Os funkeiros assim como os evangélicos faz muito tempo perceberam que para crescer e agir deveriam assumir o poder, ou fazer parte dele. Não é difícil achar na Câmara de Vereadores e na ALERJ representantes declarados desses nichos. Esses últimos possuem um verdadeiro projeto de poder. Com a intenção de levar o Brasil a uma teocracia.

Para provar nossa total inércia e irrelevância politica; gostaria de destacar um trecho de um artigo publicado em um site alemão especializado em metal da América Latina sobre a relação dos "metaleiros", como eles escrevem, brasileiros com a cena politica do período em que o metal deu seus primeiros passos por aqui:

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(...) Ate 1985 a ditadura militar estava ativa, e essa discriminava homens de cabelo comprido. Mas a aparência dos fãs de Metal no começo dos anos oitenta não parecia ameaçadora para o sistema (ao oposto de como os generais argentinos acreditavam). Eles eram apenas tidos como loucos e alienados. Mas o regime desapareceu com alguns artistas da música popular brasileira, do lado mais esquerdista. Cabelos compridos não eram causa para repressão governamental, mas ainda hoje pode ser um empecilho para se arrumar um emprego (...)

Fonte: http://www.metaleros.de/

Tenho certeza que muitos conhecem alguém que defende a ideia de que na "ditadura era tudo melhor" talvez até você mesmo pense assim.

Eu só vejo dois motivos para alguém pensar assim:

1 - Ou você é filho de militar e está de olho nas vantagens que isso pode lhe proporcionar.

2 - Ou você fala isso por total desconhecimento da história, porque não viveu no Brasil durante o período das ditaduras sul-americanas. Talvez se fosse chileno ou argentino pensaria de forma diferente.

Se viveu, logo acima está a explicação do porque você não sofreu com a repressão no Brasil mas, repito com prazer: VOCÊ NAO ERA UMA AMEAÇA! Acho isso vergonhoso.

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Talvez se tivéssemos sofrido um pouco com o governo militar esse tipo de imbecilidade não seria repetida.

Talvez seja essa a explicação de tantos bangers ainda hoje serem simpáticos a Ditadura, talvez explique a enorme dificuldade que possuem de ouvir uma opinião discordante e ao invés de contra argumentar, usarem um "foda-se" como resposta para tudo ou agirem como verdadeiros skinheads intolerantes. (Característica muito comum a militantes esquerdistas).

Acho ridículo mas ainda somos loucos e alienados. Na maioria dos casos temos uma visão conservadora para tudo, logo nós. Essa visão conservadora poderá nos custar muito caro no futuro.

O Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. (Não estou convocando ninguém a se filiar ao PCO, nunca!). Heavy metal é por essência, som dos excluídos. Mas será que estamos fazendo jus às nossas raízes?

Se por algum motivo qualquer o governo deste páis decidisse que o Heavy Metal é perigoso e deve ser proibido. Você estaria pronto a defender o estilo que tanto ama, não com bombas em estabelecimentos do Mc Donald's, ou com protestos infantis e arruaceiros como os realizados pelos integrantes do PSTU (Sim, eu tenho problemas com a esquerda brasileira) mas quem sabe humilhar em rede nacional todo um congresso como fez Dee Snider e Frank Zappa? Você seria capaz disso?

E o que você espera acontecer para algo mudar?




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Sobre Marcos Vinicius Mesquita

Marcos Vinicius Mesquita - Publicitário, Assessor de imprensa, Analista de T.I. Filosofo de araque, músico de araque e fã de Thrash metal.

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