A Internet estúpida: problemas vieram de brinde com as vantagens
Por Igor Z. Martins
Postado em 07 de janeiro de 2013
A chamada inclusão digital é uma maravilha, no sentido de democratizar a informação. A Internet possibilita ao indivíduo uma inteiração em tempo real com o que acontece no mundo e dá acesso a qualquer tipo de informação. Que álbum, hoje, não está na rede, pronto para ser baixado?
O ambiente da Internet possui suas células. Há aqueles que se concentram em espaços virtuais para discutir a respeito de livros, de filmes, de culinária, etc. Entre os mais variados assuntos, está a música, o rock, o heavy metal. Há vários tipos de fóruns, espaços para comentários e divulgação em torno do assunto da música pesada.

Entre os problemas que vieram de brinde com as vantagens da Internet estão a indústria fonográfica de calças arriadas, discos com vendas baixíssimas, pirataria descarada e bons artistas prejudicados pelos downloads. Além do referido cenário problemático, há o fato de haver milhares de imbecis que se utilizam da Internet unicamente para esculhambar com o que puderem. Não posso falar dos espaços virtuais que se propõem a discutir saúde e higiene pessoal, porque não os frequento, mas posso falar dos espaços reservados a falar de música.
Aqui, nós podemos falar dos pontos negativos da inclusão digital: qualquer um pode dizer o que quiser e todos têm acesso à Internet e, assim, são esculhambadores em potencial. Os gênios que viabilizaram a Internet eram democratas de coração, mas nunca imaginaram que sua criação seria uma poderosa ferramenta para a estupidificação e para a intolerância. Falando dos ambientes onde se discute música, a presença de pífios, sem vocabulário ou ideologia é notável. Quando se fala em intolerância nos meios virtuais onde se discute música, é notável e flagrante a dificuldade dos usuários de tais veículos de aceitar a opinião de terceiras pessoas. Porque o indivíduo acredita que tal banda é a melhor do mundo, é um pecado mortal que qualquer um diga o que quer que seja contra essa ideia. O fã do Metallica, retardado mental, intolerante e limitado não admite que se elogie o "Reload" sem antes babar nos ovos de "Master Of Puppets". O debiloide fã de Iron Maiden, intolerante e limitado, não admite que se diga que a banda parou no tempo ou que "The X Factor" é um baita álbum. Predominantemente, os usuários de espaços virtuais onde a música é discutida nunca ouviram falar na palavra subjetividade, que pressupõe que todos os indivíduos têm sua própria maneira de pensar.

Dessa forma, os ambientes de discussões a cerca de música se tornaram um circo e um campo minado. Usuário ridiculariza usuário. Usuário tenta humilhar usuário, e tudo porque há pensamentos diferentes e ninguém conhece a expressão "respeito o que você pensa, mas eu penso diferente". Tais espaços virtuais também são uma mina de ouro para advogados que vasculham por causas e pretendem levar aos tribunais as chacotas que ocorrem. Quando o ponto de vista jurídico é posto em voga, aquele que o trouxe à tona é ridicularizado, porque ainda existe o mito de que a Internet é um território sem lei e que aquele que se esconde atrás de um "nick" está a salvo de qualquer medida legal ou retaliação. Não acontece dessa forma quando está na equação alguém que não quer levar desaforo para casa.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Assim, espaços que são reservados para debates que deveriam ser construtivos, acabam por se tornar rinhas de galo, onde um que não concorda com o ponto de vista de outro agride, ofende, xinga, desqualifica. A discordância se tornou justificativa para ser baixo, mal educado, deselegante. Mas, tudo bem... Estamos na Internet, território sem lei. Não é dessa forma e medidas drásticas podem ser tomadas à medida que o ofendido não quer levar desaforo para casa.
Gradualmente e rapidamente a Internet se torna um revolver engatilhado nas mãos de uma criança: porque as pessoas simplesmente não sabem usar a melhor ferramenta de comunicação já inventada pelo homem depois da escrita. Se combater a idiotice generalizada é combater uma epidemia, então os espaços para discussão deveriam ser banidos, porque não há limites para palhaçada e os danos são, normalmente, irreparáveis, tanto intelectualmente quando pessoalmente. Um idiota vê outro idiota fazendo idiotice e isso pode ser uma boa ideia, afinal, estamos na Internet, território sem lei.

A inclusão digital visa democratizar a informação, mas, ao mesmo tempo, coloca nas mãos de irresponsáveis uma arma carregada. Eles atiram em todas as direções sem medir consequências ou contribuir com o que quer que seja, além do burlesco, do ridículo, do pífio. Mas está tudo certo: estamos falando da Internet, território sem lei.
O fã de música pesada tem seu orgulho, mas não nota que, quando discute o tema, se torna um palhaço, um intolerante. Se o rock é libertário, seus fãs, quando debatem o tema, são ditadores, porque não toleram a opinião alheia. Ao invés de disparem suas AK-47s, disparam sua imundície retórica para todos os lados.
Os administradores e moderadores de redes sociais onde se discute música deveriam fazer um favor ao mundo e coibir com extrema rigidez a babaquice generalizada e tornar seus espaços para comentários e debates algo produtivo, não um tentáculo a mais da estupidez humana. Ou isso, ou chega.

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